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Avaliação


Ângela é a última sobrevivente dos eventos ocorridos em Barcelona, resgatada do edifício por Gúzman (Paco Manzanedo) e Lucas (Críspulo Cabezas), agora é mantida em quarentena dentro de um barco petroleiro até garantir que a segurança dos outros no barco não está comprometida. Dr. Ricarte (Héctor Colomé), acreditando que Ângela tem sido o recipiente do vírus, tenta convencer a todos da ideia de que para desenvolver a cura é preciso abri-la no meio.

Pra quem leu minha resenha do antecessor deste filme onde falo sobre tomar voadora de dois pés na nuca, aquele filme foi só um tapa na orelha, voadora de dois pés na nuca foi esse último filme da franquia. Este definitivamente foi o maior baque, uma das maiores decepções da minha vida, até mais do que as da vida amorosa — pra você ver como a coisa foi feia — "REC - Apocalipse", o que uma pessoa entenderia por este título, tendo acompanhado ou não a franquia: Que a porra vai ficar louca, ou chegará perto de ficar. Não sei Balagueró e Plaza foram feitos para funcionar como um só na franquia, porque trabalhar individualmente não rolou, que talvez explique os dois catastróficos últimos filmes, caiu tão mal quanto um pastel estragado com pimenta cai num estômago vazio.

"[REC]² - Possuídos"

Eu esperei que esse filme fosse uma sequência alternativa do primeiro "Resident Evil" quando a Alice pega a shotgun e a imagem afasta mostrando a cidade no osso. Essa é minha ideia de Apocalipse. No final do segundo filme que antecede por sequência direta a este filme, mostra um flashback do primeiro filme quando Ângela é arrastada pela Menina Medeiros e recebe como recipiente puro o parasita que habitava a garota, a principal causa da epidemia que alastrou todo edifício em Barcelona. Ângela se comunica com uma a equipe qualificada que aguarda autorização de evacuação do Padre Owen, em sua voz e o filme se encerra lindamente.

 O que acontece com esta sequência de REC é que ela não acontece. Primeiro que Balagueró usou o pôster como atrativo de espectador, até a sinopse do filme nos sites é exagerada. Não tem nada de grande no filme, nem ao menos há indício de Apocalipse no filme. O elenco passa o filme inteiro preso em um barco sem rumo que foi jogado em alto mar — e sem botes salva-vidas para que não corressem o risco de conseguir voltar, porque além de toda palhaçada que citei ali em cima, o grupo de especialistas que quase sempre nos filmes ao invés de mostrar alguma sensatez, costumam ser os mais babacas e autodestrutivos do filme estão testando o vírus em outros seres vivos em uma ala de segurança máxima (pelo menos até um pedaço do filme). — Esse filme já não segue o subgênero "found footage", foi filmado à moda tradicional. Não possui nenhum atrativo, a não ser, por pouco, o ponto principal da trama, que foi tão mal desenrolado, cheio de clichês mal introduzidos (isso que em um dos filmes anteriores chega a fazer até falta) que acabou não funcionando.


O final deixou no ar uma continuação que possa vir a acontecer ou não — Torço eu para que sim e ao mesmo tempo, para que não pois assassinaram a franquia de tal forma, que uma mordida de um infectado não deve doer tanto quanto doeu meu coração quando vi esse filme — No final das costas o filme parece mais drama do que filme de terror, porque o foco agora é salvar a pobre Ângela do Dr. Ricarte e seus amigões. A verdade é que os zumbis mal aparecem, o filme é estupidamente entediante, as pessoas falam demais, é uma total encheção de linguiça. E foi o que eu falei, Paco e Balagueró não funcionam trabalhando sozinhos. Foi o que deu uma esperancinha na continuação, quem sabe os dois trabalhando juntos não recupera a qualidade da franquia 
— O que eu duvido muito. — Esse filme é um total desperdício de dinheiro e de tempo. A única coisa que valeu em tudo foi ver a linda da Manuela, porque de resto. 

Encerrem o caso...

Dirigido por Jaume Balagueró

Avaliação
Battlefield 4 é um jogo FPS do gênero "Guerra" desenvolvido pela EA Games em 2014. Disponíveis para PS3, Xbox 360, PC e versões remasterizadas para PS4 e Xbox One. Lembro que comprei esse jogo logo na época do lançamento. Estava toda serelepe quando cheguei para jogar e "tarã" o jogo exigiu a memória interna do Xbox para rodar. Está intacto até hoje. Dá vontade de chorar quando lembro disso. Então recentemente tive oportunidade de jogar no meu melhor amigo. Ele já havia finalizado e me recomendou. Eu me surpreendi com a trilha sonora, a história, o linguajar popular e gráficos.

Duração das Campanhas
Um ponto que é bastante criticado mas é de se levar em consideração, é a duração das campanhas. COD: MW3, Spec Ops: The Line, o próprio Battlefield. As campanhas estão cada vez mais curtas. —Acho que o game de FPS de guerra mais longo que já joguei foi "Black" no Playstation 2, mas o jogo é impecável, está na lista dos melhores até hoje — Mas será que isso é um ponto negativo? Veja bem, a gente acaba sim se envolvendo ao extremo com o jogo todo em si. E quanto mais a gente gosta, mais queremos jogar, mas aí o jogo acaba e você fica com cara de paisagem. Esse nosso capricho inconsciente de gostar de um jogo e querer que ele dure, não sei, talvez por toda eternidade precisa ser levado em consideração pelos próprios jogadores. Na primeira vez a gente joga empolgado e quando acaba fica perdido na vida, isso é normal. Mas e se de repente o jogo não for tão bom e ser prolongado possa vir a se tornar um defeito? Como, "Nossa, a história é legal mas é muito longo". E o principal, bons games precisam ser como boas séries: Acabar na hora certa. Se fecharem no auge, pra deixar a tal da boa impressão, da satisfação. Uma boa trama tem começo, meio e fim. E é isso que está fazendo com que as campanhas dos games de guerra estejam sendo tão curtos ultimamente. Elas têm o desenvolvimento necessário para que você goste, vicie e jogue de novo. Estratégia do próprio mercado. Você já parou pra pensar que na primeira vez possa ser empolgante mas que na segunda já não? Antigamente nós ligávamos os videogame, jogávamos e ponto. Hoje em dia o gamer tem objetivos. Tem conquistas e troféus a liberar. Tem jogos para platinar. E isso indiscutivelmente acaba exigindo que o jogo seja finalizado mais de uma vez e em níveis de dificuldades diferentes. Ou para alternar caminhos ou escolhas que venham a liberar troféus diferentes. Sendo muito longo o jogo, você admitindo ou não, vai acabar se cansando e enjoando uma hora. E acredite, os desenvolvedores não querem que você enjoe rápido dos jogos deles.

Campanha
É muito bacana pra quem acompanha jogos do gênero "Guerra" desde Spec Ops: Ranger Elite (2001) do PSOne, onde o personagem era como um robô jogado em missões sem nenhum conhecimento, localização, históra. Equipado só de suas armas e objetivos. Era quase "Segura na mão de Deus e vai" ver o que tem sido o resultado das campanhas ultimamente. Hoje, velho e barbado.

