way2themes

Mostrando postagens com marcador Terror#. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Terror#. Mostrar todas as postagens

Avaliação


Goosebumps para os que estão chegando agora, é uma série de livros voltado para o público infantil e adolescente na década de '90, sob autoria de R. L. Stine . Muitos dos contos tiveram adaptações cinematográficas e compunham um seriado de televisão que a galera aí na faixa dos vinte e poucos acompanhou com certeza na Fox Kids e Jetix da vida.

Ficou meio claro que, pelo seguimento do filme, quiseram de uma forma sútil trazer o aclamado título da série à tona novamente pros fãs old school e ao mesmo tempo apresentar pra geração atual. Até porque se fosse seguir mesmo ritmo assombro da série que a gente assistia na época, meus amigos, seria tenebroso. E provavelmente o público alvo não seria infanto-juvenil, não com o que poderiam fazer com a condições tecnológica de hoje em dia. Não sei se era porque eu era muito criança, ou se as séries eram mesmo bem feitas e assustadoras que eu tenho nas lembranças até hoje. Não é qualquer clichê de terror. São medos reais de pessoas, como monstros, palhaços, lobisomens, bonecos. Alguns dos medos mais comuns em pessoas de várias idades. Eu lembro que dormia bem mal quando assistia, isso se dormisse. Ainda não tive a oportunidade de ler os livros, então tudo o que eu conheço é baseado no que assisti quando mais nova. O que já é meio que o suficiente.

Zach e sua mãe Gale acabam de se mudar para uma nova casa em uma cidade pequena para tentar seguir uma vida diferente e superar a morte do pai. Como retratado na maioria dos adolescentes em filmes onde eles têm a necessidade de mudar de casa, Zach não se mostra adepto logo de cara a casa nova e escola nova. Mas tenta lidar com isso com muito mais maturidade. Zach conhece sua vizinha Hannah, um tanto extrovertida e invasiva. Zach começa a achar estranho e curioso o quão seja restrita pelo pai sua convivência em sociedade. Curioso e desconfiado, o garoto junto de seu amigo champ invade a casa de Hannah e encontra algumas das obras de R. L Stine selados com cadeados muito bem protegidos. Os garotos descobrem que o pai da Hannah é o próprio autor dessas obras e o porquê de estarem tão bem guardadas. Quando abertos, os livros liberam os antagonistas de suas histórias trazendo-os para a realidade.

Até certa parte do filme, tudo segue nos conformes como aqueles filmes adolescentes com aventuras fictícias juvenis estilo Jumanji, Nárnia ou Zathura. Até que aparece o majestoso Jack Black, que embora não seja o fato do personagem dele ser o autor das obras que chame a atenção, ele é o Jack Black. Tudo começa a girar em torno dele e o protagonista da história que é o molecão Zach acaba sendo ofuscado. É muito difícil mesmo se sobressair ao lado de Jack Black, mas o personagem menos provável é que acaba conseguindo. Champ, interpretado por Ryan Lee. Champ faz aquele amigão medroso que está com você pra tudo, a não ser que ele esteja correndo perigo, aí ele não está mais com você pra nada, muito pelo contrário, se puder te usar pra ganhar tempo, ele vai. Mas é uma boa pessoa.


Eu tenho um problema sério com referências, porque na maioria das vezes eu vejo referências em tudo, até onde não tem. E aconteceu com este filme também. Em determinada parte, o personagem de Jack Black estará amarrado por cordas no chão da cozinha e aquela cena lembra muito um filme em que ele protagonizou que é "As Viagens de Gulliver". Outra cena que também identifiquei uma referência, mais especificamente, uma loucura da minha cabeça. Em uma das cenas, Stine (Jack Black) fica a frente de Champ, Zach e Hannah com os braços esticados protegendo-os do lobisomem. E essa cena me lembrou "Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban", na cena em que Snape faz a mesma coisa que Stine diante de Harry, Rony e Hermione quando Lupin na forma de Lobisomem está prestes a atacá-los, cheguei até a arrepiar nessa parte.

A estética visual do filme em cada detalhe é maravilhoso. É muito difícil saber se as pessoas imaginam visualmente personagens da mesma forma que outras. E Rob Letterman parece ter usado seus medos de criança para dar forma aos monstros, suas características e visual. Esse filme é um bom toque pra marmanjada pegar a série e apresentar pras suas crias, amigos e qualquer pessoa do meio de convivência que ainda não conheça, porque vale a pena. Toda dinâmica do filme, química e união dos personagens. Jack Black, assim como em "Escola de Rock", parece ser o paizão da molecada, sempre aparentando fazer com que todo mundo fique alegre e bem à vontade trabalhando com ele. E é muito bacana isso. É um bom filme. De diversas formas ele poderia ter sido apresentado, podendo até vir a aproveitar melhor o que queria ter sido apresentado. Seja em susto, seja na própria história, mas não desvalorizou o que ele se tornou. É uma baita nostalgia.

Enfrentam seus monstros, meus amigos.

Direção de Rob Letterman.
Elenco: Dylan Minnette (Zach Cooper), Odeya Rush (Hannah), Jack Black (Stine, Slappy, Menino Invisível).
Avaliação
Lembro-me quando fui assistir o primeiro filme da franquia, ainda estava entrando no universo "found footage" e aquilo pra mim era inovador, assustador e "uau". Eu tinha quinze anos e minha vida na época já era assombrosa o suficiente. Este filme na época havia conquistado um grande público (incluindo eu), começando já pelo marketing, aquela ideia de substituir o trailer do filme pela reação dos expectadores, sensacional. Percebi que o lucro havia subido pra cabeça dos produtores e diretores que tomavam a frente as incansáveis sequências. E no que resultou em filmes sendo produzidos até hoje. Estamos de volta nesse novo longa da Paramount, declarado (por hora) o último dessa franquia lucrativa e mixuruca que é "Atividade Paranormal". 

