way2themes

Mostrando postagens com marcador Woody Allen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Woody Allen. Mostrar todas as postagens
No decorrer da carreira de Allen você acompanha seu investimento pela comédia, o drama e o romance. Não posso dizer que este é o melhor filme de Allen, tendo visto dos 45 filmes, uns 8 ou 9 deles. Mas dos que tenho visto, esse entra pra minha lista de favoritos. Acho que já vi um pouco de filme de cada gênero e por incrível que pareça, ou não, os pastelões são meus favoritos.

Em A Última Noite de Boris Grushenko, Allen interpreta o próprio Grushenko, um russo covardão que faz de tudo para não ter que lutar na invasão de Napoleão. Como parte dos filmes pastelões do Allen, o cabeça dura do grupo faz alguma bobagem e acaba "salvando o mundo" sem querer, tornando-se o herói da guerra. Desde o início do filme, Boris tenta se envolver com sua prima Sonja, interpretada pela maravilhosa Diane Keaton, cuja ele é apaixonado desde o início.

Diane Keaton nesse filme mostra seu talento desde cedo pra comédia, tanto quanto atualmente, achei. Woody devia ter feito mais filmes assim, embora todos os seus filmes sejam ótimos, depois que acabar de assistir os da série pastelão, acho que vou sentir falta. É um filme que rende boas risadas, é gostoso assistir uma, duas, quem sabe três ou quatro vezes, até que você decore as falas e o filme perca a graça. Gostei de ver a Diane Keaton fazendo a prima biscatinha de Woody Allen no filme, é que olhando a personagem, não dá pra ter uma visão vulgar do papel dela, na verdade não tem nada a ver com vulgar, ela só dormiu com todos os personagens, mas é tudo tão divertido que não acaba nem soando errado.

Dirigido por Woody Allen


O que sempre gostei no Woody é que ainda que as pessoas o critiquem ou desaprovem sua visão de cinema ou seus filmes. Os desgraçados querendo ou não sempre terão um pouco desse Woody Allen cretino e paranóico dentro de si. Isso é algo que você não precisa assistir mais de três filmes do antigos para descobrir. É como se ele se inspirasse nele mesmo para dirigir, igual faz literalmente no filme, mas pra escrever. Não, espera. Esse filme é mais eu, alguns fãs e o Woody Allen do que qualquer coisa.

Allen é Harry Block, o escritor que se inspira em acontecimentos de sua própria vida para escrever histórias, livros e acaba deixando uma galera bem aborrecida. O que tem tudo para ser clichê, Woody dá um jeito para que nenhum coleguinha de classe o copie. Ele trocava nomes, criava personagens para encaixar em pessoas da vida real nas histórias.

"Você trai sua esposa com a amiga dela e escreve sobre isso. A amiga da sua esposa lê o livro e quer te matar. A sua esposa descobre isso lendo o livro e quer matar você e a amiga."

A cada história, em cada época, com cada personagem, Harry era interpretado por um ator e um personagem diferente, é a partir daí que se reúne um elenco digno e clássico, você não sabe se está apenas assistindo a mais um filme qualquer do Woody Allen ou se está apenas assistindo sua vida bem dirigida por trás das câmeras. Isso quase sempre. É um filme um tanto dramático  quanto engraçado, no fundo por mais engraçado que seja, é trágico e você sabe que é verdade.

Dirigido por Woody Allen.

Avaliação

O Woody Allen é o tipo de cara que gosta de ir bem fundo na realidade e mostrá-la de diversas formas possíveis, mas a seu modo. Nos dar a ideia do quanto pode ser excitante estar em um triângulo amoroso. Ter um desses romances inusitados e nos deixar levar por nossos problemas psicológicos. Passei a ter certeza disso depois de assistir a uns três filmes dele, e foi o bastante. Um pseudo-documentário Woody Allen à la carte.

 A comédia é propositalmente semelhante a um documentário de verdade e fala de Leonard Zelig, interpretado pelo próprio Allen. O homem-camaleão, que tinha o dom de modificar a aparência para agradar as outras pessoas.

A necessidade do ser humano de ser aceito. Ou até mesmo só querer estar em algum lugar sem ser visto ou tratado com indiferença. O que faz com que as pessoas muitas vezes deixe sua personalidade de lado, ansiando por uma adaptação em todos os meios-sociais e acabando que se esquecendo de quem são.



Leonard Zelig é um zé ninguém que em sua infância passou por um trauma absurdo ao descobrir que era o único garoto da turma que não tinha lido Moby Dick. O que fez com que se sentisse exclúido e, para não se sentir assim. Zelig adquiriu a estranha capacidade de assemelhar fisicamente e mentalmente às pessoas que o rodeiam para assim se sentir aceito por elas. Se estivesse entre cozinheiros, virava cozinheiro; entre negros, ficava negro, entre gordos, tornava-se gordo, em um grupo de médicos, tornava-se um médico; Se estivesse entre chineses, falava, agia e assemelhava-se aparentemente e perfeitamente à um chinês.

Uma psicanalista, Dra. Eudora Fletcher (Mia Farrow) é a única que realmente se importa em ajudar o pobre Zelig a se curar de sua doença. Sem mais nem menos, percebemos antes dela mesma que isso se torna uma obsessão. Zelig faz o tal tratamento e depois de muito esforço e piração (da minha parte, que estava assistindo e frustrada com a sessões de hipnose da Dr.a Fletcher), Zelig lentamente desenha sua própria personalidade. Zelig ficou famoso mundialmente. "Ganhou" músicas, danças, um filme a seu respeito e objetos inspirados nele, tornando-o parte da cultura naquela época.


O filme se passa na década de 1920 e 30, embora seja um falso documentário, é tão estupidamente bem feito que faz com que pareça real. Em um de seus distúrbios, Zelig vai parar na Alemanha um pouco antes da Segunda Guerra Mundial, trabalhando para os Nazistas. A cena em que Zelig aparece junto a Hitler é de tamanha perfeição, que não da pra não dizer mesmo de brincadeira que Woody Allen deu um aperto de mão em um dos maiores nomes da história.

O filme é todo em preto e branco com algumas cenas com cores que são as que mostram grandes estudiosos  interpretando eles mesmos e falando sobre Zelig, de um ponto de vista atual (daquele tempo), sobre sua doença e toda a influência que o "camaleão" deu naquela época. Mesmo que seja impossível a ideia de uma pessoa que se transforma aparentemente e intelectualmente nas pessoas que o rodeiam. Não é tão difícil de acreditar que Leonard Zelig não é só um personagem fictício de Woody Allen.

Dirigido por Woody Allen.
Elenco: Woody Allen, Mia Farrow