way2themes

Mostrando postagens com marcador Letra S. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Letra S. Mostrar todas as postagens

Avaliação


Este filme é o que eu chamaria de "ponta de barranco", que é exatamente para onde ele está encaminhando o que poderá se tornar uma franquia. Quem acompanha o blog, já deve ter visto minhas resenhas de Sobrenatural (2011) e Sobrenatural: Capítulo 2 (2013), duas obras de terror dirigidas pelo James Wan que eu valorizo muito, porque em meio a tantas mesmices, tanto dinheiro jogado fora, ele foi lá e fez filmes de TERROR. Filmes com conteúdo, com pé e cabeça, com roteiro e elenco de verdade. O James Wan é um dos poucos diretores que ando respeitando atualmente, para quem não conhece ou não se recorda, Wan dirigiu filmes como Invocação do Mal, Jogos Mortais, Gritos Mortais, Velozes e Furiosos 7... vai dirigir Aquaman, Castlevania e também Invocação do Mal 2. Atualmente, a terceira sequência de "Sobrenatural" ficou por conta de Leigh Whannell, que além de dirigir também escreveu e atuou nos três filmes, no papel de Specs, um dos "Caça-Fantasmas" da equipe de Elise, a médium.

Esse filme funciona como um "spin-off". O filme se passa antes dos dois primeiros filmes e já mostra ligação direta com eles. Quinn Brenner (Stefanie Scott) acredita que sua falecida mãe vem tentando se comunicar com ela. A garota recorre a médium Elise Rainier (Lin Shaye) para que ela possa ajudá-la e a partir daí eventos estranhos começam a ocorrer.


Esse filme funciona mais ou menos como "Atividade Paranormal", como se os fatos estivessem sendo contados de trás para frente e se misturando cronologicamente com flashbacks na transação. Este, embora seja o terceiro filme (do que virá a se tornar uma franquia) é o começo de tudo, desde antes do caso Lambert. O título se volta um pouco para Elise, pois conta como ela foi se tornar uma especialista em fenômenos paranormais tão famosa e requisita junto de seus dois ajudantes. 

Também citei "Atividade Paranormal" como exemplo de decadência. Os dois primeiros filmes da franquia foram muito bons, até que resolveram começar e a história foi perdendo o rumo e os filmes começaram a se tornar um lixo total, mas que as pessoas ainda pagam pra ver, inclusive eu. "Insidious", embora o terceiro filme seja um pouco abaixo do nível dos anteriores é um ótimo terror/suspense, o que veio a formar uma trilogia de qualidade. Porém, já tem o quarto filme confirmado. E pelo que conheço da filmografia de Whannell, ele não vai parar por aí (Jogos Mortais tem mais ou menos uns 7 filmes, embora não tenham sido todos dirigidos ou escritos por ele) e meu medo é ele se perder no meio do caminho aí. Os characters que eles criam para representar entidades, é bom que reparem isso, são muito criativas e assustadoras. As viagens feitas ao plano que não nos pertence, toda a viagem lá fora e as almas que perambulam por lá, tudo dá medo, tudo é bem feito. Isso definitivamente não tem o que criticar, da visão deles pra limbo, submundo, o que vocês preferirem chamar, é inovador e assustador, porque além do terror físico, rola um terror psicológico. Você se imaginar transitando em lugares que existem, mas em outro plano com almas perturbadas, angustiadas, rancorosas, demônios e tudo que a escuridão tem direito. 













Eu detonei com o filme? Não detonei. É que se você reparar, ele não é tão empolgante e inovador quanto os outros filmes. Ele tem uma mesmice de 90% dos filmes de terror em todo um contexto. A diferença entre esse filme e outras centenas é que eles têm uma médium bad ass, simpaticíssima que toca o terror nos limbo da vida e põe medo até no diabo, se deixar, tirando isso... Imagine que o filme fosse isso, mas sem a Elise, será que você ia gostar tanto? O Whannell é extremamente competente para escrever roteiros, mas será que pra dirigir também? Será que ele vai dar conta de ficar esticando? O dinheirês sempre fala mais alto na indústria do cinema, disso não tenha dúvida, mas os mais inteligentes acabam, além de lucrando mais, se tornando famosos por bons conteúdos, mas vamos ver, né?

