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Avaliação
"Gunslinger" é um jogo de faroeste do gênero "first-person shooter" lançado em 2013 sendo o mais recente da franquia Call of Juarez, desenvolvida pela Techland e pulicada pela Ubisoft.  Embora seja o quarto da franquia, de acordo com a ordem cronológica em que se passam os jogos, este seria o terceiro, antes de "O Cartel" que se passa em 2011. 

Silas Greaves é um velho ex caçador de recompensas que passa o jogo todo sentado na mesa de uma espelunca escondida em Abilene, no Texas, contando como foram 30 anos de sua vida atrás do cretino Bob Bryant que assassinou seus irmãos quando eram adolescentes e o que influenciou-o a entrar na vida de matador de aluguel, enchendo o ouvido dos curiosos com mitos e fatos de sua vida em troca de bebida. Enquanto papeia com alguns clientes do bar contando como matou lendários "fora-da-lei" como Jesse JamesButch Cassidy e Sundance Kid. O jogador tem a oportunidade de se tornar uma referência no velho oeste vivenciando através de flashbacks, as histórias contadas pelo velho beberrão. Silas dispersa suas lembranças variando a emoção de seus expectadores, Ben, Jack e o jovem Dwight.  Muitas vezes o público irá contribuir para história com diferentes versões, desafiando os exageros do velho caçador de recompensas. O próprio Silas muitas vezes revê o que conta, chegando até a voltar alguns passos e refazendo de forma diferente. E claro, todas mudanças na narrativa influenciam na ambientação do jogo e muitas vezes resultando em índios e pistoleiros aparecendo e desaparecendo na nossa frente sem mais nem menos.

"O Bom, o Mau e o Morto" - Referência a "The Good, The Bad & The Ugly" com Clint Eastwood, de Sergio Leone










Jogabilidade
Embora não tenha o que reclamar do jogo, por ser passar no bom e Velho Oeste, achei que o careceu de algumas boas cavalgadas pelas montanhas e perseguições a cavalo, estilo Red Dead Redemption. O nível de dificuldade do jogo varia de acordo com a prática do jogador pois o jogo se baseia em chegar a determinados lugares e sobreviver aos inimigos que se manifestarão sempre nos mesmos lugares, não importa quantas vezes você jogue. E independente dessa limitação, não interfere na qualidade do jogo nem o torna monótono e sem graça. De novidade, temos a barra de "pressentimento", que quando cheia permite que você desvie de balas, restaurando sua energia e dependendo das habilidades desbloqueadas, permite um contra ataque aos atiradores. Também tem a barra de concentração que destaca e retarda alvos, permitindo que você faça combos com grandes sequências de matança e duplicando os XP. Embora só possa carregar um kit limitado de três espaços de arma e um de dinamite, conforme se pega o jeito de manusear as armas, não fará muita diferença a limitação de quantas se carrega, você vai querer só uma delas. Como maior parte do jogo você precisa se manter em uma distância segura e discreta dos seus adversários, eu recomendaria o uso e melhorias do rifle, e um esforço para mantê-la com balas o suficiente, as duas pistolas também são boas para essas ocasiões. Armas como a espingarda exigirá uma certa aproximação dos adversários e como dificilmente andam sozinho, terá de ser bom no gatilho para matar 5 deles com uma espingarda de dois tiros estando próximo. Se for arriscar, saiba que pressionando R3 ele dá golpes corpo-a-corpo, boa sorte.



Gráficos
O jogo muitas vezes apresenta uma certa variação de gráficos, embora seja todo em 3D, haverá vinhetas em comics utilizadas para apresentar seus adversários antes dos duelos, e uma estética visual semelhante a  Borderlands desenvolvida pela Gearbox Software (Half-Life, Brothers in Arms), com sangue jorrando e corpos voando em slow motion. Uma tecnologia chamada Cel Shading, que mistura desenhos com figuras tridimensionais. O jogo apresenta leves bugs como corpos mesclados com o cenário da cintura pra cima, uma perna saindo do chão ou um inimigo voando pelo cenário como boneco de posto depois de morto.

Arcade e Duelos
O modo arcade é quase como o história. mas com um grau mais elevado de dificuldade e com maior número de inimigos. São 10 desafios, você percorre um limite de cada cenário tendo de acumular o maior número de pontos baleando seus inimigos e em maior sequência, pois os combos influenciam na pontuação.

