way2themes

Mostrando postagens com marcador Ação#. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ação#. Mostrar todas as postagens

Avaliação
  

"Spectre" chegou aos cinemas em 5 de novembro e já arrecadou mais de US$ 300 milhões no mundo todo. E Apesar de não ser tão aclamado pelas críticas, Sam Mendes resgatou grandes clássicos da franquia dando a "Spectre" seu devido valor por baixo da superficialidade que ele transparece. Na verdade, o ponto de vista das pessoas que acompanham Bond desde Sean Connery será um tanto diferente dos que começaram a acompanhar pelo Daniel Craig.

Alerta de Spoilers!

É de se reparar que, de Skyfall para cá, as cenas de ação estão sendo reduzidas a dramas e diálogos desconstrutivos com troca de olhares e dizeres nas entrelinhas. O que não é ruim, de maneira nenhuma, mas que pode vir a incomodar fãs e espectadores, já que uma das marcas da franquia são as perseguições em belos veículos e a porradaria em belos cenários. Mas, se reparar bem, ainda que a pancadaria não esteja rolando, o filme está sempre mantendo o ritmo e a correria só tende a piorar. Enquanto Bond entra no modo furtivo aqui, M está saindo na porrada lá pra defender sua integridade e a do Serviço Secreto. Sensacional, né? Ou não.

Um detalhe que difere este filme dos outros longas, tanto da franquia, quanto de diversos filmes com agentes secretos, é o envolvimento presencial do Serviço Secreto M16. Diferente do que estamos acostumados, como M (Ralph Fiennes), Q (Ben Wishaw) e Moneypenny (Naomi Harris) - principalmente M - auxiliando Bond em seus comunicadores caros, agora eles entram em campo junto com Bond, colocam a mão na massa e suam os colarinhos. Nada de ficar atrás de mesa de escritório com ar condicionado falando em aparelhinhos. O M que diga. Como nasci na década de '90, conheci James Bond como Pierce Brosnan, o que não especificamente por esse motivo, ele é meu favorito. E também M, como Judi Dench, até então não superei a substituição, mas Ralph Fiennes não deixa a desejar em nenhum dos papéis que faz. Em Spectre ele tem que lidar com Max Denbigh (Andrew Scott, o James Moriarty da série Sherlock), conhecido também como C, chefe de um serviço de inteligência cujo objetivo é substituir o programa 00 de agentes.

O que pode ter intervindo na qualidade de "Spectre" comparado a Skyfall e Casino Royale, por exemplo, foi a notabilidade e a construção do vilão. Para ser visto como o Número 1 de uma organização, esperávamos mais de seu potencial como vilão, se formos comparar com Raul Silva (Javier Bardem) de Skyfall que foi incrivelmente perturbador, ou Le Chiffre (Mads Mikkelsen) de Casino Royale, imprevisível e manipulador. Oberhauser faz o típico chefe que só manda mas não suja as mãos, a não ser que precise muito, além de ser um personagem perdido no filme. E o que salvou sua pele, foi ele ter sido vivido por Christoph Waltz.

Spectre

Spectre é a organização cujos membros são todos os vilões dos três últimos filmes da franquia do agente '00, agora comandado por Franz Oberhauser (Christoph Waltz), um sobrenome que pode não lhe parecer estranho, e realmente não é. Franz seria filho do alpinista Hannes Oberhauser, cuja primeira aparição foi no conto "Octopussy", de Ian Fleming. Hannes foi o mais próximo de um parente que James Bond já teve, mais precisamente, uma figura paterna. No caso, Bond seria irmão adotivo de Franz.Embora seja somente o nome da organização e o título do filme, o que pode ser uma coincidência - o que eu acredito que não - o significado de "Spectre", no nosso idioma "Espectro" seria "fantasma", "passado" no sentido figurado. O que esclarece um pouco mais os objetivos da trama, como Bond estar sendo assombrado pelo passado, por exemplo, já que por trás da organização, já que os membros já foram missões de Bond, muitos responsáveis pelas suas maiores perdas, como "M" e "Vesper Lynd", por exemplo.



Bond Girls
É uma pena que mulheres tão belas e talentosas sejam um tanto desperdiçadas nos filmes com noites calorosas e morte ou sumiço. Bons tempos aqueles de Bond Girls como Xenia Onatopp, Elektra King ou Miranda Frost, que ao invés de donzelas em perigo eram maravilhosas vilãs. Monica Bellucci vive Lucia Sciarra, a viúva desamparada que não resiste aos encantos de Bond, uma aparição semelhante ao seu papel em Malena. Bellucci daria uma ótima "Bad Bond Girl", e quem assistiu "Matrix Reloaded" meio que sabe do que eu estou falando. Madeleine Swann, é interpretada pela francesa Léa Seydoux, que, desde "Meia-Noite em Paris" dirigido por Woody Allen, e "Azul é a Cor Mais Quente", já deixou a entender seu propósito como atriz embora sua personagem como Bond Girl seja das mais cansativas. A começar pelo apego precipitado e inexplicável para com James. Foi um laço criado às pressas com sentimentalismo exagerado.

Writing's On The Wall
O tema de "Spectre" cantado por Sam Smith não convence até que você veja o filme, que acabou enquadrando em uma bela intro, que inclusive, se analisado, comprova tudo o que descrevi sobre "espectro" ali em cima. A música também tem influência de filmes como Goldfinger. Eu ainda espero pelo dia em que Lana Del Rey seja a voz de abertura de um filme do 007.