Como não joguei o Battlefield 3, somente este, não tenho muito o que comparar e comentar o seguimento da história. Battlefield 4 se passa em 2020, seis anos após os acontecimentos do anterior A China está prestes a entrar em guerra. Rússia e Estados Unidos estão se peitando. Se o Seu Chang — Tiozinho do caramba esse — conseguir tirar o governo atual do poder,  Rússia terá apoio total dos chineses na guerra, aí você já imagina a treta.

O jogador controla Recker, um dos membros do "Grupo de Combate 'Tombstone'". Ao lado do líder, Dunn; o segundo em comando, Irish"; e o médico de campo "Pac". Logo no início, juntam-se à Tombstone o agente da CIA Laszlo W. Kovic e a agente dos serviços secretos chineses "Hannah".


Comunicação
A interação dos personagens é especifica e necessária. Você tem instrução e consolo de seus colegas de combate. As emoções e tensões também são divididas. Uma escolha ou perda afeta todo o time. E eu aprecio muito isso nas tramas. Se tiverem que mandar dez vezes você fazer um caminho ou pegar uma arma, eles fazem. E, bom, se tiverem que mandar você tomar no cu, também. O enredo de BF4 conta com um linguajar popular bem interessante. O próprio sargento Irish é prova disso . A cada dez palavras, 20 são de baixo calão. A Major Greenland também não me deixa mentir. Isso é legal, tá? Não estou falando mal não, porra.

Ponto negativo da comunicação: Sua forma de entendimento da história é por conta dos diálogos dos personagens. Mas Recker pouco se envolve nesses diálogos. Ele recebe ordens, os próprios personagens falam bastante com ele, mas ele é meio caladão, sabe? Não fala muito. Isso soou ruim, pois parece que estou bugada, fora de jogo, presa. Chega a incomodar. Você se sente num mundo paralelo dos que estão os caras.

Jogabilidade
Como tive aquele pequeno imprevisto com meu BF4 do Xbox 360, não tive a oportunidade de testar pelo Joystick da Microsoft, teve de ser no da Sony mesmo, PS3. Ainda que você nunca tenha jogado, o game oferece uma rápida e fácil adaptação de comandos. Você não precisa finalizar o jogo dez vezes para se habituar ao manuseio do personagem. Ou morrer tantas vezes de forma estúpida jogando uma granada no próprio pé porque não achou o botão que troca arma e saiu apertando todos botões do joystick.

Como membro da Trombstone você pode dar o comando para que sua equipe elimine os alvos marcados pelo binóculo de zoom óptico. E você ganha pontos por isso, pontos que interferem nas armas exclusivas que são liberadas na missão, medalhas...troféus e etc.

O cenário e os gráficos são bastante agradáveis. O jogo ainda possui leves bugs, como por exemplo: um carro explode mas continua lá intacto, um soldado quando cai morto fica metade de um lado da parede e metade do outro. Nada que interfira na qualidade do jogo.

Multiplayer
Este é um dos Multiplayers mais impecáveis que joguei nos últimos tempos. Além de não ter tantos bugs, os diversos modos de jogo, a forma de interação e comunicação de time. Você pode ressuscitar colegas de time, ajudar com kit médico, avisar sobre posicionamento de inimigo, fora os tiros duplos e triplos. Super recomendo.

Desenvolvido pela EA Digital Illusions CE.




Uma das trilogias mais bem encerradas já vista. O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos foi o último filme da trilogia dirigido por Peter Jackson. Falando em Peter Jackson, já rebobinaram essa fita aí, que é a filmografia do Jackson? Pra quem pegou o que estou dizendo, dá pra acreditar que um cara que dirigiu seis filmes - muito bem dirigidos por sinal porque apontar defeito em filme é fácil para o espectador, a gente nunca se coloca no lugar de quem esta escrevendo um roteiro, dirigindo e produzindo um filme -. E honestamente, não sei se outra pessoa teria feito tão bem o que o Jackson fez com as obras do J. R. R. Tolkien. Agora, aproveitando aqui a filmografia do Jackson, já viram os "Trash" dele? "Fome Animal", "Bad Taste" e até "Os Espíritos" que passava muito no SBT. E que às vezes você adora mas nem sabia o nome e quem dirigiu. "Fome Animal" e "Bad Taste" são praticamente os melhores trash da história. Esbarrando ali com "Evil Dead" do Sam Raimi. Agora, é tudo dirigido pelo Sr. Jackson. É interessante você analisar o que se passa na cabeça de um cineasta. Porque são temas extremamente diferentes e que ainda sim conseguiram ser bem desenvolvidos por uma única mente. Peter Jackson é um monstro, gente. Reconheçam isso antes que seja tarde, pelo amor de Deus.

Sabe quando você começa um caderno de escola? A gente começa no maior capricho com cores, letra bonita e tudo mais. Aí quando vai ver, no meio do ano o caderno já está um lixo? Ou qualquer outro projeto que a gente se empolga em começar mas de repente dá preguiça e a gente começa a arrastar a obra e fazer de qualquer jeito? Então, vamos para duas opiniões minhas dentro de uma só. Primeiro, não estou querendo dizer que o Peter Jackson fez com a trilogia de Hobbit o que eu fazia com meus cadernos na escola, longe disso. Mas na verdade foi o que muita gente entendeu, sabe? Que a trilogia decaiu de tal forma, igual o capricho com meu caderno na época da escola. A Batalha dos Cinco Exércitos no livro, gente, é descrito em praticamente três folhas, TRÊS FOLHAS. O filme foi meio precoce? Foi sim, bastante. Foi tudo muito corrido. Foi como fazer um trabalho de escola que foi dado há um mês atrás, uma aula antes da que ele deverá ser entregue e apresentado. Olha bem as colocações horrendas que estou usando. É pra criticar o Peter? Óbvio que não. É pra entender a diferença entre "encher linguiça", "relaxo" e "correria". Peter tinha que fazer um filme no nível dos outros dois e praticamente dentro de uma mesma duração. Ainda assim foi considerado o mais fraco da trilogia e o menos longo dos três. 


Infelizmente os cinemas no Brasil estão tirando o direito do espectador assistir a um filme no idioma original. E rolam diversas discussões sobre isso. A preguiça nata do brasileiro de ler. A apreciação particular e valorização pela nossa dublagem e mais diversas. Ainda assim, minha opinião sempre será a mesma. Eu quero ter o direito de pagar para ver um filme e poder escolher pela dublagem ou o idioma original, sem que ver dublado seja uma obrigação. Hobbit é uma obra que eu gostaria de ter conseguido ver em seu idioma original, mas né? Não foi possível. Conferi no em 3D no UCI. E meus amigos, que impecável o 3D do Peter Jackson, que isso? O "duelo" entre a Rainha Galadriel e Sauron foi de tirar o fôlego, a roupa e tudo o que tinha direito. 

