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Avaliação

No dia 16 de Outubro, o Netflix lançou seu primeiro longa adaptado do romance do autor Uzodinma Iweala que teve sua exibição simultânea com redes selecionadas de cinemas. Sejamos sensatos, em época de grandes esperas e sucessos de bilheteria, dificilmente darão espaço para um filme sem grande publicidade, embora seja de qualidade indescritível como a maioria das produções do serviço streaming. E depois de assistir esse filme, é compreensível que diversos estúdios cinematográficos estejam se sentindo ameaçados com as produções do Netflix.

O protagonista é Agu (Abraham Attah), uma criança que vê seu lar, amigos e família serem dizimados pela guerra civil que está tomando um país no oeste da África. O pequeno foge e é capturado por um exército de crianças orfãs que agem sob as ordens do Comandante (Idris Elba). O jovem agora luta ao lado de seus semelhantes, motivado a reencontrar o que sobrou de sua família. 








Beasts of no Nation é o terceiro longa do americano Cary Joji Fukunaga (True Detective). Embora não conheça muito de seu trabalho para comparar, o cineasta teve todo cuidado em produzir com sensibilidade, mesmo que de forma crua, essa realidade pouco retratada com um diferencial em produções cinematográficas.

Mesmo em um cenário onde mostram crianças guerrilhando como homens adultos, num conflito de medo e esperança. Fukunaga corta para momentos em que mostra que parte da infância e sonhos que ainda não foram totalmente corrompidos. Momentos em que podem sonhar com o beijo da mãe, uma cama quente para dormir e um prato de comida. O diretor também trabalha a união de cores que dá vida a essa realidade marrom e cinza com branco, azul, verde e vermelho.

O personagem vivido pelo Idris Elba partilha do destaque do pequeno Agu. Um personagem manipulador e nojento mas com toque paternal. Ele instrui crianças para sobreviverem ao inferno em que vivem, armando-os até os dentes mas tentando empenhando-se a dar a elas o que o que foi tirado pela guerra, violência e destruição: família. 


Muito da qualidade do filme da-se pela narrativa, o pequeno Agu descrevendo cada momento e sensação durante suas jornadas sangrentas, expondo-o de dentro pra fora.

"Agora conheço o cheiro dos mortos. São doces como cana-de-açúcar. E podre como vinho de palma"

Por mais espetacular que possa ser o trabalho do Fukunaga, não foge à cabeça a ideia de que ele possa ter sido oportunista em relação a visão extremista violenta. Infelizmente, é a impressão que se dá a tudo que venha a ser retratado cinematograficamente por um cineasta americano, o estereótipo. De maneira nenhuma desmerecendo o trabalho do diretor.

Esse filme faz a gente perceber que, a verdadeira realidade está nos cinemas. E nós é que vivemos uma história de ficção. É uma bela obra. Eu sempre gostei bastante de filmes que me façam pensar na minha vida e no mundo em que vivo. Em tudo, pra falar a verdade.

Netflix mandou bem demais nessa sua primeira produção sem ser uma série ou um documentário, se isso é só o começo do que estar por vir, os estúdios Hollywoodianos que se segurem.

Direção: Cary Joji Fukunaga
Elenco: Idris Elba, Abraham Attah, Jude Akuwudike, Emmanuel Nii Adom Quaye.

Avaliação
Battlefield 4 é um jogo FPS do gênero "Guerra" desenvolvido pela EA Games em 2014. Disponíveis para PS3, Xbox 360, PC e versões remasterizadas para PS4 e Xbox One. Lembro que comprei esse jogo logo na época do lançamento. Estava toda serelepe quando cheguei para jogar e "tarã" o jogo exigiu a memória interna do Xbox para rodar. Está intacto até hoje. Dá vontade de chorar quando lembro disso. Então recentemente tive oportunidade de jogar no meu melhor amigo. Ele já havia finalizado e me recomendou. Eu me surpreendi com a trilha sonora, a história, o linguajar popular e gráficos.