Referências e Easter Eggs

Franz Oberhauser Blofeld: E por falar em fantasmas do passado, apesar de carregar o nome de "Franz Oberhauser", o personagem de Waltz seria Ernst Stavro Blofeld, também conhecido como "Número 1". Blofed é chefe da organização Spectre e esteve assombrando Bond em diversos contos de Fleming. E claro, diversos filmes da franquia. Os primeiros e marcantes indícios de sua aparição foi em "Moscou contra 007" (1963) onde não mostra o rosto, somente as mãos acariciando seu gato branco. Em "Com 007 Só Se Vive Duas Vezes" (1967)  Blofeld é vivido por Donald Pleasence, onde mostra seu rosto pela primeira vez, careca e com uma cicatriz que cruza o lado direito do rosto de ponta a ponta e com seu Traje Mao (roupa que simboliza comunismo chinês). Suas outras aparições foram em 007 contra a Chantagem Atômica; 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade; 007 Os Diamantes São Eternos; 007 Somente Para Seus Olhos; 007 Nunca Diga Nunca Outra Vez.

007 Thunderball: A Cena no México é uma referência a cena de Madri-Gras de "007 Contra a Chantagem Atômica" (1965) dirigido por Terence Young.

Aston Martin DB5: Este foi o maior xodó de Bond ao longo da franquia, tanto nos filmes, como Goldfinger, Thunderball, GoldenEye, O Amanhã Nunca Morre, Casino Royale, Skyfall e Spectre quanto em jogos de videogame como Agent Under Fire e From Russia with Love.



Acabou se tornando necessário ter conhecimento dos outros filmes da franquia para ter um maior conhecimento da personalidade de Bond, já que Sam Mendes passou a coligar tanto as próprias sequências de Craig, quanto dos Bond's que o antecedem. Desde carros, bordões, relógios e outros acessórios explosivos à referências externas. Cada filme sempre teve respaldo das características do agente 00, mas nunca respectivamente de seus casos (tanto no sentido de negócios, quanto de mulheres), e a franquia segue tentando ser o mais coerente possível com a atualidade. Se formos comparar Sean Connery, Roger More e Pierce Brosnan, faziam coisas que fugia da realidade humana, até mesmo para um agente. Apanhavam muito, sangravam pouco, não suavam, não despenteavam seus cabelos, não sofriam e não choravam. Nunca transpareceram qualquer tipo de sentimento e havia sempre um sorriso no canto da boca e uma ajeitada na gravata a cada adversário que ia ao chão.

O James Bond de Craig é um sobrevivente. Não dá a cara a tiros porque é muito bom e garante que vai conseguir, ele faz porque é o trabalho, porque é a única coisa que o faz sentir-se vivo. Ele garante que o serviço será concluído, mas nunca que irá voltar vivo de lá. O James Bond de Daniel Craig apanha, sangra, soa, chora e sofre. Vive pela sombra, pela sorte. Faz o que pode, mas sempre bem feito. James Bond de Daniel Craig vai além das novels de Ian Fleming, do mulheril e do charlatanismo, Bond agora é humano. E preza para equilibrar agora sua humanidade com o trabalho, já que as perdas são muitas e quase inevitáveis.

"007 Contra Spectre" foi o último filme de Daniel Craig como James Bond.

Avaliação
"Gunslinger" é um jogo de faroeste do gênero "first-person shooter" lançado em 2013 sendo o mais recente da franquia Call of Juarez, desenvolvida pela Techland e pulicada pela Ubisoft.  Embora seja o quarto da franquia, de acordo com a ordem cronológica em que se passam os jogos, este seria o terceiro, antes de "O Cartel" que se passa em 2011. 

Silas Greaves é um velho ex caçador de recompensas que passa o jogo todo sentado na mesa de uma espelunca escondida em Abilene, no Texas, contando como foram 30 anos de sua vida atrás do cretino Bob Bryant que assassinou seus irmãos quando eram adolescentes e o que influenciou-o a entrar na vida de matador de aluguel, enchendo o ouvido dos curiosos com mitos e fatos de sua vida em troca de bebida. Enquanto papeia com alguns clientes do bar contando como matou lendários "fora-da-lei" como Jesse JamesButch Cassidy e Sundance Kid. O jogador tem a oportunidade de se tornar uma referência no velho oeste vivenciando através de flashbacks, as histórias contadas pelo velho beberrão. Silas dispersa suas lembranças variando a emoção de seus expectadores, Ben, Jack e o jovem Dwight.  Muitas vezes o público irá contribuir para história com diferentes versões, desafiando os exageros do velho caçador de recompensas. O próprio Silas muitas vezes revê o que conta, chegando até a voltar alguns passos e refazendo de forma diferente. E claro, todas mudanças na narrativa influenciam na ambientação do jogo e muitas vezes resultando em índios e pistoleiros aparecendo e desaparecendo na nossa frente sem mais nem menos.