Primeiro de tudo, 3D não me convence. Eu só arrisco filmes 3D se aparentar ser muito bom ou se a rede não estiver disponibilizando 2D onde eu estiver. Fora isso, é totalmente dispensável. E me desculpe, não camufla filme ruim.  


A história se repete. Uma família formada por dois adultos e uma criança se muda para uma casa, encontra uma caixa de fita cassete com vídeos de pessoas que moravam na casa antes deles, como que repercutindo toda franquia pelos VHS — o que é legal até pra quem não viu nem um filme até então — e descobrem uma câmera que mostra coisas que não captamos a olho nu (nem outras câmeras) e a menina começa a se comportar que nem uma esquisitinha, ponto.

O filme mantém a fórmula dos sustos calculados, aqueles que fazem segundos de tensão te avisando que você vai se assustar, personagens imbecis e toda aquela previsibilidade. Eu até chegava a pensar que eram truques de filmes de terror clássicos como aqueles em que a mocinha ouve um barulho na cozinha e pergunta "Quem está aí?", esperando que o assassino diga que é ele e pergunte se ela quer que faça um lanchinho. Também pensei que este filme fosse esclarecer todos os buracos cavados na franquia, mas só piorou. Falou muito para quem não disse nada. E se for levar em consideração a explicação de todos os casos que é dada no final, acaba sendo mais ridículo ainda. Porque não precisaria seis filmes para finalmente desenvolver toda história que foi tão arrastada  — e lucrativa. O que foi feito em seis filmes, já foi feito em vários outros filmes que não precisaram de sequências, com muito mais coerência, os sustos que tanto gostamos e qualidade. Ou seja, não colou a história.


Às vezes, quando vamos discutir sobre filmes com as pessoas — eu digo até por mim  — quando alguém fala sobre roteiro fraco e todo aquele mimimi, já até incomoda devido a remessa de exigentes que sempre "esperavam mais" de tudo que assistem. Mas há casos, como este por exemplo, em que nem ao menos existe um roteiro pra poder ser avaliado. É como se já não tivesse mais o que inventar, então eles começam a derrubar câmeras, fazer barulhos estranhos e jogar móveis "na cara" dos expectadores com suas versões 3D, para tentar causar boa impressão como filme de terror. Porque enquanto estiver dando lucro eles vão continuar fazendo filmes. Contanto que o final é uma imensa brecha para quem quiser continuar com a patifaria toda.

O que desgastou ainda mais foi terem cometido o mesmo erro que a refilmagem de "Poltergeist - O Fenômeno", que é dar formas a entidades do além. Tudo o que é explícito demais dentro de filmes de terror acaba estragando o suspense e muitas vezes a qualidade do filme (se já não tiver, pior ainda). E foi o que aconteceu. A "alegria" da criançada, que é o querido Toby (o Melocoton da molecada dos filmes) agora pode ser visto como um "espectro". E eu nem sei se posso usar esse termo pois geralmente se adequam a fantasmas. E todo mundo sabe, o Toby não é um. Durante o filme, a famosa filmadora capta a presença do nosso amiguinho junto a família dentro de casa diversas vezes parecendo o Groot de Guardiões da Galáxia.. E o que mais dá poder a filmes de terror é a imaginação, pronto, agora sem privilégio de um filme de terror decente e sem privilégio de poder usar a imaginação.

Pelo país estar em crise, reforça ainda mais a seletividade na hora de comprar ingresso para um filme. Esse eu vou dizer, não vale um real.

Direção de Gregory Plotkin.

Confira resenha do primeiro filme da franquia Atividade Paranormal.

Avaliação


Se formos levar em consideração a estética de promoção do filme, acaba se fundindo com aqueles descartáveis que você não vai assistir tão cedo. Mas não faça isso, esse filme merece ser assistido. Todd Strauss-Schulson e Joshua John Miller não possuem nenhum projeto de nome que eu possa vir a usar como referência. São caras novos no mercado cinematográfico. E com esse pouco que tiveram a chance de dar as caras, mandaram super bem.

Em uma sessão especial do filme mais famoso da falecida mãe, uma estrela de filmes de terror dos anos '80, Max presencia um incêndio dentro da sala de cinema e ao tentar ajudar seus amigos acabam indo parar dentro do filme, onde precisam seguir o roteiro e impedir certos acontecimentos para sobreviver o Serial Killer mascarado e salvar os personagens, incluindo sua mãe.


Embora o elenco com cara de horror teen da nova geração, "The Final Girls" é uma sátira espetacular a grandes nomes do gênero dos anos '80, e '90 como "Sexta-Feira 13","Pânico""Halloween""A Hora do Pesadelo", e com clichês e padrões apresentados em diversos filmes de terror até hoje. Schulson reuniu os melhores elementos com humor e um pouco de drama e fez um dos melhores filmes de 2015, que embora aparente não aparente ter nada extraordinário, ele acaba mostrando sua importância por ser inovador e ao mesmo tempo que homenageia clássicos já existentes. O filme foi exibido em festivais como o de Toronto, SXSW, La Film Fest e Stanley sendo muito bem recebido pelas críticas apesar da divulgação.

O filme conta com Taissa Farmiga (American Horror Story), Nina Dobrev (The Vampire Diaries), Alexander Ludwig (Vikings), Malin Akerman (Watchmen) e Adam Devine (Pitch Perfect).

Avaliação

Uma garota se suicida após um vídeo constrangedor vazar na internet. Um ano depois, seis amigos se reúnem no Skype, porém, percebem que há uma sétima pessoa na videoconferência, revelando ser a tal garota. Inicialmente, os jovens pensam ser alguma brincadeira, até que o usuário começa a fazer jogos com os participantes da conversa. Tentei resumir a sinopse das que já existem, pois revela muita coisa que, assistir o filme já sabendo delas pode não trazer a devida experiência ao espectador.