O diálogo "Olho no Olho" entre Bard e Smaug logo no início quando Smaug foge para a terra dos homens para destruí-la é de tensão total, porém, é tudo muito acelerado.O filme todo parece que o elenco tem compromisso depois do filme, por isso é tão acelerado. Foi tudo muito corrido como disse, mas não tinha como ser de outra maneira. Ou talvez tivesse como. Peter Jackson fez uma correria pra não encher tanta linguiça e não relaxar tanto com o filme, o que acho. A entrada de cada exército. Elfos, Anões, Orcs mereciam aplausos, dava frio na barriga, arrancava lágrimas. Mas será que era o suficiente? Jackson é bom com 3D, trilha sonora, produtores e também é um grande marqueteiro. Um grande atendente das Lojas Americanas, da Saraiva, se assim posso brincar. Desde "O Senhor dos Anéis", Jackson gosta de deixar furos nas versões que vão para o cinema, para mais tarde atrair os escravos (fãs) a comprar suas versões estendidas em DVD's e Blu-rays. 

O romance de Tauriel e Kili foi um tanto quanto chato, falando claro assim, durante os dois últimos filmes. A Desolação de Smaug e A Batalha Dos Cinco Exércitos. "Nossa, Dani, como você é chata" Eu sou. O romance dentro do mundo cinematográfico possui um lugar reservado só para ele. Infelizmente, não é em excesso dentro de filmes sobre a Terra Média e nem em filmes de super-herói. Se um filme se enquadrar no gênero romance então deve haver romance. Exagerado ou não, pouco ou muito. De chorar ou de morrer. Caso contrário, NÃO. 

Lee Pace é Thranduil, pai do jovem Legolas. Que depois de tanto showzinho acaba cedendo às fraquezas humanas ao final do longa. É o meu personagem quase que favorito depois de Gandalf. 

Os efeitos visuais das adaptações de J. R. R. Tolkien por Peter Jackson é de uma exuberância indiscutível, principalmente em 3D. E olha que eu não sou fã de 3D. A trilha sonora do filme também é magnífica. No que pecou Jackson, digamos assim foi todo essa sensação de pressa em tudo. Não chega a ser irrelevante, juntando com os furos ainda, acaba evidenciando ainda mais. O que não desvalorizou de maneira nenhuma a obra. 

Dirigido por Peter Jackson.
Para quem me conhece, sabe que sempre que posso me meto numa sessão com filmes Found Footage. E levando em consideração a merreca viciosa sem fim que vem saindo de filmes deste subgênero ultimamente, este é um filme ao qual devo o mínimo de consideração. The Taking of Deborah Logan é um provável lançamento desconhecido do qual você vai achar nos melhores e mais raros sites de download. E principalmente se forem voltados para filmes de Terror. Hoje foi um dia ao qual me dei ao luxo de pegar um filme aleatoriamente. E devo agradecer, inclusive, ao ScaryTorrent, uma de minhas fontes favoritas de filmes de terror, que disponibilizou recentemente este filme e acabou me dando uma madrugada divertida e aterrorizante.
Deborah Logan está no primeiro estágio do Alzheimer e concordou em documentar seu cotidiano ao lado de sua filha para uma tese de doutorado sobre essa doença. Acontece que no decorrer dos dias, Deborah começa a apresentar comportamentos e reações não relacionadas à doença. 

Para quem assistiu "The Borderlands", dirigido por Elliot Goldner,  também do mesmo subgênero, e quem talvez tenha gostado, vai entender que, um filme como este corre o risco de ser considerado RUIM, dependendo de como interprado. Não adianta falar "ai, não tenho medo", "ai. não gosto". Pra você ter uma ideia, um bom filme de terror visto à luz do dia, já pode deixar de ser bom, falo sério.  

Este é um filme que valoriza todos os melhores e mais importantes pontos dos filmes terror e sem exageros. Os malditos sótãos, barulhos, gritos, auto mutilação, luzes apagando, suspense. Além de ter referências claras e óbvias de clássicos como"A Bruxa de Blair" e "Atividade Paranormal". Ah, clichê (MAS FICOU BOM). O elenco é cativante e não muito conhecido. Eu gosto de filmes de terror com caras novas. Além do pessoal ser bastante envolvido. A atriz Anne Ramsay, por exemplo, que interpreta Sarah Logan é uma espontaneidade em pessoa. Não é o melhor filme de terror do mundo, mas vale a pena ser visto com carinho. Ele é assustador sim, o desfecho é bom e vale a pena ser conferido.

Dirigido por Adam Robitel
Elenco: Jill Larson, Anne Ramsay, Michelle Ang, Ryan Cutrona e Brett Gentile
Avaliação
Sin City é uma série de quadrinhos escrita e desenhada por Frank Miller (Os 300 de Esparta; Batman: Ano Um). "A Dama Fatal" foi baseada na HQ de mesmo título lançado em 1993, a segunda história em Sin City. Muitas contadas de forma não cronológica (algumas inéditas), explicando o "retorno" de alguns personagens. E mesmo após nove anos do lançamento de "Cidade do Pecado", Frank Miller e Robert Rodriguez conseguiram manter o mesmo ritmo em roteiro e arte.
Este filme foi considerado por muitos um filme machista, devido a exaltação do uso da mulher como objeto sexual, tanto pelos homens, como por elas mesmas. O papel de Eva Green destaca bastante isso.

Sempre que vou assistir um filme, acabo dando uma espiada no Filmow para bisbilhotar a opinião de alguns espectadores, mas ainda bem que não faço isso cegamente, porque senão. O que despertou meu maior interesse em assistir a sequência, além da qualidade do primeiro, além das HQ's, além do Miller e do Rodriguez, foi Eva Green, uma atriz que está no topo do meu ranking de estrelas do cinema que me encantam já não é de agora.


Green é Ava Lord, A Dama Fatal que compõe esta nova sequência de Sin City, uma mulher exuberante e dissimulada que não desperdiça uma oportunidade em usar suas curvas para fazer com que os homens se tornem escravos de sua beleza e sensualidade. Um deles é Dwight, interpretado por Josh Brolin, e que não deixou a desejar na substituição de Clive Owen, (embora eu ainda quisesse o Clive no papel). Dwight aparece fazendo um papel de detetive de maridos que traem esposas, pegando Ray Liotta no flagra com uma das garotas de Old Town. Depois de receber uma ligação de Ava suplicando pela sua presença para que a ajudasse a se livrar do marido "psicopata".