Os duelos complementam essa diversão. São 15 cabra macho pra você apagar, antes deles apagarem"ocê". Com 5 vidas, você irá enfrentar os lendários nomes do modo história um após o outro.


Troféus
É um jogo fácil de platinar que não exige nenhuma barbaridade do player, nem nada próximo do impossível. É tudo em cima de prática. Termine o jogo no difícil primeiro e depois jogue na dificuldade mais fácil para conseguir alguns dos troféus do modo história com mais calma, como acumular os pontos necessários para desbloquear todas as armas e habilidades ou alguns daqueles que exigem artimanhas com o inimigo para serem desbloqueadas.

Referências
"Gunslinger" é uma referência aos filmes Western das décadas de 1910 a 1960, incluindo a trilogia de sucesso de Sergio Leone, com Clint Eastwood, uma verdadeira homenagem ao Velho Oeste, só faltando boas cavalgadas e uma trilha sonora do Ennio Morricone.

Colecionáveis
Os itens secretos do jogo são chamados de "Pepitas da Verdade". Cada um deles conta fatos sobre personagens e locais do jogo nas décadas de 1800 a 1900.

Desenvolvido para Techland, disponível para Xbox 360, PlayStation 3 e PC.

Avaliação
God of War Ascencion foi a última produção do "Santa Monica Studio" em 2013. De acordo com a ordem cronológica da saga, "Ascencion" seria o primeiro jogo inicializando a história do Deus da Guerra. De toda a série, este é o segundo jogo mais longo depois de GoW III.

História
Toda passagem de Kratos se baseia em sua vingança pela traição dos deuses depois de ter assassinado esposa e filho e se virado contra Ares, Kratos foi mandado para as profundezas aprisionado pelas simpaticíssimas três Fúrias (Megera, Alecto e Tisífone) na Prisão dos Condenados por quebrar o juramento com o Deus da Guerra. O início da história ocorre seis meses após ter assassinado sua família naquela vila. E embora Kratos seja este semideus sem alma e sem coração, este é um capítulo da série onde conhecemos a humanidade que pertenceu a ele um dia.

Jogabilidade
A jogabilidade permanece a mesma dos anteriores, o jogador tem de lidar com enigmas e inimigos. O que eu gosto em GoW é que independente da dificuldade, tudo varia de acordo com a tática do jogador. Quando chegamos em um inimigo mais forte do que os outros, jogando no modo Titan, por exemplo, é óbvio que cada golpe reduz sua vida muito mais do que nos níveis anteriores, o que exige ainda mais tática. Os inimigos seguem um padrão de diversificado de ataques, alguns possuem um combo de dois, outros de três. Vamos supor que você dê dois golpes em Alecto e desvie do golpe dela, ataque e desvie, isso até que apareça o bolinha para o primeiro desfecho da luta. As Fúrias dentre os inimigos que agem junto delas dão bastante trabalho, fora elas também que dão um suador infernal.
Alecto e Tisífone (Duas das Furies Sisters)
Mitologia
Dentro da mitologia grega, as irmãs Fúrias realmente existem e também são chamadas de "Erínias", Elas nasceram das gotas do sangue de Urano quando ele foi castrado por Cronos. Pavorosas e cruéis, as Erínias encarregavam-se de criar nas almas pecadoras o remorso e a necessidade de perdão. Tisífone, (O Castigo), Megera (O Rancor), Alecto (Interminável). As Erínias eram divindades presentes desde as origens do mundo e, apesar de terem poder sobre os deuses e não estarem submetidas à autoridade de Zeus, viviam às margens do Olimpo. Os deuses as rejeitavam, mas as toleravam. Os homens fugiam delas. Sendo forças primitivas, atuavam como vingadoras dos crimes e reclamavam com insistência a punição do homicida com a morte.

Kratos travando combate com a criatura Mantícora
Diferente dos outros jogos, os grandes inimigos não possuem nenhum destaque pois estes antecedem a verdadeira vingança que Kratos virá a executar entre os deuses. Portanto, enfrentaremos somente grandes criaturas da mitologia. Os golpes, habilidades e armamento é limitado comparado aos que Kratos consegue conquistar nos jogos anteriores, pois Ascencion antecede a eles, o que torna compreensível esta limitação. Os gráficos deste dentre toda franquia é superior, mais impecável, detalhado. Embora, das histórias, seja um tanto irrelevante.