"O Bom, o Mau e o Morto" - Referência a "The Good, The Bad & The Ugly" com Clint Eastwood, de Sergio Leone










Jogabilidade
Embora não tenha o que reclamar do jogo, por ser passar no bom e Velho Oeste, achei que o careceu de algumas boas cavalgadas pelas montanhas e perseguições a cavalo, estilo Red Dead Redemption. O nível de dificuldade do jogo varia de acordo com a prática do jogador pois o jogo se baseia em chegar a determinados lugares e sobreviver aos inimigos que se manifestarão sempre nos mesmos lugares, não importa quantas vezes você jogue. E independente dessa limitação, não interfere na qualidade do jogo nem o torna monótono e sem graça. De novidade, temos a barra de "pressentimento", que quando cheia permite que você desvie de balas, restaurando sua energia e dependendo das habilidades desbloqueadas, permite um contra ataque aos atiradores. Também tem a barra de concentração que destaca e retarda alvos, permitindo que você faça combos com grandes sequências de matança e duplicando os XP. Embora só possa carregar um kit limitado de três espaços de arma e um de dinamite, conforme se pega o jeito de manusear as armas, não fará muita diferença a limitação de quantas se carrega, você vai querer só uma delas. Como maior parte do jogo você precisa se manter em uma distância segura e discreta dos seus adversários, eu recomendaria o uso e melhorias do rifle, e um esforço para mantê-la com balas o suficiente, as duas pistolas também são boas para essas ocasiões. Armas como a espingarda exigirá uma certa aproximação dos adversários e como dificilmente andam sozinho, terá de ser bom no gatilho para matar 5 deles com uma espingarda de dois tiros estando próximo. Se for arriscar, saiba que pressionando R3 ele dá golpes corpo-a-corpo, boa sorte.



Gráficos
O jogo muitas vezes apresenta uma certa variação de gráficos, embora seja todo em 3D, haverá vinhetas em comics utilizadas para apresentar seus adversários antes dos duelos, e uma estética visual semelhante a  Borderlands desenvolvida pela Gearbox Software (Half-Life, Brothers in Arms), com sangue jorrando e corpos voando em slow motion. Uma tecnologia chamada Cel Shading, que mistura desenhos com figuras tridimensionais. O jogo apresenta leves bugs como corpos mesclados com o cenário da cintura pra cima, uma perna saindo do chão ou um inimigo voando pelo cenário como boneco de posto depois de morto.

Arcade e Duelos
O modo arcade é quase como o história. mas com um grau mais elevado de dificuldade e com maior número de inimigos. São 10 desafios, você percorre um limite de cada cenário tendo de acumular o maior número de pontos baleando seus inimigos e em maior sequência, pois os combos influenciam na pontuação.

Os duelos complementam essa diversão. São 15 cabra macho pra você apagar, antes deles apagarem"ocê". Com 5 vidas, você irá enfrentar os lendários nomes do modo história um após o outro.


Troféus
É um jogo fácil de platinar que não exige nenhuma barbaridade do player, nem nada próximo do impossível. É tudo em cima de prática. Termine o jogo no difícil primeiro e depois jogue na dificuldade mais fácil para conseguir alguns dos troféus do modo história com mais calma, como acumular os pontos necessários para desbloquear todas as armas e habilidades ou alguns daqueles que exigem artimanhas com o inimigo para serem desbloqueadas.

Referências
"Gunslinger" é uma referência aos filmes Western das décadas de 1910 a 1960, incluindo a trilogia de sucesso de Sergio Leone, com Clint Eastwood, uma verdadeira homenagem ao Velho Oeste, só faltando boas cavalgadas e uma trilha sonora do Ennio Morricone.

Colecionáveis
Os itens secretos do jogo são chamados de "Pepitas da Verdade". Cada um deles conta fatos sobre personagens e locais do jogo nas décadas de 1800 a 1900.

Desenvolvido para Techland, disponível para Xbox 360, PlayStation 3 e PC.

Avaliação
Ray (Dwayn Johnson, vulgo "The Rock") é o chefe do Departamento de Resgate de Los Angeles. Após os eventos catastróficos se iniciarem por São Francisco, Ray e sua ex-esposa Emma (Carla Gugino) se unem para resgatar sua única filha, Blake (Alexandra Daddario). Enquanto o robusto homem é o herói dos que estão em perigo, Laurence (Paul Giamatti) e Dr. Kim Park (Will Yun Lee) são os verdadeiros cérebros do filme . Ambos são sismólogos e seus estudos se baseiam em uma forma de prever desastres naturais, terremotos, tsunamis e tudo que vier a ocorrer como consequência. Embora cheguem a atingir seu objetivo, não são o tipo de gente ao qual a mídia dá muita atenção, até que a cidade começa bambolear em cima da terra.

Este não é nenhum filme pra você querer bancar o Rubens Ewald Filho. Ele é básico,  filme para entretenimento, para público tradicional, gente que sai esgotado do serviço e quer sentar pra ver um filme e esfriar a cabeça. Como de praxe, igual já comentei, nunca espere que um filme cujo foco é efeitos especiais tenha um baita roteiro de Stanley Kubrick, que não vai ter (até porque ele já morreu). Nenhum diretor com senso vai adicionar um roteiro inteligente onde tem muitos efeitos especiais, a não ser que ele saiba combinar os dois, pois nessas situações um dos dois vai ser esquecido. Embora não tenha visto em 3D por não ser muito fã, mas que foi bastante elogiado, achei o 2D agradável e a dublagem também muito boa. Infelizmente este país burocrático maravilhoso não está deixando (nem pra enganar) o idioma original como escolha para o espectador, o que ao invés de fazer com que ele reclame para o resto da vida, faça-o se adaptar e até dar uma atenção em especial.