Para quem já acompanha a carreira de Eva Green desde "Os Sonhadores", "Sentidos do Amor", "300: A Ascensão do Império", percebe-se claramente que ela não tem absolutamente nenhum problema com nudez, muito pelo contrário, sempre faz dá um jeitinho de privilegiar os fãs nem que seja com uma manta quase transparente ou que marque o suficiente para instigar a imaginação do espectador. Em Sin City não é diferente, mais da metade de suas aparições são nuas, mesmo que coberta de maneira artística e sensual pelas sombras, tendo seu corpo desenhado e encoberto pelo vapor de um banho contemplante na banheira ao ar livre. Ainda por cima, fazendo papel de mulheres bastante autoritárias e manipuladoras. E eu adoro.
Mickey Rourke está de volta (embora ele ainda não tenha ido, de acordo com a cronologia) no papel de Marv, o brutamonte de coração mole que quebra pescoços com piscadas. Marv é protagonista de Just Another Saturday Night, mais uma noite cinza e mórbida nas ruas de Basin City, na vida de Marv. Este é um momento reflexivo na vida do grandalhão dentro da espelunca de Kadie's Club, onde já não se lembra mais onde conseguiu suas feridas, suas marcas, suas roupas. Pra quem lembra daquele gostosão que marcou a vida sexual dos seus pais com "Nove Semanas e Meia de Amor" e depois fez várias plásticas e passou a ser uma figura assustadora dos cinemas, não por questão de beleza, mas por ter assumido uma aparência realmente mais ameaçadora, tanto é que isso foi se refletido em seus papéis futuros como "O Lutador" e "Os Mercenários" ao lado de um monte de brucutu. Devo admitir que dos filmes que já vi, Marv tem sido o papel mais querido de Rourke pra mim.
The Long Bad Night é a intitulada história inédita que tem como protagonista Johnny, interpretado por Joseph Gordon-Levitt que tem ganhado meu mérito há alguns anos com alguns papéis relevantes no cinema. Johnny é o que podemos chamar de "rato de cassino" possuindo uma imensa sorte e dote para jogos de azar. Johnny é (não fica claro se legítimo ou não) filho do Senador Roark, o manda chuva de Basin City. Depois de penetrar os fundos de Kadie's Club, Johnny se senta com Roark e seus colegas para uma partida de poker. E nem ele e nem eu pensamos que ganhar essa partida de poker fosse trazer tantos problemas.

O filme ainda conta com algumas rápidas, porém relevantes participações como: Christopher Lloyd, o querido Dr. Emmett de "De Volta para o Futuro"e Uncle Fester da "Família Addams". Alexa Vega, a baixinha durona Carmen Cortez de "Pequenos Espiões" que está agora maior gostosona e dá duas reboladas no palco pra gente lembrar disso. E Lady Gaga, a Mother Monster gatíssima no papel da garçonete Bertha.

Jessica Alba tendo mais uma oportunidade em sua carreira de tentar ofuscar o fracasso de "Quarteto Fantástico". E se parar pra pensar, é uma grande remessa de atores nesse meio que está podendo fazer o mesmo com as daninhas cinematográficas.

Em "Cidade do Pecado", Nancy havia sido salva pelo detetive Hartigan, interpretada pelo Bruce Willis, (que não perdeu o carisma e parece não ter desencarnado do personagem) quando criança. E acabou criando um vínculo emocional e sentimental com ele. Já na fase adulta, ainda tinha aquela imagem de menina doce, sedutora e intocável e sempre a mais desejada pelos homens. Em "A Dama Fatal" o nível de desejo pela moça é elevado ao extremo, como se ela fosse a única mulher ali, como se não houvesse mais nenhuma bunda ou par de seios roçando no seu ombro quando fosse te servir a cerveja, Nancy é a atração principal do Kadie's, muitos homens estão ali somente para vê-la. E ela não economiza no rebolado, na esticada, na instigada. Não estou falando que ela não é sensual ou sexy, ora essa. Mas ela não é aparentemente todo esse objeto de desejo que é mostrado no volume da calça dos clientes da Kadie's Club.

Não é culpa da atriz, apenas superestimaram a personagem neste filme, para a atriz que a interpreta, até ela mesmo fez isso. Inclusive, se já não bastasse, acabou por afrouxar o desfecho que podia ter sido incrível nesta sequência.  Nancy está assombrada pela morte de Hartigan e atordoada pela sua ausência, seguindo o caminho sem volta da paranoia e fazendo a curva pela obsessão, derrapando no álcool. Senador Roark é seu alvo, e se eu fosse ele, gostaria de ser o alvo de qualquer outra pessoa, só pra ver o meu fim ter um pouco mais de graça.


O filme foi ao nível das minhas expectativas. E olha que eu ando com medo de criar expectativas com filmes ultimamente. Vamos ver "A Dama Fatal" não como uma sequência cheia de mesmice de "Cidade do Pecado', mas como uma só película, assim como Tarantino fez com os volumes de Kill Bill. E se brincar, de acordo com o código Tarantino, como todos os filmes de sua carreira. É tudo um só filme dividido em partes. Ainda não tive a experiência 3D, mas pelo que dizem as críticas vale a pena.

Dirigido por Frank Miller e Robert Rodriguez.
Elenco: Eva Green, Josh Brolin, Jessica Alba, Mickey Rourke, Rosario Dawson, Joseph Gordon Levitt, Ray Lyota, Christopher Lloyd, Lady Gaga.
20 anos de Pulp Fiction
(Por: Danielle Salim
Avaliação
O primeiro filme de Tarantino que assisti foi "Um Drink no Inferno" dirigido por Robert Rodriguez. Tarantino foi responsável pelo roteiro e o filme também conta com sua presença como Richard Gecko. Foi amor à primeira vista. Eu tinha 8 anos e me sentia a namoradinha de um bandido estuprador que virou vampiro. Esse amor platônico desencadeou uma incrível sessão Tarantino, quando aprendi então a fazer uso da internet. Em 1992 Tarantino entrou no mundo do cinema com Cães de Aluguel, a entrada oficial mais incrível de um cineasta nos cinemas. Em 1994 veio com Pulp Fiction, assisti este filme faz uns dois anos e até hoje estou sob o efeito causado pelo mesmo.

Em Pulp Fiction, Taranta nos conta a história de três importantes encarregados de Marsellus Wallace. Dois engravatados de confiança e um boxeador em fim de carreira. Após Honey Bunny e Pumpkin decidirem assaltar a lanchonete e os créditos iniciais se passarem ao som de "Misirlou" temos a primeira história  que tem como principal: Vincent Vega, interpretado por John Travolta, o bonitão foi encarregado pelo chefão (Marsellus Wallace) para levar sua esposa Mia Wallace interpretada por Uma Thurman para se divertir, esta é a ordem. Em parceria com Jules Winnfield interpretado por Samuel L. Jackson, ambos estão para seguindo para uma missão dada pelo chefe. E não seguindo habitualmente aquele climão tenso pré matança dos filmes, Vincent e Jules seguem tranquilamente discutindo sobre a tarefa de Vincent em Levar a mulher do chefe pra se divertir e o nível de intimidade que existe em massagear os pés de uma mulher. A segunda história já em desencaixe cronológico tem como personagem principal o Boxeador Butch, interpretado por Bruce Willis, que foi pago pelo chefe (aquele, o Marsellus) para perder uma luta. A terceira e última história é voltada para Jules Winnfield e sua decisão em deixar a vida bandida após um "milagre"e um acidente ocorrido no banco de trás do seu carro.