Dublagem
Mesmo com algumas gafes como a dublagem da Pitty em Mortal Kombat X, eu aprecio muito a dublagem brasileira nos games. GoW Ascencion e Battlefield 4 estão entre meus favoritos. Na dublagem original, Kratos recebe vida por Terence C. Carson também dublador de Mace Windu nos games de Star Wars. E no Brasil, sua voz é de Ricardo Juarez.

Multiplayer
 O multiplayer de God of War Ascencion é um dos pontos críticos positivos que atraiu inúmeros fãs. Você é colocado em arena para lutar contra outros jogadores, podendo escolher um Deus a qual servir, fazer upgrade em armas e habilidades. Um ótimo entretenimento.

God of War é um exclusivo da Playstation.
Avaliação

O dinheirês é o segundo idioma mais falado entre os norte-americanos. E em situações como esta, parece que por nenhum outro motivo além deste é que dão andamento às gravações de um filme desse nível.  E este é um dos motivos pelo qual algumas pessoas abominam os americanos, o fato de sempre se acharem no poder de fazer tudo e achar que sempre fazem melhor. Eu não vou com a cara do Spike Lee, acho ele um baita escroto e nunca tive o menor interesse em nenhum de seus filmes (a não ser um documentário sobre Michael Jackson) ou produções. E para ajudar nessa repelência ele vai e me faz uma refilmagem de um dos filmes mais importantes do cinema oriental.

Joe Douchett (Josh Brolin) é um executivo pau no cu, irresponsável que está pouco se ferrando para tudo e todos. Em uma noite chuvosa, Joe é apagado e acorda em uma cela na qual permanece por 20 anos até ser liberado. O filme gira em torno da obsessão de Joe em descobrir quem fez tudo isso com ele e porquê. Na sua trajetória ele conhece uma assistente social chamada Marie (A mais gostosinha e talentosa das irmãs Olsen, Elizabeth) com a qual acaba se relacionando. E também Adrian Pryce (Sharlto Copley; Distrito 9) que o levará às respostas de suas perguntas.


Oldboy é um filme sul coreano de 2003, dirigido por Chan-wook Park (Lady Vingança ; Mr. Vingança) que foi baseado no mangá também com mesmo título (escrito por Garon Tsuchiya e ilustrada por Nobuaki Minegishi) lançada inicialmente em 1996. Uma das produções asiáticas mais surpreendentes que o cinema em geral já teve. E eu aprendi muito sobre eles por causa de um amigo que é fã. Acho que diferente de qualquer país, eles são muito superiores quando se trata da sétima arte (só isso, porquê os cardápios exóticos deles me assustam). O remake de Spike Lee é uma das produções mais mixurucas e superficiais que eu já vi. Uma das refilmagens mais descartáveis da categoria na história do cinema. E que o uso do elenco foi até inteligente, pois serviu pra não permitir que o filme afundasse por completo no Limbo e chamasse a atenção antes de provocar o primeiro sentimento de rejeição ao filme.

O filme não tem absolutamente nenhum atrativo, comparado à versão anterior ou não. E tendo visto a versão de 2003, acaba enfatizando essa falta de qualidade narrativa cinematográfica.O roteiro é resumido, furado e a produção cortou 40 minutos do filme. O que o tornou ainda mais detestável é a forçação em tentar torná-lo ainda mais impactante do que o asiático, com uma história absurda que acabou se tornando ridículo vindo do cineasta que vem, Spike Lee, o homem que é fissurado em ironizar, diminuir e tornar patético o mundo do "homem branco", como ele mesmo diz.  E depois que você assiste, acaba te incomodando só o fato de não poder fazer nada para impedir que outras pessoas o vejam.

Ainda por cima, a falta de qualidade das cenas que foram épicas na versão de 2003, nesta versão de 2013 quase afundaram a antiga junto. A cena do polvo, a cena da língua, mostradas vagamente só pra fazer uma media. Se você já assistiu à versão de Chan e não quer se aborrecer, não assista ao filme de Spike Lee. 

Dirigido por Spike Lee.
Elenco: Josh Brolin, Elizabeth Olsen, Samuel L. Jackson, Sharlto Copley

Avaliação
Este é um daqueles jogos que você verá passar por muitas gerações. Talvez apresentará aos seus filhos ou amigos marmanjos. E que, quando estiver velho, vai pegá-lo na mão e dizer "É, bons tempos". Eis que finalizá-lo uma só vez também não será o suficiente. A história do jogo te envolve de tal forma, que o mundo a sua volta parece deixar de existir por horas, dias, semanas, meses.