Dwayne é um ator que aparenta ser extremamente simpático, gosto dele atuando, gosto dele como pessoa e não importa quantos filmes ele faça, pra mim, ele sempre será "O Escorpião Rei", aquele que luta com Rick O'Oconnell (Brendan Fraser) em "O Retorno da Múmia" que é um dos melhores filmes do mundo. Porém, a forma como Hollywood está inserindo Dwayne no mundo cinematográfico chega a ser estressante e forçado, porque estão querendo fazer uma nova geração de brucutus Old School imbatíveis como os da década de 80/90, o Van Damme, Stallone e Schwarzenegger pra vir a ser considerado uma lendinha do cinema daqui uns anos. Só que, as estruturas dos filmes antigamente eram totalmente diferentes. Não adianta só colocar um 4x4 dando porrada com os bíceps latejantes que os brucutus do cinema antigamente eram muito mais do que isso.

Tirando que, embora foque no The Rock charmosão dirigindo uma camionetona de óculos escuros e arrebentando qualquer obstáculo de concreto, a maior estrela do filme fica maior parte dele correndo pra lá e pra cá dentro de um escritório e se enfiando debaixo das mesas, que é o sismólogo interpretado pelo Paul Giamatti. O cara agrega brilho a qualquer filme em que venha a estar presente. Ele pode ser o engraçadão, como pode ser o cara sério, ator quase que indispensável.

Outra figuraça que não só chama atenção, como rouba quase toda cena em que tem a oportunidade de estar presente é o pequeno Ollie (Art Parkinson) que é super extrovertido, brincalhão, tipo irmão caçula que a gente briga, chama atenção e pede pra não fazer a gente passar vergonha mas que na verdade é um baita salva-vidas, quebra-galho. O garoto acaba tomando destaque total de Blake e Ben sem o menor sacrifício.

Daniel Reddick (Ioan Gruffud) é um rostinho familiar mas de um lugar não tão bom, seu primeiro filme sobre desastres naturais foi "Quarteto-Fantástico", porque o filme é tão ruim que posso considerar um desastre, ele era o Sr. Fantástico, casinho da Jessica Alba no filme. Nesse filme ele é um cara bem sucedido, bonitão, típico padrasto babaca, pra não usar outra palavra. É um bom ator, só que não muito privilegiado como se pode reparar

Emma (Carla Gugino) é uma atriz muito subestimada, e você pegando um filme dela, que seja "Pequenos Espiões", você vê a presença da mulher. Agora, levando em consideração os trabalhos mais notáveis, Carla trabalhou bastante com Zack Snyder e Robert Rodriguez, você pode se lembrar da bela em "Sucker Punch", o melhor filme de heróis que existe "Watchmen""Sin City". A gente  ainda espera que ela tenha seu devido valor no cinema.

O filme segue uma risca de clichês tão tradicionais quanto o público para o qual o filme foi feito. A família se desmantelando e uma desgraça pra unir novamente, pra resumir e não dar tanto spoiler. Não é um filme ruim, ele é muito bem feito e entrega muito do que oferece. É só você não sentar na poltrona achando que vai ver um indicado à Academia no ano que vem, e olha que isso hoje em dia deixou de significar qualidade pra filme. O filme ainda traz a Sia cantando "California Dreamin" pra você, esse é de arrepiar os pelinhos do cóccix.

Fui ao cinema sem nenhuma expectativa, porque não acho legal ficar esperando encher muito os olhos pra no final isso não acontecer e a gente acabar só enchendo a boca pra falar besteiras e sair gritando "esperava mais" em tudo que é rede social. Fui ao cinema como por mim faria todos os dias, fui conferir o trabalho do Brad Peyton. É um filme consideravelmente atrativo, entretém, diverte, tira umas risadinhas, as atuações são boas pra simplicidade do filme e o elenco é carisma total. Eu recomendo pra você, vá se divertir, jovem.

Avaliação

Eu tenho vagas imagens da trilogia Mad Max clássica na cabeça por conta do meu pai que gostava, tenho a Tina Turner cantando "We Don't Need Another Hero" com aquele visual exótico e lembranças vagas do Max de Gibson. 2015 está sendo o ano da ressurreição. Diversos clássicos sendo trazidos em novas produções depois de longos anos guardados, como "Exterminador do Futuro", "Jurassic Park", "Star Wars" e o próprio "Mad Max". Franquias que pertenceram à época de nossos pais e o início da nossa.  Nem sempre se obtém sucesso com sequências, o que não é o caso de Mad Max. 

Max (Tom Hady) é conhecido como "Guerreiro das Estradas" neste mundo pós-apocalíptico, após ser capturado pelo clã de Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne - Mad Max 1979) e usado como decorativo em um carro de guerra na perseguição da traidora (e absurdamente linda e incrível) Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) e suas garotas, Max vê uma oportunidade de escapar dessa enrascada e retornar a sua caminhada por este mundo vasto e seco.

Você tem aproximadamente cinco minutos para pegar fôlego antes de ser dada a largada. Max faz uma parada para petiscar antes de se tornar prisioneiro de Immortan Joe, até que encontra uma brecha para iniciar a correria do filme. Você vai se afundando na cadeira do cinema, cruzando e descruzando pernas, abrindo e fechando a boca. É uma ação bem aproveitada e que irá mudar seu conceito em relação aos filmes do gênero.
Eu nunca fui fã de vilãozinho pau no cu, do tipo que todo mundo teme e obedece porque ele é ruim, mas que suas ruindades sempre tenham sido feitas pelas mãos de seguidores ou capachos. E Immortan Joe não é assim. Ele viu que suas ordens não estavam sendo seguidas e foi resolver com as próprias mãos, destruindo quem tenha que destruir. Immortan Joe é proprietário único de toda comida, água e algumas mulheres de Cidadela, ele decide o quanto divide com sobra de "população". E a caracterização dele é fantástica, desde a colocação à retirada.