Os elementos principais dos filmes de terror quase sempre foram voltados para lugares escuros, barulhos agoniantes e coisas do tipo. Atualmente, as pessoas se tornaram tão submissas, escravas da tecnologia, celulares e redes sociais, que eu não acharia mais inteligente do que atordoar o psicológico delas através destes meios. Por baixo de todo esse terror psicológico, existe uma baita crítica ao "cyberbullying", não que ninguém vá morrer ao cometê-lo (bom, não sei), mas critica a prática e mostra o quão é prejudicial, no sentido geral. Afinal, nesses últimos anos, tivemos diversos relatos de jovens se suicidando ao ter vídeos íntimos vazados na internet. 

O filme inteiro se passa em captura de tela. Pra quem assistir o filme no computador, vai ser uma experiência interessante, porque vai poder se encaixar na protagonista com toda ideia captura de tela e tudo mais, ainda me envolvi nessa conversa de Skype, o cenário sempre coopera para a experiência do filme. Tudo isso me encaixou nesse terror psicológico, o que me afligiu ainda mais. Com o navegador aberto ainda, qualquer notificação de rede social que se confundia com o filme já me deixava virada na pomba aqui, foi bem legal. O filme ainda retrata o ser humano nessa era que vivemos hoje em dia. A mania de expor podre de coleguinhas na internet, seja intencional ou não. Postagem de vídeos e fotos constrangedoras, fofocas. O mecanismo comportamental, reescrever dez vezes a mesma mensagem, decidir se envia ou não e todo esse clichê que não vem do filme, mas sim das pessoas.

Pra terem uma ideia da eficácia, eu só me senti tranquila depois que saí do computador e fui andar pela casa escura, porque ficar no computador estava dando calafrios e qualquer notificação de mensagem via inbox do facebook ia me deixar desgraçada da cabeça.


Fui assistir esse filme com expectativa zero, não havia lido sinopse nem assistido a trailers, que é o que eu quase sempre recomendo aqui, fiquem longe de sinopses. O envolvimento dos personagens é bastante espontâneo e capaz até de fazer você acreditar que aquilo é real. Pra deixar ainda mais legal, os perfis dos filmes realmente existem no facebook (sim, eu fui fuçar). Eu admito que fui buscar informações para saber se era baseado em fatos reais, mas não obtive nada concreto.

No meio de tanta porcalhada que ando assistindo, não esperei ver algo diferente. E que na minha opinião foi bem aproveitada. É quase como a lenda do bicho papão, mas com redes sociais. Se uma mensagem visualizada e não respondida já apavora, imagina essa situação. Recomendo assistir no computador, dica.

Dirigido por Levan Gabriadze.

Avaliação


Poltergeist é um marco do terror da década de 80' dirigido por Tobe Hooper, depois vieram as sequências e recentemente uma refilmagem Gil Kenan. In e felizmente, os americanos vêm decaindo em suas produções cinematográficas. Pra quem sempre assumiu o topo da sétima arte, devo dizer que a coisa por lá está bem feia. É muita reciclagem e pouca criação. E para os fãs de clássicos, essas refilmagens têm sido uma facada na jugular.

O filme inicialmente ficou famoso pela cena da garotinha sendo sugada por um aparelho de televisão chuviscada. E mais tarde o sucesso se reforçou devido ao falecimento da Heather O'Rourke (Carol Anne) logo após as filmagens. Quando eu era criança, meus pais compravam aquelas revistas semanais com seleções colecionáveis de filmes. Lembro que uma das páginas eram tomadas por completo com a imagem da pequena Carol Anne com as mãos no televisor, até ali eu não fazia ideia do que se tratava essa doideira toda. Eric Bowen (Sam Rockwell) e sua família se mudam para um bairro não muito bem visto no quesito "classe" pelos vizinhos. O filme ainda conta a história de uma tradicional família norte americana que se muda para uma casa assombrada. Acontece que, diferente da década de 80, esses possuem Iphones, Macbooks e adolescentes arrogantes. O que eu acho péssimo em filmes que acompanham arduamente a tecnologia, incluindo aparelhos de última geração e blá blá blá, empre vem acompanhado de adolescentes imbecis.


Uma coisa que valorizo nos filmes antigos de terror é o suspense inserido na trama, o que hoje em dia já não tem tanto. Tudo quase sempre é explicado de maneira explícita, sem as doses necessárias de sigilo, sustos ou suspense. Algumas refilmagens eu respeito ("Evil Dead", por exemplo) por agregarem muito às obras originais, tanto em roteiro quanto nos elementos, efeitos, maquiagem. O que não é o caso de "Poltergeist". Você adentra esse segundo plano para onde a pequena Madison (Kennedi Clements) é levada, o que era para ser criado à partir de nossa imaginação, igual em 1982. "Po, Dani mas isso faz diferença, meu?" Pra quem assistiu a versão original sabe que faz. Até mesmo a fotografia do filme peca muito em questão de colocação.

Parte do elenco, ainda que muito carismáticos, não mostraram química nenhuma na construção e conexão dos personagens, o que é detestável. Eu ainda estou me perguntando por quê o Sam Rockwell foi se meter numa roubada dessa. Ele estava muito bem sendo o antagonista em "As Panteras". Algumas cenas se salvam por conta da trilha sonora, que colabora com o suspense que o filme deve ter, mas que a ambientação e até a atuação da galerinha não está ajudando. Ou seja, o que poderia ser um filme de terror inovador e bem feito como "Invocação do Mal" foi só mais dinheiro gasto. Gasto pela produção, gasto pelo espectador que acreditou (ou não) que ia poder assistir um filme valorizável. Um dinheiro que poderia pagar todas as minhas contas.

Brincadeira, não é de todo mal assim (é sim), mas tem cenas que valem pelo filme todo, guardem isso. Só parem de reciclar filmes importantes para o cinema, dependendo do caso, pode vir a afetar até as versões originais. Quase aconteceu isso com "Oldboy" do Spike Lee, sério.