Tomando o universo dos games e 2013 como "Jogo do ano" eleito pelo BAFTA Game Awards e vencedor de mais 60 prêmios em 20 eventos diferentes, The Last of Us foi produzido pelo mesmo estúdio do clássico e inesquecível "Crash Bandicoot" e a série Uncharted, que chegou enchendo a boca do estômago dos gamers de porrada com um dos melhores enredos que o mundo dos games já conheceu.

The Last of us é um jogo de ação, survival horror em TPS lançado em junho de 2013 pelo estúdio americano Naughty Dog.

Quando uma pandemia devasta mais da metade da população americana, destruindo o país caberá a você e somente a você, saber o que fará para sobreviver. Joel é um contrabandista de armas e também sobrevivente que presenciou desde o início a destruição causada por esta praga infecciosa que reduziu mais de 60% da humanidade há 20 anos atrás. Joel terá a missão de escoltar a pequena Ellie até os vaga-lumes, um grupo de rebeldes que lutam em busca de uma cura para a infecção.

Você terá introdução que trará acontecimentos relevantes na história para então poder iniciar sua jornada no que restou dos EUA. A situação chega a ser tão caótica, que você vê os sobreviventes viverem e agirem como animais, por ser esta a única opção que restou à eles. A violência, brutalidade e palavrões não são poupadas. E não há lugar para covardes.












No início, Joel trata Ellie como nada além de trabalho. Ela é só uma entrega a ser feita. Nada de contato ou afeição. Enquanto a garota tenta a todo custo roubar um pouco de atenção do coroa ranzinzo. Ou ainda que em vão, descontrair o momento com piadas ralés que ela lê em uma revista velha que encontra no meio do caminho. Ellie parece ser uma criança corajosa, inocente e bastante extrovertida, mas vai além disso.

As emoções pouco deixadas aqui não são nada perto do que o jogador viverá. Você criará laços com os personagens. Os parentes, os amigos e outros sobreviventes que encontrará durante o jogo. Todos eles de personalidade forte, bastante cativantes e que de certa forma, irão marcar a sua vida, mesmo que fiquem pouco nela. Em certo ponto, Joel de dará conta da importância e presença da pequena Ellie. Depois de tantas situações delicadas, discussões, altos e baixos que acabam aproximam os personagens. Você se dará como responsável pela criação do laço familiar mais bonita da história.

Jogabilidade

É possível fazer muito, sem se sacrificar tanto. O personagem corresponde bem ao controle. E as miras das armas são fáceis de sincronizar ao alvo. Golpes com bastões ou na de próprio punho também são deferidos como deveriam, atingindo o inimigo onde deve e possibilitando seu enfraquecimento para então finalização da porradaria. Por mais que você atinja tiros na orelha, no nariz ou no olho de alguns inimigos, ele leva um certo tempo para aceitar a morte. E quando você acha que a barra está limpa, levantam três de uma vez descarregando o pente em você. 

Equipamento

É possível carregar objetos secundários, como tijolos — que podem ser usados tanto para distrair o oponente, quanto para atingi-lo — tacos de beisebol, pés de cabra e pedaços de madeira. Ferramentas e materiais recolhidos durante o jogo possibilitam a criação e melhora de armas. Como bomba de pregos, coquetel molotov, facas e kit de ataduras, que é bastante limitado assim como munição, o que exigirá o dobro de cautela e discrição do jogador. Aqui é cada um por si. Não espere que alguém vá te salvar do buraco, ainda que você faça isso pela pessoa. Nem que ela hesitará em disparar uma arma na sua cabeça se a sobrevivência dela depender disso.

Estratégia

O jogo exigirá de você muita habilidade, mais do que com armas e no combate corpo a corpo. Mas a sutileza em fugas e situações que exigem que você passe despercebido. Isso não é só para dificultar que o inimigo o veja ou encontre, piorando a situação, expondo-o e o deixando vulnerável. Afinal, como já foi citado, infectados ou não, você é um alvo de todos, evite se tornar um alvo fácil. Caçadores, assim como Vaga-lumes também são um grupo de sobreviventes, mas que diferente dos vaga-lumes estão mais preocupados em garantir a sobrevivência de amanhã do que buscar uma cura. Andam em bando. São perigosos e violentos. E tão ameaçadores do que infectados.

A ideia estratégica para evitar ser notado:

1. Devido a munição e os equipamentos médicos serem limitados, deverão ser usados em situação de extrema urgência. E quanto menos estas situações vierem a surgir, melhor. Afinal, sua saúde não se regenera.