Eu colocaria Max como "Baby Doll" em Sucker Punch, mas com algumas distorções. Baby Doll era a protagonista do filme mas não da história, ela quem influenciava e planejava para salvar as outras garotas, mas quem muito entrava em ação mesmo eram as próprias. Max é uma mão na roda. É a alavanca para que Furiosa e as garotas consigam chegar em seu destino planejado, mas quem faz a porra toda acontecer mesmo são elas. As mais "frágeis" e doces donzelas cooperando para grandes destruições.

Não querendo partir pro feminismo porque é um assunto interessantíssimo que não é todo mundo que sabe discutir e que não viria a acarretar boa interpretação talvez. Mas o que eu quero dizer, toda essa ideia de salvar as garotas porque elas não tem que ser objeto, propriedade ou recurso reprodutivo de ninguém. A ideia é que, não é só exaltar a imagem feminina, mas a humanidade feminina. "Eu mereço minha liberdade não só porque sou mulher, mas porque sou um ser humano e tenho direito". Esse foi meu ponto de vista em relação ao ato da Imperatriz Furiosa. Não é questão só de ser mulher, é questão da humanidade e a liberdade. O que ela fez pelas garotas e por si. Não é pra ser interpretado como "Mulheres destruindo homens machistas", porque haviam homens com famílias na Cidadela, com esposa e filhos e porque carregaram dois deles com elas o filme inteiro. Então não sejam chatos quanto a exaltação da imagem da mulher neste filme. Mentira, mulherada botou pra foder mesmo, sem chorar aí a machaiada, valeu.


Charlize Theron, de todos seus trabalhos que conheço, desde "Advogado do Diabo" e "Doce Novembro" que foram papéis marcantes, ela se consagrou hoje comigo como uma das personagens femininas mais marcantes do cinema, uma das "Bad Ass" do ranking de mulheres destruidoras, junto com Sarah Connor, Xena, Beatrix Kiddo, Natasha Romanoff entre outras maravilhosíssimas.

Nicholas Hoult, envolvido com seu personagem Nux, aquele que quer impressionar o mestre e se sentar ao lado dos grandes, para que faça valer o resto de vida que lhe tenha. Quando vi Nux, já me familiarizei de cara e tentei buscar de todas as formas o rosto do ator e qual papel havia feito, você vai se lembrar dele como o simpático Hank McCoy, o Fera de "X-Men First Class", um ator adorável.

O Max de Tom Hardy é meio caladão, mas suas meias palavras e atos são essenciais e na medida certa. E que voz linda, vixe. Hardy esteve recentemente no elenco de "Esquadrão Suicida" da DC Comics mas passou papel para outro colega. Fez "Inception" de Christopher Nolan e também interpretou Bane no encerramento da trilogia The Dark Knight, de Batman. "When Gotham is ashes you have my permission to die". 

George Miller é um diretor bastante peculiar. Analisando sua filmografia, você percebe sua habilidade de dirigir filmes mesmo que o tema (ou subgênero) sejam extremamente distintos (As Bruxas de Eastwick e Babe - O Porquinho Atrapalhado na Cidade e seus primeiros trabalhos que foram dois filmes da trilogia "Mad Max").  

A sétima arte é o caminho perfeito para se descobrir grandes nomes, Não sei qual nome certo para usar com mentes assim, mas é como analisamos um artista, seu ponto de vista para transformar histórias sejam ela verdadeiras ou não, de ficção, terror, romance, ação para diante dos olhos da humanidade. Por isso tenho carinho pelo cinema. Vai além de se distrair, de assistir um filme, de rir ou chorar. Vai de aprender, de enxergar. E é isso que aconteceu hoje de incrível. Eu aprendi com um filme de ação, que falando não parece nada, mas que é estupendo e simples no que ele é. Eu poderia ficar horas ali sentada vendo carros com caveiras e espinhos de ferro enferrujado explodindo o tempo inteiro.

Esse não é um filme pra você entrar na internet e detonar com comentários como "Nossa, cheio de furos a história. Não contou da vida de ninguém, nossa." Cala boca, amigo, pera aí. Primeiro que ficaram aberturas para continuação. E quem sabe com resultado positivo deste, Miller não demore tanto tempo para dar continuidade. Segundo que este filme é feito para entreter você sem cobrar muito do seu raciocínio, como aqueles filmes que você tem que analisar cada movimento para poder associar personagens, histórias e compreensão, porque embora seja bom, não é sempre que você tem que engolir isso, também não é sempre que tem que exigir de si assistir a filmes assim, nem cobrar que todos eles sejam assim pra você saciar superficialmente sua suposta superioridade cinéfila.


Compra a pipoca, senta sua bunda aí e se delicie com este Modern Western com muitos monstros de quatro rodas destruídos e dublês.

Embora não seja fã de filmes dublados, a dublagem deste filme foi tão boa que eu assistiria mais umas dez vezes dublado sem problema nenhum. Eu sempre comento de dublados e legendados aqui mas a verdade é que algumas coisas você vai preferir o idioma original, como uma série, talvez alguns filmes ou animações, como também vai preferir assistir dublado.

A trilha sonora desse filme é de trincar o coração no meio, a sincronia de batidas com uma perseguição em comboio foi um trabalho que nem o meu amor Quentin Tarantino com suas trilhas sonoras incomparáveis conseguiria fazer. 