Dirigido por Gil Kenan.
Avaliação

Uma equipe de jornalismo encontra fitas suspeitas com vídeos de uma família sendo assombrada e atordoada por um homem de terno e sem face. Aos poucos, os jovens se encontram na mesma situação em que a família e tentam fazer de tudo para sair dessa. Este é mais um projeto deste ciclo vicioso que tem sido o subgênero found footage. O filme não possui nenhum tipo de atrativo a não ser os personagens que são bastante carismáticos e poderiam cair muito bem em um outro filme legal de terror, com um roteiro decente.

Este filme, embora não tenha um mínimo de qualidade, ele chega a ser superior a Slender Man (2013). O filme não retrata explicitamente a "lenda urbana" criada por Eric Knudsen em 2009 e que tornou-se conhecido através do jogo indie lançado em 2012, intitulado "Slender: The Eight Pages" ou só Slender. Aparentemente, Slender era o bicho papão utilizado pelos adultos para amedrontar crianças para que não cogitassem a ideia de brincar fora de casa depois do entardecer. O personagem é nomeado também como "O Operador", ele possui a mesma definição física em diversas estórias, mas diversas delas podem ser retratadas de maneiras diferentes, mas com alguns padrões. Como por exemplo, até então, nos projetos que retratam o personagem, ele está sempre caracterizado da mesma forma e não pode ser visto a olho nu. Em alguns, ele joga com quebra-cabeças, que são nas estórias voltadas para a perseguição a crianças. Em outros, ele atordoa até mesmo adultos e os persegue também.


Mais uma vez, o filme não retrata a origem do engravatado, nem deixa claro o que você precisa fazer de errado na vida pra ele te marcar e ficar na sua cola e nem como se livrar dele. É tudo agonia e câmeras. O filme também faz claras (e algumas óbvias) referências a "A Bruxa de Blair" (1999) e "The Sinister" (2012). É bacana de se assistir, mas nada que vá acrescentar na sua vida cinematográfica. As únicas coisas muito incríveis no filme são o Chris Marquette que fez o clássico "Um Show de Vizinha" (2004) e "Fanboys" (2008) um filme obrigatório para todo fã de Star Wars. E Alexandra Breckenridge, cuja os séries maníacos, maratonistas devem conhecer. Participou de "American Horror Story", "The Walking Dead" e "True Blood". E nossa senhora, que mulher.

O cinema "indie", se assim posso chamar, tem muito o que melhorar nestas produções, afinal, como sempre falo aqui, qualquer dinheiro está permitindo que excesso de filmes meia boca dominem o cinema. Não que isso seja de todo mal, já que tem muita mente brilhante podendo meter o pé nos estúdios pra trazer grandes obras. Eu como grande fã de FF, vou conferir o máximo que puder de projetos independentes. Porque no meio de tanta tranqueira, sempre tem as relíquias.

Dirigido por James Moran.

Avaliação
Acho que nunca na história desse blog eu havia dado uma estrela antes, talvez até por não ter me atrevido a escrever sobre um que merecesse tanta estrela.

"Alone" é um lançamento de 2015 dirigido por Brushan Patel. O elenco é todo bonito e reluzente. Os indianos costumam se vestir bem mesmo, gente que tem grana. Mas assim, são muito bons em fazer tosqueira também. E eu tenho altos exemplos pra isso.

Este é um filme de terror com uma história meio americana, a bonitona da Sanjana tinha uma irmã chamada Anjana. E elas eram muito unidas, isso no sentido literal da palavra. Eram gêmeas siamesas, conforme foram crescendo começaram a se desentender (como todo irmão, sabe?) mas por causa do Kabir, o bombadinho. Aí ela decidiu que ia se separar da irmã, fizeram uma cirurgia, uma delas morreu e a outra ficou se sentindo culpada. Aí a mãe das duas ficou doente e ela teve que voltar pra cidade onde morava com a irmã morta, onde tem muita lembrança, objetos e assombração


Primeiro que, um filme desse não precisaria de duas horas de duração, sério mesmo. Noventa minutos de duração resolvia o problema FÁCIL. A história é meio interessante mas não tinha como ser tão mal executada quanto foi.

Gente, o Kabir canta no filme. Isso mesmo, tipo um musical. Está tudo meio assim de repente ele começa a cantar e os dois se exibirem e se beijarem. Tem cena musical o filme gente. Nunca senti tanta vergonha alheia na minha vida que nem agora. Eu não soube nem me expressar pra vocês terem uma ideia.

A fotografia do filme é bem legal. Acontece que, em alguns momentos de empolgação ou diálogo, a trilha sonora não tem absolutamente nexo nenhum com o que ta pegando. É tudo muito angustiante. É uma tristeza de duas horas que eu tive. Não dá medo o filme, dá tristeza. Tristeza de saber que quem tem dinheiro consegue expor qualquer merda ao público e chamar de filme, de cinema. Sobre Alone (2015), meus queridos: EVITEM.

Avaliação
Eu estou tentando pegar os lançamentos de terror deste ano pra poder assistir. Como os filme ultimamente andam meio suspeitos no quesito "qualidade", eu resolvi fazer um teste: Assistir um filme sem ler absolutamente nada sobre ele. Sejam críticas, comentários, avaliações e até mesmo a sinopse. Porque mesmo que não venhamos a admitir, a gente acaba criando mesmo que inconscientemente, uma certa expectativa em cima do filme que vamos ver e acaba sempre esperando muito dele (e quebrando a cara no final).

