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Avaliação
Com essa avalanche de filmes bons, ruins e desnecessários, nós como espectadores temos a opção de se jogar nos braços dos maus e viciosos hábitos hollywoodianos ou desviar deles. Como o ócio é extremamente prejudicial ao ser humano, acaba fazendo com que ele ceda a míseras horas de quaisquer projetos cinematográficos com a desculpa de "passar o tempo", esse filme é um dos exemplos. E embora eu tenha feito este discurso duvidoso, não me referi especificamente a esta última produção (e direção) de Gregory Jacobs, pelo menos não totalmente. A sequência anterior esteve nas mãos de Steven Soderbergh, ainda sim Jacobs esteve presente na produção, tendo sido competente em relação ao ritmo e seguimento que teve Magic Mike XXL. O filme não é o melhor do mundo, mas há muito o que absorver de bom dele, ainda mais em meio a tanto preconceito que o público costuma ter com filmes musicais, ainda mais se tratando de strippers.

Depois de três anos, Mike (Channing Tatum) retorna para os colegas a fim de fazer uma super despedida antes de resolverem tomar um rumo em suas vidas. Sem a liderança de Dallas (Matthew McConaughey), agora quem comanda os Reis de Tampa é Richie (Joe Manganiello). Essa sequência aproveitou para explorar mais a vida dos outros rapazes além de Mike, o que já era pra ter sido feito desde o primeiro. Além da convivência, também mostra um pouco da personalidade de cada um. Desta vez, vem a ser até mais divertido, afinal, por ser uma despedida, os garotos resolvem querer inovar em suas performances. E apesar de toda essa ideia superficial de retratar ficticiamente a vida de strippers, o filme aborda valores importantes, como a amizade, por exemplo, isso tudo através do vínculo e convivência dos rapazes. E também enaltece a figura feminina, eleva a autoestima da mulher, a forma como devem ser tratadas. Eu não concordo nessa parte com toda ideia, pois insere uma conotação sexual meio camuflada. Mesmo jogando flores, carregando no colo e fazendo tudo o que elas merecem e querem, parece que todos caminhos são para chegar no mesmo lugar: na cama. Mas isso é um caso a parte, a personagem Rome (Jada Pinkett Smith) desvicula bastante parte da minha impressão sobre os valores femininos pregados no filme, pois ela mesma como mulher, diante de outras mulheres, exalta os verdadeiros valores aos quais o filme explicitamente quer transparecer.

Em particular, o tipo físico dos rapazes não é meu favorito, mas o que realmente tira o fôlego é a ginga dos garotos. Performances de atrasar a respiração mesmo. Em especial o Manganiello, que, como um todo, ainda tem um olhar hipnotizante. E o Channing, que é a estrelinha dos filmes, um requebrado invejável. O filme também explora mais os outros personagens e suas personalidades, o que não teve espaço no filme anterior, porque estavam focados demais no drama leve na vida do Mike. E já que a gente não pode impedir que certos filmes sejam feitos, o que resta é tirar proveito de alguns deles. Apesar de tirar boas risadas, ter corpos definidos e cintilantes rebolando na sua cara, um elenco harmonioso e a ideia de amizade, ainda sobra um filme fraco e com roteiro básico, apropriado para entreter, que é o que o filme oferece desde a sequência anterior. Pra completar, o filme tem uma ótima trilha sonora para acompanhar as performances e que pode ser encontrada no Trilha dos Filmes.

Dirigido por Gregory Jacobs.

Avaliação

Eu tenho vagas imagens da trilogia Mad Max clássica na cabeça por conta do meu pai que gostava, tenho a Tina Turner cantando "We Don't Need Another Hero" com aquele visual exótico e lembranças vagas do Max de Gibson. 2015 está sendo o ano da ressurreição. Diversos clássicos sendo trazidos em novas produções depois de longos anos guardados, como "Exterminador do Futuro", "Jurassic Park", "Star Wars" e o próprio "Mad Max". Franquias que pertenceram à época de nossos pais e o início da nossa.  Nem sempre se obtém sucesso com sequências, o que não é o caso de Mad Max. 

Max (Tom Hady) é conhecido como "Guerreiro das Estradas" neste mundo pós-apocalíptico, após ser capturado pelo clã de Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne - Mad Max 1979) e usado como decorativo em um carro de guerra na perseguição da traidora (e absurdamente linda e incrível) Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) e suas garotas, Max vê uma oportunidade de escapar dessa enrascada e retornar a sua caminhada por este mundo vasto e seco.