2. Caçadores quando não estão em grande número, e ainda que estejam, é possível eliminá-los silenciosamente agarrando por trás e esfaqueando ou estrangulando. O que rende em munição e evita que o oponente tenha a oportunidade de desferir-lhe golpes.

3. Em respectivos estágios da infecção, existe a possibilidade de eliminar um hospedeiro no golpe corpo a corpo e sútil como outros oponentes, sem correr tantos riscos ou chamar a atenção do resto do bando.

Ophiocordyceps Unilateralis

Ophiocordyceps Unilateralis é um fungo que realmente existe e foi descoberto em 2012 por pesquisadores de uma Universidade na Pensilvânia. Ele ataca somente formigas infiltrando-se em seu cérebro para se alimentar. No jogo, esta mesma parasita sofre uma mutação que a torna capaz de afetar a raça humana, se expostos. Seguindo a mesma forma de infecção que as formigas, isso vem também a alterar o comportamento da vítima.

A infecção possui quatro estágios, que tornam o hospedeiro mais agressivo a cada um. E mais difíceis de matar também.

1. Runner: Eles te vêm e te ouvem muito bem. E possuem a aparência de zumbis de Resident Evil, mas com o comportamento dos zumbis de "Guerra Mundial Z" que vêm desvairados para cima de você e distribuem todo tipo de golpe brutal que conseguirem até desfigurar sua cara.

2. Stalker:  Os fungos já começaram a transbordar pelos orifícios do seu corpo te destruindo de dentro para fora. Diminuindo a possibilidade de enxergar e deixando-o ainda mais agressivo.

3. Clicker: Neste estágio, o hospedeiro já está com a aparência transformada/deformada e sua visão já foi danificada o suficiente para que você não seja notado a não ser que faça barulho. O que dá sentido às dicas de estratégia. Devagar e em silêncio você se livra destas pragas. Eles são lentos, captam sons à longa distância e é quase impossível derrubá-lo na porrada ou até mesmo com objetos secundários, a não ser que você seja bom. Se te pegarem, é morte na certa.

4. Bloater: Este é o estágio final da infecção até que o fungo tome completamente o hospedeiro dando-lhe raízes em solo e expondo seus órgãos para fora do corpo, matando-o. Com este você pode esquecer a ideia de querer bancar o Bruce Lee e sair na voadora. Ele exigirá suas armas de maior porte e as bombas de prego e coquetéis Molotov caíram muito bem. Ele libera esporos infecciosos que podem fazer você contrair o fungo como um "vírus" no ar. O armamento improvisado tem mais efeito sobre ele do que sua pistola e seu riffle, pense nisso.





Visual e Técnica.

Os gráficos não são só lindos, são cuidadosamente detalhados. Se encarregando de nos contar parte da história que não é narrada claramente. E o pesadelo que a humanidade têm vivido há 20 anos. A cada vez que você entra em uma casa ou no que sobrou dela, você pode ver retratos da família que morava ali.  Cada cômodo, cada canto faz um filme passar diante dos nossos olhos ao imaginar a vida que essas pessoas tinham e ao que foram obrigadas a se submeter para conseguir viver mais um dia que seja. Quartos de crianças, com brinquedos espalhados, guarda-roupas vazios. O que era um lar, passou a virar um esconderijo para refugiados. Colchões encardidos no chão, janelas e portas pregadas, comida estocada, louça quebrada, material de leitura queimado. Estabelecimentos, praças públicas, bibliotecas, hospitais, ruas, todas devastadas pelo caos, mas com detalhes capazes de mostrar como tudo ficou do jeito que estão e nos fazer deduzir de forma clara o que já houve ali.

O ponto negativo do jogo foi citado por muita gente. E é o único que realmente afeta o jogador, mesmo que não tanto no jogo. O silêncio e conservação exigida em respectivas situações não são levadas em conta pelos personagens que o acompanham. Muitas vezes você vai estar se arrastando de uma caixa à outra para não ser notado por um estalador (Clickers) enquanto seus amigos estarão correndo, invadindo área inimiga — muitas vezes com a lanternona acesa — e conversando. E enquanto você não se dá conta de que parte deste comportamento automático dos personagens não afeta diretamente seu jogo, você se pegará diversas vezes surtando, gritando e recitando uma lista imensa de palavrões em ordem alfabética e mordendo o analógico do joystick.