 The Atticus Institute aparenta ser mais um daqueles filmes de terror onde se passa em lugares abandonados, mas não é bem assim. O filme é um pseudo-documentário falando sobre o único caso de possessão real registrado pelo governo dos Estados Unidos. William Mapother (Nascidos em 4 de Julho, Lost. American Horror Story...) é Dr. Henry West, o fundador do Instituto Atticus (1970). Ele e seus colegas buscam pessoas com habilidades sobrenaturais para teste. A chegada de Judith Winstead havia intrigado a todos, pois era diferente dos pacientes que já haviam passado ali, com habilidades fora do normal.

Se não fossem as caras familiares, pegando um filme desse passando nos canais de documentário da TV à cabo, você acaba acreditando. As entrevistas são feitas com os colegas e familiares de West. Você assiste às gravações dos eventos como se fosse algo real registrado. O que me atraiu no filme, é que diferente dos diversos filmes de terror de todos os subgêneros que andam saindo, este parece ter sido levado a sério. Parece ter sido feito pra chamar a atenção. E não para ser só mais dinheiro jogado fora, que é como me refiro aos chorumes de filmes que ando assistindo.


O filme foi dirigido por Chris Sparling, que não possui nenhum grande nome na filmografia. E na produção, Peter Safran, que tem algumas comédias porquinhas como "Os Vampiros Que se Mordam" e "Jogos Famintos" E meu filme de terror favorito destes últimos anos, pela história bem adaptada e por ter me dado um cagaço como há muito não sentia em filmes de terror, "Invocação do Mal". Dan Clifton também está na produção e entre seus trabalhos recomendo a minissérie Paranormal Witness cujo produziu e também dirigiu e vocês podem achar no Scary Torrent.

Toda fotografia do filme quando mostrado durante os eventos no Instituto em 1976 é fantástico. Parece exagero falando, mas é como se tivesse sido rodado há anos atrás mesmo. As fotos como se tivessem sido tiradas com aquelas Pentax K1000 populares na época. Então, o filme possui o elemento certo para tornar o andamento do filme atrativo. Tem sim uma forte ligação com clássicos do terror. O desenvolvimento da trama é bem feito. Bons atores, boa conexão de personagens e suspense bem inserido.

Eu fiquei ansiosa, nervosa, curiosa. Não sei se tem a ver com não ter lido nada sobre e ter ido direto ao projeto de cabeça vazia. Eu sei que não teve previsibilidade ou falas clichês. Você sente, ainda que de maneira sútil, um incomodo. É a mesma emoção de assistir um documentário de verdade. Eu poderia até falar mais do filme, da sinopse mas o bom é você por si se desenrolar com a história. E de preferência, não leia as sinopses dos sites por aí porque estão uma porqueira desestimuladora.
Avaliação


"Exeter", "Backmask" ou "The Asylum" foi dirigido por Marcus Nispel (Massacre da Serra Elétrica 2003 / Sexta-feira 13 2009) e produzido por Steven Schneider, cujo nome você já deve ter visto em algumas obras de terror recente (Atividade Paranormal e Sobrenatural).

Seis jovens resolvem festejar em um lugar abandonado com maior galera, cheio de droga, sexo (que nem mostra) e música. Depois de toda bagunça, entediados, aquela coisa de nós jovens, eles resolvem brincar de evocação e acabam trazendo um mal à tona.

Esse filme não é pra ser analisado à partir de roteiro, atuação, pois nem a própria equipe de produção e elenco se deu ao trabalho de fazer isso. É tudo uma brincadeira. Nos filmes de terror que a gente conhece rola todo aquele processo dramático e cheio de suspense para lidar com endemoniados e fatos relacionados a lugares mal assombrados. Neste filme, é tudo muito precoce, inclusive o rebuliço todo. "Se tiver que matar, eu mato. Se morrer de forma trágica tudo bem". Ninguém se dá o trabalho de fingir pelo menos um choque ou um abalo ao ter que partir a cabeça de um ser humano ao meio, como se já até fossem peritos nisso. "Fulano está possuído? Tudo bem, amarra ele ali ó e vamos tomar uma cerveja". Possessões e mortes são tratados com a maior naturalidade do mundo até certo ponto. Como se fossem problemas comuns. E engraçado é que sempre sabem o que e como fazer.


Esse filme é a homenagem mais cômica que você vai ver nesses últimos tempos aos melhores e mais clássicos filmes de terror. E nem todos são famosos, é filme pra caramba. Os próprios personagens usam expressões como "que clichê" porque ele reúne em 90 minutos, os clichês e filmes de terror mais famosos que existem. Começando pelo marco "O Exorcista", quando Brian anuncia sobre um site que ensina fazer exorcismos, todo o procedimento, meus queridos, são exatamente os do clássico. Entre outras referências. Também o uso de um protótipo de tabuleiro Ouija feita no improviso, incrivelzíssimo. 

Os personagens são totalmente estúpidos e a maioria passa maior parte do tempo chapado. É como se não houvesse um roteiro, é como se tivesse dado uma situação na mão deles para que resolvessem como pudessem e sempre focando em fazer merdas e homenagens. Esse filme é uma jogada pra quem curte filme de terror de longos anos. Esqueça roteiros e conexões, foque no cenário, nas falas e atos dos personagens e divirta-se. 

 Consegui assistir graças aos meus amigos Scary Torrent.

Avaliação


Ângela é a última sobrevivente dos eventos ocorridos em Barcelona, resgatada do edifício por Gúzman (Paco Manzanedo) e Lucas (Críspulo Cabezas), agora é mantida em quarentena dentro de um barco petroleiro até garantir que a segurança dos outros no barco não está comprometida. Dr. Ricarte (Héctor Colomé), acreditando que Ângela tem sido o recipiente do vírus, tenta convencer a todos da ideia de que para desenvolver a cura é preciso abri-la no meio.