Assista em 2D, 3D. Em IMAX, no UCI, no Cinemark, dublado ou legendado, só assista no cinema. Esqueça Velozes e Furiosos 7 e até "Vingadores: Era de Ultron". Vá assistir Mad Max e ver Charlize lacrando como você nunca viu.
What a Lovely Day.


Golpe Duplo (Focus - 2015) é dirigido por Glenn Ficarra e Jon Requa (O Goplista do Ano - 2009. Rodrigo Santoro, Ewan McGregor e Jim Carrey). E pela filmografia dos caras, você nota que eles gostam de brincar de ladrão e ladrão.

Will Smith é Nicky, um cara que, de começo, você não dá nada, a não ser por saber que ele é o protagonista. E até descobrir que ele é líder de um grupo de pessoas especializadas em furtos. Nicky conhece Jess Barrett (Margot Robbie - O Lobo de Wall Street), uma ladra inexperiente pela qual acaba se apaixonando e se tornando seu mentor.

Desde que me conheço por gente o Will Smith tem o mesmo semblante. O cara precisa ser trabalhado para envelhecer nos papéis, porque a vida não está se encarregando o suficiente (risos). E apesar de não ser dos meus atores favoritos, me admira a forma como ele atua, principalmente quando o sentimento é ruim. Eu chego a ficar exausta só de vê-lo sofrer (risos novamente).

Margot Robbie, você vai se lembrar dela tomando um soco do Leonardo DiCaprio, bem na boca do estômago. Ela é carismática até, bonita e sensual. Mas não faz o estilo atriz cativante, que você acaba gostando e separando um dia da semana para ver seus filmes e conhecê-la melhor. Ela é vazia assim como seus sutiãs. E seu personagem não tem nem um tipo de atrativo.

Rodrigo Santoro é Garriga, dono de uma empresa de carros e mais um trapaceiro na jogada, que contrata Nicky para fazer um trabalhinho sujo. Santoro pegou o melhor papel do filme, o do pilantrão. Só que, como em diversos filmes de sua carreira, não lhe deram espaço o suficiente para mostrar o que sabe fazer de melhor. Ainda sendo muitas vezes um talento desperdiçado nos filmes em que atua. O bonitão começou em 1994 na telenovela Pátria Minha e tem grandes filmes na sua carreira, tanto no cinema nacional quanto no internacional. Seu papel notável mais recente foi como Xerxes em "300" e "300 - A Ascensão do Império". Teve participação especial em "As Panteras - Detonando" e trabalhou ao lado de Jim Carrey em "O Golpista do Ano", dos mesmos diretores. Dentre seus grandes filmes temos "Abril Despedaçado" e "Bicho de Sete Cabeças". É um bom representante nosso lá fora, embora tentem ofuscar isso.

Esse é aquele tipo de filme que se encaixa na categoria "Ah, vai esse", que, quando os filmes em cartaz no cinema não são muito atrativos, você resolve listá-los para ver qual corre menos risco de te decepcionar. Isso varia na hora da escolha, pelo elenco, idioma no qual será exibido, pôster. Até porque ninguém vai puxar sinopse de filme por filme que está em cartaz para escolher um estando já na fila da bilheteria. Havia visto o trailer do filme já. E como a maioria das vezes, era de certa forma propaganda enganosa. É o tipico filme para o público tradicional do cinema.


O filme peca um pouco na falta de ação. A gente sabe que, onde tem bandido, têm carros, pessoas bonitas, tiroteio e efeitos especiais exagerados. Não que este não tenha sua dose de adrenalina, mas isto seria um complemento bem interessante.

Além de todo esse repertório, desse humor, dos atores famosos, o tema e a adrenalina do filme. É um bom jogo para estudar a mente humana e as táticas de manipulação. A questão em si não é só passar a mão na grana, é passar a mão na grana e fazer com que as pessoas acreditem que a grana ainda está lá. É a rapidez e a sutileza, chega a ser inapropriadamente tentador entrar no ramo. É tudo muito inteligente e bem bolado. É essa a adrenalina do filme.Vai tudo além da vida bandida que a gente vê no cinema. As mulheres, os carros, o luxo. E como nem toda profissão combina com quem as exercem.

A maior gafe do filme é a queda brusca no ritmo do enredo. Tirando todo aquele romantismo (não sei porque tenho fobia de romantismo em filmes neste estilo, onde a pessoa joga a vida dela - sendo boa ou não - ou a carreira pra dentro de qualquer buraco quando percebe que está conectado emocionalmente com alguém, isso me aflige) o filme vale a pena ser visto. Eu posso estar blefando com vocês ou não. É tudo um jogo de trapaça. Uma farsa. Um jeito divertido de se adquirir a malícia da vida. Só pra dar uma animada de leve: Tem Rolling Stones na trilha sonora (mais risos), abraços.

Dirigido Glenn Ficarra e John RequaElenco: Will Smith, Margot Robbie, Rodrigo Santoro

Avaliação
Sin City é uma série de quadrinhos escrita e desenhada por Frank Miller (Os 300 de Esparta; Batman: Ano Um). "A Dama Fatal" foi baseada na HQ de mesmo título lançado em 1993, a segunda história em Sin City. Muitas contadas de forma não cronológica (algumas inéditas), explicando o "retorno" de alguns personagens. E mesmo após nove anos do lançamento de "Cidade do Pecado", Frank Miller e Robert Rodriguez conseguiram manter o mesmo ritmo em roteiro e arte.
Este filme foi considerado por muitos um filme machista, devido a exaltação do uso da mulher como objeto sexual, tanto pelos homens, como por elas mesmas. O papel de Eva Green destaca bastante isso.