Você tem aproximadamente cinco minutos para pegar fôlego antes de ser dada a largada. Max faz uma parada para petiscar antes de se tornar prisioneiro de Immortan Joe, até que encontra uma brecha para iniciar a correria do filme. Você vai se afundando na cadeira do cinema, cruzando e descruzando pernas, abrindo e fechando a boca. É uma ação bem aproveitada e que irá mudar seu conceito em relação aos filmes do gênero.
Eu nunca fui fã de vilãozinho pau no cu, do tipo que todo mundo teme e obedece porque ele é ruim, mas que suas ruindades sempre tenham sido feitas pelas mãos de seguidores ou capachos. E Immortan Joe não é assim. Ele viu que suas ordens não estavam sendo seguidas e foi resolver com as próprias mãos, destruindo quem tenha que destruir. Immortan Joe é proprietário único de toda comida, água e algumas mulheres de Cidadela, ele decide o quanto divide com sobra de "população". E a caracterização dele é fantástica, desde a colocação à retirada.

Eu colocaria Max como "Baby Doll" em Sucker Punch, mas com algumas distorções. Baby Doll era a protagonista do filme mas não da história, ela quem influenciava e planejava para salvar as outras garotas, mas quem muito entrava em ação mesmo eram as próprias. Max é uma mão na roda. É a alavanca para que Furiosa e as garotas consigam chegar em seu destino planejado, mas quem faz a porra toda acontecer mesmo são elas. As mais "frágeis" e doces donzelas cooperando para grandes destruições.

Não querendo partir pro feminismo porque é um assunto interessantíssimo que não é todo mundo que sabe discutir e que não viria a acarretar boa interpretação talvez. Mas o que eu quero dizer, toda essa ideia de salvar as garotas porque elas não tem que ser objeto, propriedade ou recurso reprodutivo de ninguém. A ideia é que, não é só exaltar a imagem feminina, mas a humanidade feminina. "Eu mereço minha liberdade não só porque sou mulher, mas porque sou um ser humano e tenho direito". Esse foi meu ponto de vista em relação ao ato da Imperatriz Furiosa. Não é questão só de ser mulher, é questão da humanidade e a liberdade. O que ela fez pelas garotas e por si. Não é pra ser interpretado como "Mulheres destruindo homens machistas", porque haviam homens com famílias na Cidadela, com esposa e filhos e porque carregaram dois deles com elas o filme inteiro. Então não sejam chatos quanto a exaltação da imagem da mulher neste filme. Mentira, mulherada botou pra foder mesmo, sem chorar aí a machaiada, valeu.


Charlize Theron, de todos seus trabalhos que conheço, desde "Advogado do Diabo" e "Doce Novembro" que foram papéis marcantes, ela se consagrou hoje comigo como uma das personagens femininas mais marcantes do cinema, uma das "Bad Ass" do ranking de mulheres destruidoras, junto com Sarah Connor, Xena, Beatrix Kiddo, Natasha Romanoff entre outras maravilhosíssimas.

Nicholas Hoult, envolvido com seu personagem Nux, aquele que quer impressionar o mestre e se sentar ao lado dos grandes, para que faça valer o resto de vida que lhe tenha. Quando vi Nux, já me familiarizei de cara e tentei buscar de todas as formas o rosto do ator e qual papel havia feito, você vai se lembrar dele como o simpático Hank McCoy, o Fera de "X-Men First Class", um ator adorável.

O Max de Tom Hardy é meio caladão, mas suas meias palavras e atos são essenciais e na medida certa. E que voz linda, vixe. Hardy esteve recentemente no elenco de "Esquadrão Suicida" da DC Comics mas passou papel para outro colega. Fez "Inception" de Christopher Nolan e também interpretou Bane no encerramento da trilogia The Dark Knight, de Batman. "When Gotham is ashes you have my permission to die". 

George Miller é um diretor bastante peculiar. Analisando sua filmografia, você percebe sua habilidade de dirigir filmes mesmo que o tema (ou subgênero) sejam extremamente distintos (As Bruxas de Eastwick e Babe - O Porquinho Atrapalhado na Cidade e seus primeiros trabalhos que foram dois filmes da trilogia "Mad Max").  

A sétima arte é o caminho perfeito para se descobrir grandes nomes, Não sei qual nome certo para usar com mentes assim, mas é como analisamos um artista, seu ponto de vista para transformar histórias sejam ela verdadeiras ou não, de ficção, terror, romance, ação para diante dos olhos da humanidade. Por isso tenho carinho pelo cinema. Vai além de se distrair, de assistir um filme, de rir ou chorar. Vai de aprender, de enxergar. E é isso que aconteceu hoje de incrível. Eu aprendi com um filme de ação, que falando não parece nada, mas que é estupendo e simples no que ele é. Eu poderia ficar horas ali sentada vendo carros com caveiras e espinhos de ferro enferrujado explodindo o tempo inteiro.