Pra quem leu minha resenha do antecessor deste filme onde falo sobre tomar voadora de dois pés na nuca, aquele filme foi só um tapa na orelha, voadora de dois pés na nuca foi esse último filme da franquia. Este definitivamente foi o maior baque, uma das maiores decepções da minha vida, até mais do que as da vida amorosa — pra você ver como a coisa foi feia — "REC - Apocalipse", o que uma pessoa entenderia por este título, tendo acompanhado ou não a franquia: Que a porra vai ficar louca, ou chegará perto de ficar. Não sei Balagueró e Plaza foram feitos para funcionar como um só na franquia, porque trabalhar individualmente não rolou, que talvez explique os dois catastróficos últimos filmes, caiu tão mal quanto um pastel estragado com pimenta cai num estômago vazio.

"[REC]² - Possuídos"

Eu esperei que esse filme fosse uma sequência alternativa do primeiro "Resident Evil" quando a Alice pega a shotgun e a imagem afasta mostrando a cidade no osso. Essa é minha ideia de Apocalipse. No final do segundo filme que antecede por sequência direta a este filme, mostra um flashback do primeiro filme quando Ângela é arrastada pela Menina Medeiros e recebe como recipiente puro o parasita que habitava a garota, a principal causa da epidemia que alastrou todo edifício em Barcelona. Ângela se comunica com uma a equipe qualificada que aguarda autorização de evacuação do Padre Owen, em sua voz e o filme se encerra lindamente.

 O que acontece com esta sequência de REC é que ela não acontece. Primeiro que Balagueró usou o pôster como atrativo de espectador, até a sinopse do filme nos sites é exagerada. Não tem nada de grande no filme, nem ao menos há indício de Apocalipse no filme. O elenco passa o filme inteiro preso em um barco sem rumo que foi jogado em alto mar — e sem botes salva-vidas para que não corressem o risco de conseguir voltar, porque além de toda palhaçada que citei ali em cima, o grupo de especialistas que quase sempre nos filmes ao invés de mostrar alguma sensatez, costumam ser os mais babacas e autodestrutivos do filme estão testando o vírus em outros seres vivos em uma ala de segurança máxima (pelo menos até um pedaço do filme). — Esse filme já não segue o subgênero "found footage", foi filmado à moda tradicional. Não possui nenhum atrativo, a não ser, por pouco, o ponto principal da trama, que foi tão mal desenrolado, cheio de clichês mal introduzidos (isso que em um dos filmes anteriores chega a fazer até falta) que acabou não funcionando.


O final deixou no ar uma continuação que possa vir a acontecer ou não — Torço eu para que sim e ao mesmo tempo, para que não pois assassinaram a franquia de tal forma, que uma mordida de um infectado não deve doer tanto quanto doeu meu coração quando vi esse filme — No final das costas o filme parece mais drama do que filme de terror, porque o foco agora é salvar a pobre Ângela do Dr. Ricarte e seus amigões. A verdade é que os zumbis mal aparecem, o filme é estupidamente entediante, as pessoas falam demais, é uma total encheção de linguiça. E foi o que eu falei, Paco e Balagueró não funcionam trabalhando sozinhos. Foi o que deu uma esperancinha na continuação, quem sabe os dois trabalhando juntos não recupera a qualidade da franquia 
— O que eu duvido muito. — Esse filme é um total desperdício de dinheiro e de tempo. A única coisa que valeu em tudo foi ver a linda da Manuela, porque de resto. 

Encerrem o caso...

Dirigido por Jaume Balagueró

Avaliação

[REC]³ - Gênesis é o terceiro e um dos mais — se não o mais — terríveis filmes da franquia. Talvez eu esteja até exagerando. Você tem duas escolhas: Ou você desconsidera que este filme faça parte de uma franquia e o considere um trash à parte, que talvez até diminua o conceito negativo sobre ele. Ou você simplesmente o detesta e sai falando mal dele, incentivando os colegas a pularem ele ou deixarem de ver quando forem recomendar a franquia. Desta vez, o filme foi dirigido somente por Paco Plaza, sem parceria com Balagueró. Nem sei dizer se isso pode vir a ser o motivo ou um dos motivos que desqualificam o filme. Será que ficou faltando o dedo dele na direção? Quem sabe.

Depois dos filmes aterrorizantes que desenrolam eventos curiosos em um edifício na cidade de Barcelona, Paco mostra pra gente o que está acontecendo do outro lado da cidade no casamento luxuoso. Clara e Koldo estão celebrando seus casamento num belo sítio. Dança, comida e gente bonita e chique. De repente alguns dos convidados começam a apresentar um comportamento agressivo — a gente já conhece essa história — e deixam de comer os salgados da festa e passam a querer comer os outros convidados.


Embora o final do filme anterior deixe o espectador com um puta gosto de "Quero mais" não significa que deva ter um sucessor. Não é só o cinema americano, é no mundo cinematográfico em si, o idioma mais falado é o "dinheirês", como já havia falado em outras resenhas. Esta é a língua mundial falada no mercado cinematográfico. É como vender alguma comida tipica ou qualquer outro produto de má qualidade, ruim, não muito querido pelo consumidor. Tá ruim? Tá ruim, mas tá dando dinheiro, tá dando lucro, então eu vou continuar fazendo. Entenderam?

[REC]³ - Gênesis é baita de uma bomba. "Por que?" O filme ele nunca terá um ponto de vista só, o que uma pessoa acha de um filme varia do humor dela, do que ela esperava, do que ela estava sentindo quando estava vendo o filme. Se for uma sequência, inclui expectativa, inclui muita coisa. Vamos supor que eu tenha pego pra ver esse filme sem ter visto os outros anteriores, ele não é mesmo um bom filme, com puta enredo, uma baita trama, mas posso falar que não é de todo desprezo. É um casamento onde a galera começa a se infectar e comer uns aos outros. É um simples filme de zumbi espanhol. Agora eu vou falar como quem assistiu — ainda que através de leitura se tocou que era um filme paralelo aos antecessores, assim como algumas sequências (terríveis) de "Atividade Paranormal", todos possuem algo em comum, mas acontece em lugares diferentes com pessoas diferentes. É tipo o sistema Crossover usado em alguns jogos de videogame, onde histórias e pessoas se interligam em alguma parte, de alguma forma. — esperando uma resposta para o filme anterior. Você não sabe se tem vontade de morrer ou de matar alguém. O elenco é bom. a Leticia Dolera que interpreta Clara, a noiva é a que salva todo o filme, pra terem uma ideia. Ela é tipo a Danny Trejo do filme.