A primeira vez que vi o filme, estava dividido em duas partes, eu acabei assistindo a parte 2 antes da parte 1 e depois eu fui assistir novamente na ordem certa, ainda assim acabou sendo divertido, já que a própria história não segue a cronologia correta, embora se entrecruzem. Tarantino em sua genialidade ilimitada nos presenteia não só com um belo roteiro, mas também com diálogos incríveis, sutis e peculiares. Cada palavra, cada frase conecta você ainda mais com as histórias e como de Tarantino, sempre com referências tanto às suas obras anteriores a esta como as que ainda estariam para estrear, de acordo com o Código Tarantino. Três personagens principais diferentes, um mesmo chefe. Este com certeza é uma das mais aprofundadas histórias do mundo mafioso e do tráfico. Onde drogas, sexo e morte são retratados com naturalidade e humor negro.

A trilha sonora foi muito bem escolhida, cada música especial para a cena, o momento, o personagem e sua personalidade. Pulp Fiction foi indicado a nada mais nada menos que seis Oscars, tendo levado Melhor Roteiro Original. É um filme que com certeza não foi feito para o público tradicional do cinema. Embora seja um dos ícones Cults e um marco na carreira do Tarantino, rotulado como sua obra prima, Pulp Fiction é sua mostra do que Tarantino é capaz de fazer com o que conhece sobre cinema. E mostra que até mesmo os maiores bandidos de alma suja podem ter princípios e classe.

Dirigido por Quentin Tarantino
Elenco: John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Bruce Willis e Ving Rhames.

'CULT' PODE TAMBÉM SER 'POP'
( Por: Mestre Ryu Kanzuki )
Avaliação
Desde sua pré-estreia em Cannes, Pulp Fiction chocou e encantou plateias e críticos. A obra realizou o desejo de seu criador: Quentin Tarantino. "...Eu faço filmes que as dividem" assim conclui o diretor.
Eu, nos meus 10/ 11 anos de idade e mesmo não conhecendo muito sobre alguns grande nomes das décadas de 80 e 70, me sentia curioso com aquele elenco estelar na capa do VHS: John Travolta (Vicent Vega), Samuel L. Jackson (Jules Winnfield), Uma Thurman (Mia Wallace), Bruce Willis (Butch Coolidge), Harvey Keitel (Winston Wolf), Ving Rhames (Marsellus Wallace), Tim Roth (Pumpkin), Amanda Plummer (Yolanda/ Honey Bunny), ChristopherWalken (Capitão Koons), Eric Stolz (Lance) e Rosanna Arquette (Jody). Ufa! Sim! Um elenco que se pode dizer: estelar com todas as forças.
Entre nomes que se tornariam uma revelação (eu disse.. Uma.. Thurman? Isso virou até brincadeira por parte de David Latterman quando apresentou o Oscar 95), haviam também astros que algum dia almejaram sucessos e naquele período estavam em decadência (John Travolta e Bruce Willis que o digam).
É difícil categorizar Pulp Fiction em um único gênero. Quentin Tarantino é polêmico como sua obra, e como um bom ex-dono de uma locadora de filmes, ele certamente conhece gêneros e simplesmente condena arduamente quem o categoriza como um filme de Drama. Por se tratar de uma série de eventos envolvendo cotidiano, Pulp Fiction envolve romance policial, humor negro, um pouco de ação e algum suspense. Por se tratar de uma série de elementos inevitáveis em nossa vida, considero este um tipo sofisticado de drama.
Como não se trata de um drama comum, sua narrativa envolve sucessivos diálogos que o sustentam de uma maneira bastante humana - nem sempre teatral. Ainda que por vezes se trate de elementos ficcionais dentro de sua personalidade cinematográfica, a genialidade como elas são encaixadas e desenvolvidas tornam os seus personagens ainda mais complexos em uma trama cheia de conteúdo para se discutir - sem contar também as referências à cultura pop.
O gênero Faroeste envolve diversos temas e interações de cenário -  grande inspiração de Tarantino em suas obras - sem deixar de lado o drama (este que também é lido como um cotidiano dentro de algum evento histórico - ficcional ou não). O que Tarantino faz é atualizar esse tipo de gênero para os tempos modernos, alternando entre situações reais e ficcionais de maneira única.
Como Vincent Vega, John Travolta (que amargurou fracassos após Olha Quem Está Falando em 1990) volta ao estrelato de maneira digna. Travolta retrata o seu personagem como assassino profissional com algumas "crises de ansiedade" (alguns cacoetes nas expressões próximas ao nariz) e ainda relembra os seus tempos de "Tony Manero" como dançarino. Samuel L. Jackson se revela como um intelectual parceiro de Vincent e é dono dos melhores (entre tantos outros) diálogos épicos do filme. Suas falas pseudo-religiosas (ao menos na realidade) chegam a ser tão convincentes que podemos acreditar que Jules poderia se tornar um legítimo testemunho de Jeová.
Se religiosidade é tratada de uma forma original na narrativa, nesse ponto, a relação entre Vega e Mia (Thurman) tem uma semelhança a passagem dos 10 Mandamentos referente a "Não Cobiçaras a Mulher do Próximo". Vincent, por lealdade ao chefão Marcellus (Rhames) precisa se guiar a risca, pelos ossos do ofício (ao menos, na imaginação, é difícil se distanciar dos sentimentos e dos desejos da carne).
Mostrando a que veio ao público e os acomodando com um amontoado de situações verborrágicas, a trama ganha os seus momentos de adrenalina ao lidar com a situação do "Relógio de Ouro" de Butch (Willis). É aonde Pulp Fiction ganha as suas vestimentas do gênero Ação (como era distribuído desde os tempos de VHS nas locadoras).
Com um bem conduzido trabalho de aprofundamento dos personagens, mesmo aqueles em seus curtos momentos em tela ganham importância, a relação e a interação entre personagens é tão fascinante que situações aparentemente não importantes se encontram em um gancho de interesse. Como a tradução literal do 'Pulp', o expectador se envolve com a brilhante relação entre protagonistas de histórias distintas que se encontram em um mesmo filme - sem necessariamente criar uma série de eventos cinematográficos para isso. O trabalho ousado só é modesto apenas em seu final.
A narrativa é descrita como Não-Linear (característica marcada pelo clássico mor "Cidadão Kane"), algo pouco habitual e que se torna um elemento bem curioso a ponto de parecer confuso se passar despercebido na construção das histórias (escritas de forma distintas por Tarantino e co-roteirizado por Roger Avary) - aonde só o meio é aparentemente linear (com passagens regulares).
Há uma inversão de situações para efeitos de fuga dos clichês, algo justo. Isso sem contar que nesse universo criativo, Tarantino se diverte com eventos cronológicos em seus trabalhos. Não é necessário assistir às outras obras do diretor para compreender Pulp Fiction, mas chega a ser fascinante pesquisar e relacionar esses cruzamentos.
Ignorado por grandes distribuidoras (Columbia Tristar mandou um oi) e aceito por uma pequena e independente Miramax, foi vaiado e elogiado entre os expectadores (mais uma vez em Cannes) mas Tarantino encontrou o lugar justo ao sol para a sua criação de apenas U$$ 8 Milhões.
Pulp Fiction concorreu ao Oscar 95 em uma época onde a premiação ainda não costumava se aproximar de filmes independentes (a exceção começou em 2006, com Crash: No Limite). Perdeu a categoria de Melhor Filme para o sensível Forrest Gump: O Contador de Histórias (páreo duro) mas faturou o prêmio justo de Melhor Roteiro Original, o nosso Punho Dourado pelo Conjunto da Obra (roteiro, atores e direção, tudo muito bem redondo) e o status digníssimo de "Cult Pop", se tornando não só um exemplo influente para o cinema como também para outras mídias. Provando que filmes baratos podem ser sim cultuados, amados ou venerados como as grandes produções.
A épica trilha sonora saiu comercialmente em duas versões: 'Music from the Motion Picture Pulp Fiction' lançada em 1994 e outra em 2002 como 'Pulp Fiction: Collector's Edition' em dois discos com 5 novas faixas entre elas uma entrevista com Quentin Tarantino. Curiosamente, Tarantino não utilizou faixas instrumentais exclusivas para o filme. Todas as músicas utilizadas são de clássicos perdidos entre os anos 60 e 70. O estilo 'surf music' cai muito bem como música tema,
acrescentando mais substância ao personalizar a atmosfera sofisticada da narrativa.
A edição remasterizada exibida pelo "Clássicos Cinemark", em Junho, trouxe uma atualização visual impressionante para o estilo de fotografia com grãos reduzidos dos anos 50 originalmente filmada por Tarantino. As legendas substituem o subtítulo "Tempo de Violência" por "Tempos Violentos" e não traz o título 'Pulp Fiction'. Até aí tudo bem, o problema é que há alguns erros de tradução (ex: 'pra' virou 'prá'). As legendas também reduziram alguns palavrões, as descrições da carteira de Jules foram traduzidas como "Maldito Desgraçado"  da descrição original 'Bad Mutherfucker' (Filho da Puta Mal).