Esse não é um filme pra você entrar na internet e detonar com comentários como "Nossa, cheio de furos a história. Não contou da vida de ninguém, nossa." Cala boca, amigo, pera aí. Primeiro que ficaram aberturas para continuação. E quem sabe com resultado positivo deste, Miller não demore tanto tempo para dar continuidade. Segundo que este filme é feito para entreter você sem cobrar muito do seu raciocínio, como aqueles filmes que você tem que analisar cada movimento para poder associar personagens, histórias e compreensão, porque embora seja bom, não é sempre que você tem que engolir isso, também não é sempre que tem que exigir de si assistir a filmes assim, nem cobrar que todos eles sejam assim pra você saciar superficialmente sua suposta superioridade cinéfila.


Compra a pipoca, senta sua bunda aí e se delicie com este Modern Western com muitos monstros de quatro rodas destruídos e dublês.

Embora não seja fã de filmes dublados, a dublagem deste filme foi tão boa que eu assistiria mais umas dez vezes dublado sem problema nenhum. Eu sempre comento de dublados e legendados aqui mas a verdade é que algumas coisas você vai preferir o idioma original, como uma série, talvez alguns filmes ou animações, como também vai preferir assistir dublado.

A trilha sonora desse filme é de trincar o coração no meio, a sincronia de batidas com uma perseguição em comboio foi um trabalho que nem o meu amor Quentin Tarantino com suas trilhas sonoras incomparáveis conseguiria fazer. 

Assista em 2D, 3D. Em IMAX, no UCI, no Cinemark, dublado ou legendado, só assista no cinema. Esqueça Velozes e Furiosos 7 e até "Vingadores: Era de Ultron". Vá assistir Mad Max e ver Charlize lacrando como você nunca viu.
What a Lovely Day.
Avaliação

A primeira aparição de Malévola foi em 1959 em A Bela Adormecida, também uma animação Disney. Devido à atmosfera sombria que a vilã trouxe ao conto de fadas, veio a tornar-se uma das mais queridas do mundo Disney. "Maleficent" faturou somente em sua estréia R$ 12 milhões. E as críticas andam bem divididas.

A versão Disney que conhecemos de 1959 mostra inicialmente o batizado da pequena Aurora, onde as três fadas aparecem para lhe dar seus dons, quando Malévola aparece como a agricultora da discórdia em meio às chamas esverdeadas e sem nenhum motivo aparente a não ser causar, por não ter sido convidada para a celebração do nascimento da princesa, amaldiçoando a criança e selando sua juventude à morte. "Ela crescerá certamente no graça e na beleza. Mas antes que o sol se ponha em seu décimo sexto aniversário, picará seu dedo no fuso de uma roca... e morrerá!" O rei Stefan ordena que destruam todas as rocas e compromete as fadas Flora, Fauna e Primavera a responsabilizar-se pela segurança de Aurora em uma cabana isolada na floresta. Ela cresce, se torna uma jovem de aparência bastante madura e sensual para uma menina e 16 anos. Ela atrai através de seu canto o príncipe Phillip, se apaixonam... Aurora é decepcionada pela decisão das fadas de retornar ao reino. Acontece toda a desgraça. Phillip derrota Malévola. E... ufa! Este é um resumo de 1959.

O que Stromberg fez? Brincou um pouco com o público infantil e até mesmo o adulto. Por quê Malévola não foi convidada para a celebração de Aurora em 1959? Por quê ela amaldiçoou a menina? Por quê essa rincha com a família real? Bruxa má... Bruxa não, uma fada! Amargurada, traída e usada para caprichos do homem. Uma criatura corrompida. Stromberg simplesmente deu uma origem diferente da que gostaríamos à Malévola.E inverteu os papéis de bem e mal. Ela era uma pessoa dócil, de coração puro, que prezava pela paz do seu reino e pela sua até se apaixonar pelo pequeno Stefan, (É, esse mesmo do desenho, mas lá chamado de Estevão, tradução de Stefan) e ter seu dote mais precioso tirado de si por ambição e sendo pelo homem que amou. Não, não é  história de uma mulher traída, de coração partido e revoltada. Bom, em partes pode até ser, mas acho que a ideia de "Vingança." e ódio cego é o que mais se destaca.

O que pode ter revoltado tanto parte do público? Quando você gosta de um vilão, você provavelmente se atraiu por ele devido às suas características em geral e sua personalidade. Quando ele é mostrado novamente e com desvio desta personalidade acaba incomodando, é inevitável.