Tirando a Clara sendo Badass pra caramba com uma serra elétrica, e o final diferente (da minha parte), o filme é uma tremenda voadora de dois pés na nuca do espectador, uma verdadeira bifa na beiça de quem estava apreciando o trabalho da dupla de diretores e dispostos a acompanharem seu projetos. O filme tem sua diversão, tem seus pontos positivos. Os caras são inovadores. A gente sente até falta de clichês, para terem uma ideia, pois estes são filmes que isentam o uso de clichês americanos e dos clássicos do terror que a gente conhece, sério. Acho que o conceito negativo é mais pela raiva, por ter ido contra expectativas, do que por realmente ser um filme fraco com pontos positivos a serem levados em consideração. Ele é mais ruim do que bom, se assim posso dizer. Mas foi uma baita de uma festa de casamento, viu? Nem os que eu já fui de parente foram assim. E olha que meus parentes capricham nas festas, hein

Dirigido por Paco Plaza.

Avaliação


[REC]² é uma sequência quase que não interrompida de [REC] (2007), pois ele segue exatamente de onde parou a história e sem furos espalhafatosos. Esse filme se passam exatos 15 minutos após  a história contada anteriormente. Devido estarem muito tempo sem contato com as pessoas em quarentena, convocaram a SWAT para invadir o edifício ao lado de um médico especialista (que coincidentemente é um padre) e ver o que se sucede. (Se você está lendo essa resenha, é porque provavelmente viu o filme anterior, espero eu). Este "médico especialista" acompanhou a equipe dentro do edifício com objetivo de coletar sangue da "Menina Medeiros", (responsável pelo desfecho do filme anterior) a primeira contaminada pelo vírus demoníaco, usada por um padre para experimentos no último andar do edifício onde acontece todo o caos  a fim de desenvolver a "cura" para a doença. 

Desta vez, as imagens são registradas por dois jovens que acabam se infiltrando no edifício acompanhando um outro grupo de especialistas e se envolvendo no meio de todo este reboliço. A tensão e o terror sucede, os que não tinham aparecido contagiados até então, resolvem aparecer. Também prosseguimos com Ângela Vidal — a protagonista do filme anterior, que o encerra sendo arrastada para a escuridão — segue junto do grupo qualificado e os médicos em busca da cura Medeiros e também da saída.

Mesmo depois de três anos, Jaume e Paco conseguiram manter o ritmo e a tensão do filme anterior, algo que até nas melhores sequências de qualquer gênero acaba sendo um fracasso às vezes. Nos filmes de zumbi que a gente conhece, principalmente os clássicos de George Romero, o apocalipse zumbi ser causado por uma suposta radiação, um gás tóxico que matava as pessoas e as trazia de volta a vida famintas ou muitas vezes nem chegava a ter explicação (alguns filmes). Em [REC], o que vem a transformar as pessoas em seres hostis e famintos é um vírus epidêmico que não é só um vírus que transforma as pessoas em zumbi, é também uma entidade demoníaca que contagia (possui) as pessoas de forma viral.
Até que você entenda o enredo, "O que aconteceu", "O que é o que" "O que é quem", você fica meio perdido. Um padre se passando por médico, vigilantes sanitários, policiais, bombeiros. O próprio espectador cria um padrão cinematográfico baseado na quantidade de filmes que ele vê de um gênero cujo tema segue este padrão. Facilitando, você vê muito filme de vampiro onde ele só pode ser destruído com uma estaca enfiada no peito, condenado a andar pelas trevas, ou seja, sem poder por a cara no Sol, onde crucifixos, alho e prata o repelem, então pra você este é o padrão dos filmes de vampiros. Desde o clássico "O Exorcista", além dos diversos não tão marcantes que lançaram, a vítima de possessão passa por estágios até que o demônio se manifeste claramente, mudando a aparência da pessoa, falando grosso e tudo mais. Um padre é chamado para exorcizar a pessoa, tudo se resolve no final ou não. E aí temos um filme de "Possessão demoníaca".


Em [REC], inicialmente você lida com um vírus denominado como "raiva", que contagia através da mordida ou da saliva e que vem aterrorizando os moradores de um edifício. De repente, o edifício se torna uma pequena Raccoon City, por assim dizer e você se vê em um filme de zumbis. Quando descobre que o agente da se saúde Dr. Owen não é bem um agente da saúde e sim um padre que tem um sigilo com o governo, você fica "Mas que porra..." e de repente você se pega assistindo a um filme com zumbis demônios, ou zumbis endemoniados. Onde a solução para tudo não é o exorcismo, é a cura para a doença, através do sangue do hospedeiro mestre, do primeiro contaminado.


O filme cumpre aquilo que promete. É claro que não é melhor que o primeiro, mas é mais que satisfatório por manter o mesmo ritmo, atmosfera claustrofóbica e clima de tensão que o primeiro filme. E final é uma loucura, meus amigos.

Dirigido por Jaume Balagueró e Paco Plaza.