Stefanie Scott, que interpreta Quinn Brener tem uma intensa semelhança com a Chloe Moretz, porém, é uma atriz que não me tocou tanto o coração, eu posso estar em uma fase ruim da vida, onde sou chata e rejeito tudo, mas ela definitivamente não me cativou tanto assim.

O ator que interpreta seu pai, Sean Brenner deve ser um rosto familiar para alguns de vocês, faz o estilo "Sugar Daddy" e atuou com a Julia Roberts em "O Casamento do Meu Melhor Amigo", continua um pitel e um bom ator.

Lin Shaye pela filmografia faz o estilo topa tudo, pelo estilo de filmes em que ela já atuou. Ainda por cima, é uma DOÇURA de atriz e seus personagens não passam batido. Ela dá o ar da graça nos três filmes, interpreta Elise Rainier, a médium que o submundo tem medo (risos). Metade da tensão e empolgação do filme é trazido por ela, faz compensar cada minuto da sua presença nas cenas.

Esse é o tipo de filme que eu recomendo você ir com as expectativas bem baixas pra poder ter uma sessão saudável e sem maiores aborrecimentos. É um bom filme, fique em paz.
Avaliação

Terá a família Lambert finalmente se livrado das assombrações? Lógico que não. O que terá ocorrido a Josh após o final que ele teve no primeiro filme?

Já devo ter comentado sobre o quanto eu não gosto quando o diretor tenta esclarecer demais a história, principalmente quando se trata de filme de terror. O filme tem que deixar aqueles pontos de interrogação na cabeça da gente. Isso é excitante.

Não desmerecendo a sequência do filme, que não perde o ritmo da história e do terror e também a qualidade. Mas, é o que eu havia comentado, perde um pouco da essência conforme tudo vai se explicando demais, pois acaba ficando um pouco previsível.

O segundo filme  — assim como a franquia Atividade Paranormal, que seguem seus filmes contando a história meio que, de trás para frente — conta a história de Josh, o pai de Dalton, o "dorminhoco" do primeiro filme. Como ele desenvolveu esse dom e o mal que o assombrou durante boa parte da sua infância. Um espírito conhecido como "Bride", quando em vida, seu nome era Parker Crane, cuja infância foi aterrorizada por sua mãe que não aceitava que seu filho homem não fosse uma garota, fazendo-o se vestir como tal e decorando seu quarto como se fosse. Após seu crescimento, Parker se tornou um assassino psicopata, totalizando 15 vítimas, incluindo sua mãe. Quando envelheceu, foi parar no hospital em que trabalhava Lorraine, mãe de Josh.



De tanto que aparece detalhadamente o rosto de "Bride", ela acaba perdendo aquela estrutura assustadora que possuía no primeiro filme e que me congelava o fígado. Infelizmente, são esses pontos de frequência e explicação que acabam tirando o susto do filme, mas não deixa de ser um grande filme de terror e eu recomendo. "Dalton, vai salvar o papai, vai".

O que me irrita nos criadores do filme (Dos mesmos de Jogos Mortais e Atividade Paranormal) é que, como característica notável eles NÃO SABEM A HORA DE PARAR. De tantas sequências (já tendo Insidious: Chapter 3 confirmado para 2014) tenho medo que possam acabar com a essência dos dois primeiros filmes que, ao meu ver, foram bem legais e que talvez muitas sequências de encher linguiça e sem conteúdo possa estragar um dos melhores filmes de terror que eu assisti depois de anos.