Sempre que vou assistir um filme, acabo dando uma espiada no Filmow para bisbilhotar a opinião de alguns espectadores, mas ainda bem que não faço isso cegamente, porque senão. O que despertou meu maior interesse em assistir a sequência, além da qualidade do primeiro, além das HQ's, além do Miller e do Rodriguez, foi Eva Green, uma atriz que está no topo do meu ranking de estrelas do cinema que me encantam já não é de agora.


Green é Ava Lord, A Dama Fatal que compõe esta nova sequência de Sin City, uma mulher exuberante e dissimulada que não desperdiça uma oportunidade em usar suas curvas para fazer com que os homens se tornem escravos de sua beleza e sensualidade. Um deles é Dwight, interpretado por Josh Brolin, e que não deixou a desejar na substituição de Clive Owen, (embora eu ainda quisesse o Clive no papel). Dwight aparece fazendo um papel de detetive de maridos que traem esposas, pegando Ray Liotta no flagra com uma das garotas de Old Town. Depois de receber uma ligação de Ava suplicando pela sua presença para que a ajudasse a se livrar do marido "psicopata".

Para quem já acompanha a carreira de Eva Green desde "Os Sonhadores", "Sentidos do Amor", "300: A Ascensão do Império", percebe-se claramente que ela não tem absolutamente nenhum problema com nudez, muito pelo contrário, sempre faz dá um jeitinho de privilegiar os fãs nem que seja com uma manta quase transparente ou que marque o suficiente para instigar a imaginação do espectador. Em Sin City não é diferente, mais da metade de suas aparições são nuas, mesmo que coberta de maneira artística e sensual pelas sombras, tendo seu corpo desenhado e encoberto pelo vapor de um banho contemplante na banheira ao ar livre. Ainda por cima, fazendo papel de mulheres bastante autoritárias e manipuladoras. E eu adoro.
Mickey Rourke está de volta (embora ele ainda não tenha ido, de acordo com a cronologia) no papel de Marv, o brutamonte de coração mole que quebra pescoços com piscadas. Marv é protagonista de Just Another Saturday Night, mais uma noite cinza e mórbida nas ruas de Basin City, na vida de Marv. Este é um momento reflexivo na vida do grandalhão dentro da espelunca de Kadie's Club, onde já não se lembra mais onde conseguiu suas feridas, suas marcas, suas roupas. Pra quem lembra daquele gostosão que marcou a vida sexual dos seus pais com "Nove Semanas e Meia de Amor" e depois fez várias plásticas e passou a ser uma figura assustadora dos cinemas, não por questão de beleza, mas por ter assumido uma aparência realmente mais ameaçadora, tanto é que isso foi se refletido em seus papéis futuros como "O Lutador" e "Os Mercenários" ao lado de um monte de brucutu. Devo admitir que dos filmes que já vi, Marv tem sido o papel mais querido de Rourke pra mim.
The Long Bad Night é a intitulada história inédita que tem como protagonista Johnny, interpretado por Joseph Gordon-Levitt que tem ganhado meu mérito há alguns anos com alguns papéis relevantes no cinema. Johnny é o que podemos chamar de "rato de cassino" possuindo uma imensa sorte e dote para jogos de azar. Johnny é (não fica claro se legítimo ou não) filho do Senador Roark, o manda chuva de Basin City. Depois de penetrar os fundos de Kadie's Club, Johnny se senta com Roark e seus colegas para uma partida de poker. E nem ele e nem eu pensamos que ganhar essa partida de poker fosse trazer tantos problemas.

O filme ainda conta com algumas rápidas, porém relevantes participações como: Christopher Lloyd, o querido Dr. Emmett de "De Volta para o Futuro"e Uncle Fester da "Família Addams". Alexa Vega, a baixinha durona Carmen Cortez de "Pequenos Espiões" que está agora maior gostosona e dá duas reboladas no palco pra gente lembrar disso. E Lady Gaga, a Mother Monster gatíssima no papel da garçonete Bertha.

Jessica Alba tendo mais uma oportunidade em sua carreira de tentar ofuscar o fracasso de "Quarteto Fantástico". E se parar pra pensar, é uma grande remessa de atores nesse meio que está podendo fazer o mesmo com as daninhas cinematográficas.

Em "Cidade do Pecado", Nancy havia sido salva pelo detetive Hartigan, interpretada pelo Bruce Willis, (que não perdeu o carisma e parece não ter desencarnado do personagem) quando criança. E acabou criando um vínculo emocional e sentimental com ele. Já na fase adulta, ainda tinha aquela imagem de menina doce, sedutora e intocável e sempre a mais desejada pelos homens. Em "A Dama Fatal" o nível de desejo pela moça é elevado ao extremo, como se ela fosse a única mulher ali, como se não houvesse mais nenhuma bunda ou par de seios roçando no seu ombro quando fosse te servir a cerveja, Nancy é a atração principal do Kadie's, muitos homens estão ali somente para vê-la. E ela não economiza no rebolado, na esticada, na instigada. Não estou falando que ela não é sensual ou sexy, ora essa. Mas ela não é aparentemente todo esse objeto de desejo que é mostrado no volume da calça dos clientes da Kadie's Club.