Avaliação

A primeira aparição das TMNT foram nos quadrinhos em 1984, criadas por Kevin Eastman e Peter Liard, cuja história possui forte influência do Demolidor, à partir de Frank Miller. Lembra do acidente com o caminhão que acabou cegando Matt Murdock devido à um material químico que atingiu o seu rosto? Esta substância radioativa é conhecida como Ooze e foi a mesma que atingiu as pequenas tartarugas que, como na história, estavam no mesmo local do acidente e acabaram caindo no esgoto. O Mestre Splinter ainda era só um rato quando fugiu para os esgotos depois de um ocorrido e encontrou as tartaruguinhas. E foi aí que ele entrou em contato direto com o material químico.

As Tartarugas Mutantes Ninja foi dirigido por Jonathan Liesbeman. E mesmo que não tenha sido pelo Michael Bay, só de seu nome aparecer como produtor já foi o suficiente para muitos cuspirem no filme sem nem ao menos se dar o trabalho de ver o trailer. Neste novo longa, temos uma mistura dos quadrinhos, com as animações, seriados e os filmes. Não há porque esperar um roteiro extraordinário, até porque não precisaria. Ainda que atraia o público Old-School na esperança de ter bons e nostálgicos momentos com esses simpáticos grandalhões, este filme foi visivelmente feito para quem está chegando agora. O que não impossibilita o divertimento dos mais marmanjos.

April O'Neil faz a jornalista gostosona tirada de incompetente e insuficiente que está cansada de transmitir reportagens que só a Solange Frazão assistiria. Aproveitando um ataque do Clã do Pé na cidade de Nova Iorque, a bonitona tenta ir mais a fundo nestes fatos em busca de uma nova matéria que possa te tirar dessa ridícula. Ao retornar ao local do ataque em busca de complementos para a matéria, April presencia um novo ataque do Clã, que para sua surpresa foi impedido por vigilantes misteriosos que até então, nenhum nova-iorquinho sabia da existência.

A Megan Fox pode ser a fantasia sexual de muitas pessoas, mas não chega a ser a atriz favorita de todo mundo. Ela mesmo reconhece sua inexpressividade. Neste novo longa, não que ela esteja uma Meryl Streep (até porque isso é impossível para qualquer outra atriz) mas ela se saiu bem mais espontânea do que em suas outras atuações. E eu acho legal levar isso em consideração. 

A trilha sonora conta com a composição de Tyler Bates e influencia bastante na ação do filme, que por si só já são legais o bastante. O que peca no filme foi o foco voltado para a O'Neil e não para as tartarugas. Tirando isso, o humor e a ação vem na dose certa.

Dirigido por Jonathan Liebesman.
Elenco: Megan Fox, Johnny Knoxville, Whoopi Goldberg.
Avaliação

A primeira aparição de Malévola foi em 1959 em A Bela Adormecida, também uma animação Disney. Devido à atmosfera sombria que a vilã trouxe ao conto de fadas, veio a tornar-se uma das mais queridas do mundo Disney. "Maleficent" faturou somente em sua estréia R$ 12 milhões. E as críticas andam bem divididas.

A versão Disney que conhecemos de 1959 mostra inicialmente o batizado da pequena Aurora, onde as três fadas aparecem para lhe dar seus dons, quando Malévola aparece como a agricultora da discórdia em meio às chamas esverdeadas e sem nenhum motivo aparente a não ser causar, por não ter sido convidada para a celebração do nascimento da princesa, amaldiçoando a criança e selando sua juventude à morte. "Ela crescerá certamente no graça e na beleza. Mas antes que o sol se ponha em seu décimo sexto aniversário, picará seu dedo no fuso de uma roca... e morrerá!" O rei Stefan ordena que destruam todas as rocas e compromete as fadas Flora, Fauna e Primavera a responsabilizar-se pela segurança de Aurora em uma cabana isolada na floresta. Ela cresce, se torna uma jovem de aparência bastante madura e sensual para uma menina e 16 anos. Ela atrai através de seu canto o príncipe Phillip, se apaixonam... Aurora é decepcionada pela decisão das fadas de retornar ao reino. Acontece toda a desgraça. Phillip derrota Malévola. E... ufa! Este é um resumo de 1959.

O que Stromberg fez? Brincou um pouco com o público infantil e até mesmo o adulto. Por quê Malévola não foi convidada para a celebração de Aurora em 1959? Por quê ela amaldiçoou a menina? Por quê essa rincha com a família real? Bruxa má... Bruxa não, uma fada! Amargurada, traída e usada para caprichos do homem. Uma criatura corrompida. Stromberg simplesmente deu uma origem diferente da que gostaríamos à Malévola.E inverteu os papéis de bem e mal. Ela era uma pessoa dócil, de coração puro, que prezava pela paz do seu reino e pela sua até se apaixonar pelo pequeno Stefan, (É, esse mesmo do desenho, mas lá chamado de Estevão, tradução de Stefan) e ter seu dote mais precioso tirado de si por ambição e sendo pelo homem que amou. Não, não é  história de uma mulher traída, de coração partido e revoltada. Bom, em partes pode até ser, mas acho que a ideia de "Vingança." e ódio cego é o que mais se destaca.