Sobrenatural: Capítulo 2 (Insidious - Chapter 2)
Direção: James Wan.
Elenco: Barbara Hershey, Lin Shaye, Patrick Wilson, Rose Byrne, Ty Simpkins
Avaliação

Após se mudar para uma nova casa, a família Lambert descobre que estão sendo assombrados por um espírito maligno, que parece estar afetando diretamente o pequeno Dalton, que entra diversas vezes em comas sem nenhuma explicação. Na esperança de salvar a criança, mudam-se novamente para outro lugar e então percebem que o problema não estava na casa, e sim no garoto.

A sinopse original chega a me lembrar um pouco "Horror em Amityville". Estamos em uma época em que as pessoas estão fissuradas em buscar perfeição no cinema. De vista, essa visão é linda, mas para quem vê os sintomas que isso vem causando, acaba achando estupidamente desagradável. Sobrenatural possui seus diversos clichês apresentados nos filmes de terror desde, olha, muitos anos atrás. Acontece que estes clichês não devem ser interpretados de uma forma ruim, pelo contrário, é uma grande homenagem à clássicos do terror, como Poltergeist.

Acho que uma das coisas mais gostosas e assustadoras de um filme de terror é: quando você não sabe com o que está lidando, quando assusta e que você pode assistir sem tanto receio de quebrar a cara no final. Eu me assustei como uma criança. Quando você se envolve demais com qualquer filme, acaba correndo o risco de ficar com sequelas. E eu fui me envolver logo com esse.



Josh (Interpretado por Patrick Wilson - Watchmen, Prometheus) é pai de Dalton, e após passar por todo esse aperreio com o moleque mesmo mudando de casa, resolve recorrer à mamãe, Sra. Lorraine (Barbara Hershey), que após entender o que está se passando com o neto, resolver fazer uma confissão ao Josh, "ele herdou isso de você, filhão". Para que pudesse ter uma vida em paz, enquanto Josh era criança e passava pelos mesmos problemas que seu filho está passando agora, Lorraine recorreu à Medium Elise (Lin Shaye) para que pudesse ajudá-la a descobrir o que se passava com o filho e fazê-lo esquecer disso através da hipnose, para que não o afetasse.

Por quê raios o pequeno Dalton só foi começar a "dormir bem" depois de mudar de casa? Foi legal esse encaixe, porque dá a entender ao espectador, que a família perfeita e feliz se estragou porquê foi morar em uma casa assombrada. Errado. Depois de assistir também à sequência, percebi que por triste coincidência, Dalton, assim como seu pai, está na fase de desenvolver esse dom que ele tem, falar com os mortos. Um dom tão avançado que é de deixar Cole Sear (O Sexto-Sentido) no chinelo. Dalton adormece, e sua alma deixa seu corpo para andar junto dos mortos e se comunicar com eles no segundo plano. Acontece que esse plano é grande, e Dalton acaba se perdendo de seu receptáculo, permanecendo em coma.



O que alguns amigos espíritas me falavam, é que crianças possuem uma luz muito forte vinda de si própria. A pureza, a inocência e a bondade. Quando Dalton abandona seu corpo, ele se torna um recipiente vazio, e sua luz neste mundo acaba por atrair aqueles que não aceitam a morte, que, quando em vida, foram cruéis e talvez queiram a oportunidade de fazer diferente, ou fazer tudo de novo. Eles querem viver, eles querem ser o Dalton.

Hoje em dia a gente vê tanto filme de terror caindo no cinema, uns ridículos, outros mais ou menos. Os caras parecem simplesmente querer gastar o que tem na mão, então gasta fazendo qualquer merda e chamando de terror. O que não é o caso de "Insidious". O filme possui referências de filmes antigos de terror e aquele humor por entre o drama do próprio terror envolvendo Elise e seus assistentes. É um terror que vale a pena ver.


Sobrenatural (Insidious)
Direção: James Wan.
Elenco: Barbara Hershey, Lin Shaye, Patrick Wilson, Rose Byrne, Ty Simpkins