Duração das Campanhas
Um ponto que é bastante criticado mas é de se levar em consideração, é a duração das campanhas. COD: MW3, Spec Ops: The Line, o próprio Battlefield. As campanhas estão cada vez mais curtas. —Acho que o game de FPS de guerra mais longo que já joguei foi "Black" no Playstation 2, mas o jogo é impecável, está na lista dos melhores até hoje — Mas será que isso é um ponto negativo? Veja bem, a gente acaba sim se envolvendo ao extremo com o jogo todo em si. E quanto mais a gente gosta, mais queremos jogar, mas aí o jogo acaba e você fica com cara de paisagem. Esse nosso capricho inconsciente de gostar de um jogo e querer que ele dure, não sei, talvez por toda eternidade precisa ser levado em consideração pelos próprios jogadores. Na primeira vez a gente joga empolgado e quando acaba fica perdido na vida, isso é normal. Mas e se de repente o jogo não for tão bom e ser prolongado possa vir a se tornar um defeito? Como, "Nossa, a história é legal mas é muito longo". E o principal, bons games precisam ser como boas séries: Acabar na hora certa. Se fecharem no auge, pra deixar a tal da boa impressão, da satisfação. Uma boa trama tem começo, meio e fim. E é isso que está fazendo com que as campanhas dos games de guerra estejam sendo tão curtos ultimamente. Elas têm o desenvolvimento necessário para que você goste, vicie e jogue de novo. Estratégia do próprio mercado. Você já parou pra pensar que na primeira vez possa ser empolgante mas que na segunda já não? Antigamente nós ligávamos os videogame, jogávamos e ponto. Hoje em dia o gamer tem objetivos. Tem conquistas e troféus a liberar. Tem jogos para platinar. E isso indiscutivelmente acaba exigindo que o jogo seja finalizado mais de uma vez e em níveis de dificuldades diferentes. Ou para alternar caminhos ou escolhas que venham a liberar troféus diferentes. Sendo muito longo o jogo, você admitindo ou não, vai acabar se cansando e enjoando uma hora. E acredite, os desenvolvedores não querem que você enjoe rápido dos jogos deles.

Campanha
É muito bacana pra quem acompanha jogos do gênero "Guerra" desde Spec Ops: Ranger Elite (2001) do PSOne, onde o personagem era como um robô jogado em missões sem nenhum conhecimento, localização, históra. Equipado só de suas armas e objetivos. Era quase "Segura na mão de Deus e vai" ver o que tem sido o resultado das campanhas ultimamente. Hoje, velho e barbado.

Como não joguei o Battlefield 3, somente este, não tenho muito o que comparar e comentar o seguimento da história. Battlefield 4 se passa em 2020, seis anos após os acontecimentos do anterior A China está prestes a entrar em guerra. Rússia e Estados Unidos estão se peitando. Se o Seu Chang — Tiozinho do caramba esse — conseguir tirar o governo atual do poder,  Rússia terá apoio total dos chineses na guerra, aí você já imagina a treta.

O jogador controla Recker, um dos membros do "Grupo de Combate 'Tombstone'". Ao lado do líder, Dunn; o segundo em comando, Irish"; e o médico de campo "Pac". Logo no início, juntam-se à Tombstone o agente da CIA Laszlo W. Kovic e a agente dos serviços secretos chineses "Hannah".


Comunicação
A interação dos personagens é especifica e necessária. Você tem instrução e consolo de seus colegas de combate. As emoções e tensões também são divididas. Uma escolha ou perda afeta todo o time. E eu aprecio muito isso nas tramas. Se tiverem que mandar dez vezes você fazer um caminho ou pegar uma arma, eles fazem. E, bom, se tiverem que mandar você tomar no cu, também. O enredo de BF4 conta com um linguajar popular bem interessante. O próprio sargento Irish é prova disso . A cada dez palavras, 20 são de baixo calão. A Major Greenland também não me deixa mentir. Isso é legal, tá? Não estou falando mal não, porra.

Ponto negativo da comunicação: Sua forma de entendimento da história é por conta dos diálogos dos personagens. Mas Recker pouco se envolve nesses diálogos. Ele recebe ordens, os próprios personagens falam bastante com ele, mas ele é meio caladão, sabe? Não fala muito. Isso soou ruim, pois parece que estou bugada, fora de jogo, presa. Chega a incomodar. Você se sente num mundo paralelo dos que estão os caras.

Jogabilidade
Como tive aquele pequeno imprevisto com meu BF4 do Xbox 360, não tive a oportunidade de testar pelo Joystick da Microsoft, teve de ser no da Sony mesmo, PS3. Ainda que você nunca tenha jogado, o game oferece uma rápida e fácil adaptação de comandos. Você não precisa finalizar o jogo dez vezes para se habituar ao manuseio do personagem. Ou morrer tantas vezes de forma estúpida jogando uma granada no próprio pé porque não achou o botão que troca arma e saiu apertando todos botões do joystick.

Como membro da Trombstone você pode dar o comando para que sua equipe elimine os alvos marcados pelo binóculo de zoom óptico. E você ganha pontos por isso, pontos que interferem nas armas exclusivas que são liberadas na missão, medalhas...troféus e etc.

O cenário e os gráficos são bastante agradáveis. O jogo ainda possui leves bugs, como por exemplo: um carro explode mas continua lá intacto, um soldado quando cai morto fica metade de um lado da parede e metade do outro. Nada que interfira na qualidade do jogo.

Multiplayer
Este é um dos Multiplayers mais impecáveis que joguei nos últimos tempos. Além de não ter tantos bugs, os diversos modos de jogo, a forma de interação e comunicação de time. Você pode ressuscitar colegas de time, ajudar com kit médico, avisar sobre posicionamento de inimigo, fora os tiros duplos e triplos. Super recomendo.

Desenvolvido pela EA Digital Illusions CE.