A classificação etária do filme é de 10 anos. Quem foi ao cinema esperando ver a vilã decapitando soldados e suas cabeças rolando. Ou até mesmo a simplicidade daquele clima sombrio aplicado, vai acabar se desapontando. Na possível dedução de que o filme fosse rejeitado devido às suas alterações, Robert Stormbreg deixa claro que "Essa é uma velha história contada de um JEITO NOVO". Ele estava ciente dos riscos que correria em quesito crítica em relação a esta mudança brusca nas características da vilã.  E novamente o filme exalta em seu final "Esta é uma história diferente da que você conhece". A gente pensa como fã: Nossa, eu amo a Malévola. Eu sei tudo sobre ela e a conheço desde que eu era criança. "Well, Well", você não sabe de nada. A Malévola de 1959 é tão transparente em sua maldade que parece que ela já nasceu má e destinada a estragar tudo ao seu redor. Bom, este filme mostra que na verdade a gente não sabe de nada. Ou até sabe, mas de outro ponto de vista.

Por quê arriscariam lançar um filme cujo roteiro não é, obviamente, o que irá esperar pelo menos 80% dos espectadores que são fãs da vilã? Resposta: Angelina Jolie. Quem vai focar nas falhas até do próprio filme, se tem  a Angelina Jolie? Dada a recente decisão de se aposentar após as filmagens de Cleópatra, Jolie quis deixar mais um marco em seu legado cinematográfico. Depois de marcada eternamente como Lara Croft, Jolie quis ser lembrada como uma das vilãs mais famosas e queridas da Disney, Malévola. Tão linda e encantadora, que ofusca o desvio da personalidade da personagem.

Junto de Malévola, este conto tem mais três destaques encantadores: Knotgrass, conhecida na animação como Flora e interpretada no filme por Imelda Staunton (A Dolores Umbridge de Harry Potter. Que parece ser realmente chegada no rosa). Thistletwit, conhecida na animação como Fauna e interpretada por Juno Temple, uma doçura de atriz. E Flittle que na animação é conhecida como a fofa e ranzinza Primavera,  interpretada por Lesley Manville.

Alguns elementos do filme mantiveram EM PARTES sua fidelidade com a história que conhecemos. Como o corvo espião de Malévola, que por anos desde o isolamento de Aurora, vem mantendo Malévola a par da vida da garota. Seu nome é Diaval, e ele é interpretado por Sam Riley (Control - A História de Ian Curtis; On The Road). O rei Stefan é interpretado por Sharlto Copley (Elysium; Distrito 9). E Aurora, que mesmo tendo sido interpretado por uma atriz de grande porte da nova geração, acabou sendo ofuscada inevitavelmente pela Jolia, Elle Fanning. Que coincidentemente tem mesmo a idade da Aurora, 16 anos. E que diferente da princesa do desenho que a gente conhece, ela já é de uma aparência mais ingênua e infantil. Para sua idade, Elle já tem uma grande carga cinematográfico em sua carreira, tendo feito filmes como Super 8,  O Curioso Caso de Benjamin Button e Uma Lição de Amor, junto de sua irmã Dakota.


"Oh, não. A Disney me enganou, esse filme não era o que eu esperava". Ai que dó. Você não foi enganado, pelo contrário, se deram o trabalho de avisar que o filme não era o que você imaginava. É uma história diferente. Sim, ela é. E cumpre o que promete, o que não é comum encontrar. É um filme voltado para o público infanto-juvenil, então não espere um roteiro de Scorsese. Ele é simples. A fotografia do filme é encantadora e não imagino como deve ser em 3D. Cada foco de ângulo diferente nos olhos esverdeados de Jolie, seguido de seu sorriso de canto ou sua sobrancelha erguida. É de desconsertar qualquer espectador.

Agora a trilha "Once Upon a Dream" cantada pela maravilhosa Lana Del Rey, tem seu significado realçado no ponto de vista da Bela Adormecida.

Malévola: A princesa irá crescer na graça e beleza, amado por todos que a conhecem. Mas ... antes que o sol se põe no seu 16 º aniversário, ela deve picar o dedo, no fuso de uma roca de fiar - e morrer!

Once Upon a Dream: [...] Mas se eu te conheço, eu sei o que você irá fazer, você vai me amar imediatamente do mesmo jeito que você fez uma vez num sonho.

Terá Malévola "inocentemente" lançado um encantamento que nem mesmo ela escaparia depois? A música é de Aurora para Malévola? Tudo ganha uma visão diferente. E é o que torna a obra boa juntando de toda sua trilha encantadora.

Dirigido por Robert Stromberg.
Elenco: Angelina Jolie, Sam Riley, Elle Fanning, Imelda Staunton.