Não é culpa da atriz, apenas superestimaram a personagem neste filme, para a atriz que a interpreta, até ela mesmo fez isso. Inclusive, se já não bastasse, acabou por afrouxar o desfecho que podia ter sido incrível nesta sequência.  Nancy está assombrada pela morte de Hartigan e atordoada pela sua ausência, seguindo o caminho sem volta da paranoia e fazendo a curva pela obsessão, derrapando no álcool. Senador Roark é seu alvo, e se eu fosse ele, gostaria de ser o alvo de qualquer outra pessoa, só pra ver o meu fim ter um pouco mais de graça.


O filme foi ao nível das minhas expectativas. E olha que eu ando com medo de criar expectativas com filmes ultimamente. Vamos ver "A Dama Fatal" não como uma sequência cheia de mesmice de "Cidade do Pecado', mas como uma só película, assim como Tarantino fez com os volumes de Kill Bill. E se brincar, de acordo com o código Tarantino, como todos os filmes de sua carreira. É tudo um só filme dividido em partes. Ainda não tive a experiência 3D, mas pelo que dizem as críticas vale a pena.

Dirigido por Frank Miller e Robert Rodriguez.
Elenco: Eva Green, Josh Brolin, Jessica Alba, Mickey Rourke, Rosario Dawson, Joseph Gordon Levitt, Ray Lyota, Christopher Lloyd, Lady Gaga.
Avaliação

Eu li duas ou três críticas sobre esse filme e parei por aí. Já aviso desde o início que não sou crítica profissional de cinema e vendo o quanto os que são se tornam chatos e cheios de mimimi eu nem penso em ser também.

Skyfall foi um grande presente de 50 anos à franquia de James Bond. O que esse filme mostrou e foi certo em fazê-lo, foi o amadurecimento do agente James Bond, tanto do personagem em si, na relação entre ele e sua chefe M (Judi Dench) quanto nas missões em que se envolve. É tanta tecnologia e modernização que pode não ser do agrado dos fãs clássicos desde Sean Connery, o que não desvaloriza o filme, os diálogos, o roteiro, a fotografia e a trilha sonora.

A tecnologia de ponta se mostra inicialmente e sutilmente com uma PPK 9mm que reconhece as digitais de Bond e um rádio localizador menor que um polegar dado de presente pelo novo Q (Ben Whishaw), que, para quem conhece a franquia, era aquele gênio que sempre presenteava Bond com brinquedinhos sofisticados e belos carros. E que antes era interpretado por atores mais de idade como Desmond Llewelyn, falecido em 1999 e substituído por John Cleese. Tudo amadureceu e modernizou tanto. que o novo Q (que não é mostrado, acredito que, desde 007 Um Novo Dia Para Morrer (2002), onde o James Bond ainda era interpretado por Pierce Brosnan), ressurge novamente e na pele de um ator mais jovem e "nerd", gênio dos computadores, uma coisa bem moderna.



Uma outra coisa que mais gostei no filme foram algumas ligações, que, claro, sempre têm referente à outros filmes de Bond, como quando Q fala "... Canetas explosivas? não fabricamos mais essas coisas". Essa caneta explosiva foi usada por um hacker chamado Boris em "007 Contra GoldenEye" e também a presença do belo Aston Martin DB5 que eu acredito ser um dos brinquedos de quatro rodas favoritos de James Bond.

Javier Bardem é Silva, o passado de M que, também como todo vilão, causa muitos problemas. Seria clichê se eu dissesse que Javier fez uma atuação digníssima? Sim, seria... porquê é o que ele faz sempre. Algo que gerou certa polêmica foi o caso da possível "bissexualidade" de Bond, quando o vilão Silva insinua algo a Bond sobre "Tudo ter a primeira vez" tocando-o e Bond dizer "O que te faz pensar que esta seria minha primeira vez?" Achei que foi uma poeira levantada sem necessidade, já vi diversos filmes policiais onde um agente, policial ou o que quer que fosse precisou se infiltrar em uma boate gay, se passando por um gay. Quem não garante que ele precisou se envolver com alguém do mesmo sexo para tirar informações. E se Bond realmente jogasse nos dois times? Acredito que isso seja totalmente irrelevante, acredito não, é irrelevante.


Daniel Craig é o Bond certo para o momento, não é a toa que renovam o ator a cada quantidade de filmes... Pierce Brosnan é meu favorito, mas será que ele ficaria bem em um Bond tão amadurecido, moderno e rodeado de tecnologia? Quem sabe. Ainda sendo dos meus favoritos, acredito que cada Bond tem seu tempo e Craig está perfeito para o papel, para a atualidade e na verdade até temo a próxima escolha. Um costume de fã de James Bond, que eu acredito acontecer com muitos é: Demoramos para nos adaptar à um novo Bond, e quando isso acontece mudam de ator.

A fotografia do filme é impecável, segue o mesmo clichê de todos os filmes de Bond. Um clichê que eu considero necessário e estranharia se não o tivesse mais. Mulheres lindas, pancadaria, mistério, bela trilha sonora, a sensualidade de Bond e cenas exageradas e absurdas com automóveis, perfeito... esse é James Bond. Sam Mendes fez um bom trabalho, dirigir um filme de 007. que possui uma legião de fãs fanáticos, críticos, alguns chatos e rigorosos. É um tanto grande a responsabilidade e ele soube dar conta. Sem Exageros em elogios, a trilogia com Craig é diferente sim de qualquer outra da franquia de 007. Ainda ouço críticas sobre o recente Bond ser loiro, que seja... ele está dando conta do recado. É um ótimo filme e que vale a pena ser visto no cinema.

Direção: Sam Mendes.
Elenco: Daniel Craig, Judi Dench, Javier Bardem