Avaliação

Mais um terror do aclamado subgênero "Found Footage", aquele em que o filme é feito pelos próprios personagens, geralmente passando como pseudo-documentários, como se estivéssemos assistindo a gravações de acontecimentos de verdade. Só que diferente dos muitos que conhecemos, este é um ótimo filme, se não o melhor do subgênero. Dirigido por Jaume Balagueró e Paco Plaza, [REC] foi lançado em 2007 e muitos devem conhecê-lo por outro nome: "Quarentena" lançado em 2009 que é a refilmagem americana. Sabe como é, americano é igual alguns brasileiros às vezes, tem preguiça de ler. Também tem preguiça de desenvolver projetos decentes para investir dinheiro, então pegam carona com sucesso alheio ou qualquer merda e socam seus dólares reto à dentro, na intenção de faturar o dobro do que investiram (gastaram, desperdiçaram).
 
Sinopse
A história se desenvolve no que era pra ser uma reportagem, de Ângela Vidal (Manuela Velasco, linda, linda e talentosa) que infelizmente, estava no lugar errado, na hora errada e seguindo para outro lugar pior ainda.  Ela e seu câmera Pablo (Pablo Rosso) estão gravando um programada madrugada sobre o Corpo de Bombeiros de Barcelona, e acabam seguindo com a equipe para o local do qual receberam uma chamada de emergência. Um edifício, cujo os moradores se encontram assustados por conta de uma senhora que fica gritando no andar de cima, o que veio a deixar os outros moradores assustados. Durante o resgate, a velhinha vem a apresentar um comportamento hostil, ferindo um dos bombeiros. E o que era uma atividade rotineira acaba se tornando uma situação aterrorizante.

Ângela como qualquer repórter nata, quer mostrar ao público por direito cada evento que ocorre. Quando o edifício entra em quarentena e sem nenhuma razão aparente, começa a questionar os bombeiros sobre o que está acontecendo e tudo fica ainda mais estranho quando se percebe que nem a eles se encarregaram de dar a menor satisfação. No decorrer do filme, mais profissionais adentram o edifício para tentar ajudar, todos cientes de que poderão não sair, menos Ângela e Pablo que ainda está a gravar, mesmo que alguns policiais tentem intervir nos registros.

Não existem portas batendo sozinhas, fantasmas ou igrejas construídas em cima de terrenos amaldiçoados. Você esta assistindo a um programa de TV, uma "gravação perdida", digamos assim, contendo informações que possam vir a ser apreendias pela justiça ou igreja talvez, por conteúdo sigiloso. Tá ficando curioso, né? O susto é inesperado, não tem trilha sonora. E a aproximação com a realidade, com a ideia de que você está assistindo a uma reportagem é tanta, que o Pablo deixa a gente até com tontura algumas vezes. Falhas no áudio, queda e tremedeira na câmera. É tudo muito tenso.

A trilha sonora do espectador é o som ambiente. Gritos, suspiros, choro, correria, portas batendo. O terror dentro do mundo cinematográfico pode ser interpretado de diversas maneiras. O literal, o fictício, o psicológico, aqueles com monstros, ou espíritos ou humanos enfrentando seus próprios demônios, entre outros diversos. Esse filme mostra o terror visto de um ângulo diferente. Ele é terror no sentido literal da palavra. O desespero do ser humano, o medo, a aflição e ainda por cima o terror em si, o que desenrola a história, ele afeta você antes de qualquer ataque, antes de qualquer vestígio ou fatos. É amigos, [REC] se trata de um filme de zumbi espanhol lindo, impecável e diferente dos muitos filmes de terror, zumbi e "found footage" que você já assistiu. O que fez um prédio entrar em quarentena, para os que pensavam, uma doença estúpida e facilmente contagiosa vem a se tornar uma pequena epidemia de zumbis, decente e dentro de um prédio. Dá vontade de comentar tudo, mas vou deixar pra quem ainda não viu, ter o prazer.

"Muy buenas noches, les habla Ángela Vidal."
Para quem me conhece, sabe que sempre que posso me meto numa sessão com filmes Found Footage. E levando em consideração a merreca viciosa sem fim que vem saindo de filmes deste subgênero ultimamente, este é um filme ao qual devo o mínimo de consideração. The Taking of Deborah Logan é um provável lançamento desconhecido do qual você vai achar nos melhores e mais raros sites de download. E principalmente se forem voltados para filmes de Terror. Hoje foi um dia ao qual me dei ao luxo de pegar um filme aleatoriamente. E devo agradecer, inclusive, ao ScaryTorrent, uma de minhas fontes favoritas de filmes de terror, que disponibilizou recentemente este filme e acabou me dando uma madrugada divertida e aterrorizante.
Deborah Logan está no primeiro estágio do Alzheimer e concordou em documentar seu cotidiano ao lado de sua filha para uma tese de doutorado sobre essa doença. Acontece que no decorrer dos dias, Deborah começa a apresentar comportamentos e reações não relacionadas à doença. 

Para quem assistiu "The Borderlands", dirigido por Elliot Goldner,  também do mesmo subgênero, e quem talvez tenha gostado, vai entender que, um filme como este corre o risco de ser considerado RUIM, dependendo de como interprado. Não adianta falar "ai, não tenho medo", "ai. não gosto". Pra você ter uma ideia, um bom filme de terror visto à luz do dia, já pode deixar de ser bom, falo sério.  

Este é um filme que valoriza todos os melhores e mais importantes pontos dos filmes terror e sem exageros. Os malditos sótãos, barulhos, gritos, auto mutilação, luzes apagando, suspense. Além de ter referências claras e óbvias de clássicos como"A Bruxa de Blair" e "Atividade Paranormal". Ah, clichê (MAS FICOU BOM). O elenco é cativante e não muito conhecido. Eu gosto de filmes de terror com caras novas. Além do pessoal ser bastante envolvido. A atriz Anne Ramsay, por exemplo, que interpreta Sarah Logan é uma espontaneidade em pessoa. Não é o melhor filme de terror do mundo, mas vale a pena ser visto com carinho. Ele é assustador sim, o desfecho é bom e vale a pena ser conferido.

Dirigido por Adam Robitel
Elenco: Jill Larson, Anne Ramsay, Michelle Ang, Ryan Cutrona e Brett Gentile