O que pode ter revoltado tanto parte do público? Quando você gosta de um vilão, você provavelmente se atraiu por ele devido às suas características em geral e sua personalidade. Quando ele é mostrado novamente e com desvio desta personalidade acaba incomodando, é inevitável.

A classificação etária do filme é de 10 anos. Quem foi ao cinema esperando ver a vilã decapitando soldados e suas cabeças rolando. Ou até mesmo a simplicidade daquele clima sombrio aplicado, vai acabar se desapontando. Na possível dedução de que o filme fosse rejeitado devido às suas alterações, Robert Stormbreg deixa claro que "Essa é uma velha história contada de um JEITO NOVO". Ele estava ciente dos riscos que correria em quesito crítica em relação a esta mudança brusca nas características da vilã.  E novamente o filme exalta em seu final "Esta é uma história diferente da que você conhece". A gente pensa como fã: Nossa, eu amo a Malévola. Eu sei tudo sobre ela e a conheço desde que eu era criança. "Well, Well", você não sabe de nada. A Malévola de 1959 é tão transparente em sua maldade que parece que ela já nasceu má e destinada a estragar tudo ao seu redor. Bom, este filme mostra que na verdade a gente não sabe de nada. Ou até sabe, mas de outro ponto de vista.

Por quê arriscariam lançar um filme cujo roteiro não é, obviamente, o que irá esperar pelo menos 80% dos espectadores que são fãs da vilã? Resposta: Angelina Jolie. Quem vai focar nas falhas até do próprio filme, se tem  a Angelina Jolie? Dada a recente decisão de se aposentar após as filmagens de Cleópatra, Jolie quis deixar mais um marco em seu legado cinematográfico. Depois de marcada eternamente como Lara Croft, Jolie quis ser lembrada como uma das vilãs mais famosas e queridas da Disney, Malévola. Tão linda e encantadora, que ofusca o desvio da personalidade da personagem.

Junto de Malévola, este conto tem mais três destaques encantadores: Knotgrass, conhecida na animação como Flora e interpretada no filme por Imelda Staunton (A Dolores Umbridge de Harry Potter. Que parece ser realmente chegada no rosa). Thistletwit, conhecida na animação como Fauna e interpretada por Juno Temple, uma doçura de atriz. E Flittle que na animação é conhecida como a fofa e ranzinza Primavera,  interpretada por Lesley Manville.

Alguns elementos do filme mantiveram EM PARTES sua fidelidade com a história que conhecemos. Como o corvo espião de Malévola, que por anos desde o isolamento de Aurora, vem mantendo Malévola a par da vida da garota. Seu nome é Diaval, e ele é interpretado por Sam Riley (Control - A História de Ian Curtis; On The Road). O rei Stefan é interpretado por Sharlto Copley (Elysium; Distrito 9). E Aurora, que mesmo tendo sido interpretado por uma atriz de grande porte da nova geração, acabou sendo ofuscada inevitavelmente pela Jolia, Elle Fanning. Que coincidentemente tem mesmo a idade da Aurora, 16 anos. E que diferente da princesa do desenho que a gente conhece, ela já é de uma aparência mais ingênua e infantil. Para sua idade, Elle já tem uma grande carga cinematográfico em sua carreira, tendo feito filmes como Super 8,  O Curioso Caso de Benjamin Button e Uma Lição de Amor, junto de sua irmã Dakota.


"Oh, não. A Disney me enganou, esse filme não era o que eu esperava". Ai que dó. Você não foi enganado, pelo contrário, se deram o trabalho de avisar que o filme não era o que você imaginava. É uma história diferente. Sim, ela é. E cumpre o que promete, o que não é comum encontrar. É um filme voltado para o público infanto-juvenil, então não espere um roteiro de Scorsese. Ele é simples. A fotografia do filme é encantadora e não imagino como deve ser em 3D. Cada foco de ângulo diferente nos olhos esverdeados de Jolie, seguido de seu sorriso de canto ou sua sobrancelha erguida. É de desconsertar qualquer espectador.

Agora a trilha "Once Upon a Dream" cantada pela maravilhosa Lana Del Rey, tem seu significado realçado no ponto de vista da Bela Adormecida.

Malévola: A princesa irá crescer na graça e beleza, amado por todos que a conhecem. Mas ... antes que o sol se põe no seu 16 º aniversário, ela deve picar o dedo, no fuso de uma roca de fiar - e morrer!

Once Upon a Dream: [...] Mas se eu te conheço, eu sei o que você irá fazer, você vai me amar imediatamente do mesmo jeito que você fez uma vez num sonho.

Terá Malévola "inocentemente" lançado um encantamento que nem mesmo ela escaparia depois? A música é de Aurora para Malévola? Tudo ganha uma visão diferente. E é o que torna a obra boa juntando de toda sua trilha encantadora.

Dirigido por Robert Stromberg.
Elenco: Angelina Jolie, Sam Riley, Elle Fanning, Imelda Staunton.


Avaliação

Fui ao cinema embora com muita vontade, sem nenhuma expectativa em relação a sequência de um dos heróis mais subestimados da Marvel. Sendo o nono filme produzido pela Marvel Studios e na minha humilde opinião, o segundo melhor filme depois de Homem de Ferro (2008) Capitão America 2: O Soldado Invernal veio com uma sequência surpreendente, cheio de novas coreografias de luta e easter eggs.

Neste longa, temos Steve Rogers (Chris Evans) ainda está em seu processo de adaptação ao mundo moderno, depois de ficar congelado por 60 anos. Depois de 2 anos, desde que concluídas as missões dadas aos Vingadores, Rogers passou a prestar serviços a S.H.I.E.L.D em parceria de Natasha Romanoff (Viúva Negra interpretada por Scarlett Johansson) e sob as ordens de Nick Fury (Samuel L. Jackson). Após ser enviado para resgatar alguns membros da organização sequestrados por mercenários em um navio, Rogers se dá conta de que sua missão vai além de recuperar alguns membros da S.H.I.E.L.D, como também de recuperar informações importantes da própria organização, que podem vir a colocá-la em risco junto de todo o Estados Unidos.

A integridade dos mocinhos

O filme é cheio de imprevisibilidades, tanto na história quanto na integridade dos personagens. Não fica claro em que lado cada um está jogando, levando em consideração o conselho de Nick Fury ao "jovem" Rogers "Não confie em ninguém". O envolvimento da organização com um desfeche antigo coloca em questão as ações que trouxeram tal soldado a se tornar um ícone para a nação. A gente tem que levar em conta que a guerra em si não é uma coisa boa. Você é convocado para vestir seu uniforme e tirar a vida das pessoas em nome de seu país. E este é um assunto discutido "O que vale são suas ações e não suas intenções". Afinal, o Capitão América levou centenas de soldados à morte para a salvação de centenas de soldados americanos. E após aproximar ainda mais as consequência das atitudes do Capitão com o ideal dos inimigos, faz com que este passe a refletir sobre quem ele é realmente e a quem ele serviu por tanto tempo.

Capitão América 2 é a primeira demonstração de amadurecimento na produção da Marvel Studios. Uma demonstração não fictícia de uma realidade com personagens fictícios, assim como "Watchmen", cuja história é voltada para os "heróis" e seus "eu". CA2 é um filme sobre espionagem, conspirações e crises governamentais que coloca em destaque a reflexão sobre pontos de vista como "bem e mal" e os ideais do homem.

Nick Fury

Nick Fury desde sua primeira aparição se mostrou uma presença primordial nos filmes da Marvel. E muitas vezes se destacando tanto quanto os "heróis". Este que sempre fez de um mistério sua  própria existência e seu poder na SHIELD, deixando a impressão de ser um personagem de índole duvidosa, mostra que entende tanto da natureza humana, por se deixar ceder a ela. Fury é um cara frio, sem amigos e sem nenhuma afeição aparente por quem quer que seja. Não é tão mentiroso quanto aparenta, mas se dá o trabalho que for para omitir toda e qualquer informação que possa vir comprometer a si próprio. à atividades ou a organização da qual é responsável. Ainda assim se mostra tão leal quanto imaginamos.

O Soldado Invernal

Devido as traduções meio porconas que temos. Temi pelo que fosse traduzirem do subtítulo. Imagina só "O Soldado friorento", "O Soldado do inverno", "O Soldado da neve", enfim, ficou melhor do que imaginei. A presença do Soldado Invernal que leva o subtítulo do filme e a presença — por muitos espectadores — como descartável, é tão fundamental quanto aparenta. Embora as cenas em que leve o destaque são as de luta com o Capitão América, que são diferenciadas de qualquer coreografia de luta que você já viu nas adaptações dos quadrinhos. E ele seja só um pau mandado, estilo aqueles típicos soldadinhos que não questionam suas ordens, só vão lá e fazem. Esse tipo mesmo. Sua primeira aparição é a que dará sequência à jornada do Capitão América, como nos quadrinhos, essa foi só uma inserção sua necessária na história. Para quem assistiu o filme e leu as HQ's sabe quem está por trás do Soldado, o que não seria legal eu falar aqui por ter gente que não sabe.


Falcão

Um dos personagens mais bem introduzidos na história dos quadrinhos. Sam Wilson (interpretado por Anthony Mackie) é um veterano da Força Aérea que estabelece uma amizade com Rogers no início do longa recomendando a ele uma música do Marvin Gaye. Sua primeira aparição nas HQ's foi em "Capitão América Vol. 1 #117 em 1969. Ele leva o nome de Falcão devido ao equipamento de vôo que utilizou durante a guerra desenvolvido pela Industrias Stark, a EXO-7 Falcon. Depois de um acontecimento você se pergunta como Falcão irá participar da próxima sequência de "Os Vingadores" sendo que a I.S não fabrica mais armamento. Mas aí pensei: Howard Stark não está mais presente, mas quem melhor que seu próprio filho para dar um jeito na coisa. Vamos ver.

Alexander Pierce

O personagem em si foi considerado um easter egg por alguns espectadores devido à sua representação. O personagem é interpretado por Robert Redford, que possui uma pesada carga de clássicos anos 70 que são referências desta temática "Paranoia Governamental" que o filme traz. Redford interpreta o Secretário de Defesa da S.H.I.E.L.D Alexander Pierce, superior de Nick Fury. Pierce foi um agente da SHIELD que se infiltrou na Hydra na Segunda Guerra.
Uma das justas exigências feitas pelos leitores de quadrinhos é o capricho com visual. Adaptar quadrinhos não é fácil, assim como se dedicar aos trajes também não é. As vestimenta dos personagens, principalmente do Soldado Invernal é LINDA e mostra o quanto foi bem trabalhada, tanto quanto a incorporação de cada ator em seu devido personagem.

Voltando ao papo "Coreografias de Luta" os produtores da Marvel fizeram a gentileza de aproximar CA de seu escudo nas cenas de combate corpo a corpo. Detalhando o impacto de cada chute, soco, esquiva, correria e lançamento de seu equipamento de Vibranium. E é o que destacam seus golpes, o detalhamento do impacto de cada um. Assim como o estrago e a distância à qual os adversários são arremessados.

A temática do filme é bastante arrebatadora até para o próprio EUA. Que na primeira sequência usa Rogers como cobaia em um experimento criando o famoso "Sentinela da Liberdade". E coloca em questão o significado de liberdade e o que as pessoas se submetem a fazer para consegui-la.

Os irmãos Russo não possuem uma filmografia muito extensa e nem muito notável, o que faz levar ainda mais em conta a qualidade de CA2.

HQ'S Que Inspiraram o filme.
Se você ainda não conhece o universo do Capitão America, está na hora de criar vergonha nessa cara e ir atrás. Segue uma lista de quadrinhos que inspiraram os filmes do Sentinela da Liberdade,

1. Steve Rogers: Super Soldado
2. A Morte do Capitão America.
3. Guerra Civil
4. Capitão America & Bucky: A Vida e História de Bucky Barnes.
5. Capitão America: O Soldado Invernal.
6. Capitão America Vol. 1 #117














Easter Eggs - Com Spoilers

Algumas referências possuem ligação com os próprios heróis de "Os Vingadores". Outras Não.

1.  Caderninho de anotações.
Na primeira aparição de Falcão após uma desgastante corrida com Steve Rogers, recomenda a ele uma música de Marvin Gaye - Trouble Man, que saca um caderninho que carrega para anotar referências das quais precisa conhecer para se atualizar neste mundo moderno. E nele você vê notáveis citações.


2. Ed Brubaker Ed foi um dos criadores da HQ "Soldado Invernal" junto de Steven Epting. E acabou por se tornar um Easter Egg fazendo uma leve participação especial no filme


3. O Arqueiro Esta foi uma ideia da própria Johansson que carrega no pescoço o colar com um pingente de flecha. Que reforçaria seu envolvimento amoroso/emocional com Gavião Arqueiro, que ficou no ar em Os Vingadores.


4. Vamos Jogar um Jogo? Quando Rogers e Romanoff adentram o escritório secreto a SHIELD ativando o sistema, Natasha repete a frase propositalmente como referência a Jigasaw, vilão do filme "Jogos Mortais.


5. Ezekiel 25.17 Essa foi o Easter Egg mais marcante do filme e o meu favorito, já que sou apaixonada por Tarantino desde os 9 anos. Ezekiel 25:17 é um versículo da bíblia que ficou famoso em 1994 em Pulp Fiction, que é recitado por Jules Winfield (interpretado por Samuel L. Jackson) em cenas importantes do filme. Este mesmo versículo é encontrado na lápide de Nick Fury no final do filme. Quis gritar no cinema mas aí lembrei que tem que ter bom senso. É chato isso às vezes.


6. Batroc
O primeiro vilão, o mercenário franco-algeriano Batroc que luta com Capitão America é interpretado pelo lutador George St. Pierre, o lutador de MMA


Esta é atualmente, a melhor e mais competente produção que a Marvel Estúdios já fez. Se você ainda não assistiu ao filme, corra. 

Dirigido por Anthony Russo e Joe Russo
Elenco: Chris Evans, Robert Redford, Samuel . Jackson, Scarlett Johansson, Anthony Mackie.