Downloadable Content

Como esta garota audaciosa entra de sopetão na história, a gente acaba por nem saber direito de onde ela veio, quem ela é, e o que fez para sobreviver até aqui. Adquira a DLC "The Last of Us: The Left Behind" na PNS, que eu chamo de prelúdio e que conta um pouco da história antes de The Last of Us e da garotinha Ellie e sua amiga Riley antes de tudo aquilo acontecer. Recomendado que jogue só depois de finalizar o jogo.

Esta história irá te conquistar de uma forma como nenhuma outra já fez.

The Last of Us foi desenvolvido pela Naughty Dog e lançado pela Sony. 
Exclusivo para Playstation 3.
Avaliação
Este é o primeiro trabalho divulgado de Elliot Goldner e um dos filmes mais mal compreendidos e subestimados que eu já vi. Se deixando levar pelo pôster e sinopse, nos dá a entender que é só mais dinheiro gasto no mundo cinematográfico, principalmente por ser terror e tão aclamado gênero "Found Footage" cujo se popularizou com a Bruxa de Blair em '99.

A história se inicia em Belém do Pará, quando Deacon, um especialista religioso no Vaticano, é enviado para desvendar fraudes na Igreja, logo em seguida  uma nova busca, agora em uma pequena cidade na Inglaterra, Deacon fará uma nova investigação na companhia de mais dois colegas. Desta vez, foram chamados pelo Padre da unica, micro e assombrosa Igreja da região para investigar as ocorrências declaradas, a ponto de identificar uma nova fraude. 

Ainda que com os clichês mais utilizados pelos filmes de terror, The Borderlands possui um roteiro valorizável para o espectador, desde que ele se proponha a enxergar além dos sustos e móveis se mexendo. Acredito que a maior sensibilidade humana seja auditiva e nada mais inteligente do que pegar um filme de terror e trabalhar essa sensibilidade. Nada de monstros ou rostinhos deformados, mas muitos resmungos, gemidos, sussurros, choros e arranhões na madeira.



A ideia é que a Igreja esquisitona do pôster foi construída em solo pagão muitíssimos anos depois, o que vem a ser desvendado na metade do filme. Este é um dos clichês que eu nunca me enjoo. Estabelecimentos, lares e templos religiosos sendo construídos em territórios amaldiçoados, cemitérios antigos ou em templos onde eram praticados rituais satânicos. Ah, é um tema clichê, mas que pode gerar histórias fantásticas de terror (Ex. Poltergeist e Horror em Amytiville). Todos estes ocorridos acabam trazendo ao Padre Crellick tamanhas perturbações que a gente vivencia junto do personagem dentro deste pequeno e claustrofóbico ambiente com pouca luz.

É raro você ver um filme de terror com diálogos interessantes e uma temática expandida. Além de todo terror, o foco se desvia também para a política do Vaticano e o fato de omitir, mesmo que esteja errado e evidente, tudo aquilo que possa colocar em risco a imagem da Igreja católica. E a religião e crenças em si, que é discutida por dois dos investigadores, sendo um religioso e o outro aparentemente agnóstico.

Acontece que, as fobias não se limitam às paredes da Igreja. Vai muito além, ah se vai.

Dirigido por Elliot Goldner.
Elenco: Robin Hill, Gordon Kennedy, Luke Neal, Patrick Godfrey

Avaliação

Este é mais um jogo indie que, embora a história possua seus clichês, eles são explorados de formas magnificas e tendo uma ideia simples. A história roda em volta de dois irmãos que precisam chegar até a fonte da vida que possui a cura necessária para salvar a vida do pai que está à beira da morte. Inicialmente temos o flashback do caçula no momento em que ele perde a mãe em alto-mar e adquire o trauma de água, no qual lidamos durante o jogo.

Os irmãos são controlados simultaneamente, um em cada analógico e com um único botão de comando para cada um. Você acaba trabalhando mais o cérebro do que imagina e tanto se divertindo quanto se irritando no começo do jogo. E o sentido do puzzle vai além de decifrar enigmas, carregar ferros, encaixar pontos. Afinal, você não só decifra os quebra-cabeças, como também são peças principais para o encaixe perfeito.


Embora o jogo possua diálogos limitadíssimos e em uma linguagem artificial e simulada à lá The Sims, há tanta comunicação entre os personagens quanto imaginamos. E durante o jogo a gente entende porque não dá pra controlar um sem o outro. E que talvez não fosse tão divertido se o outro fosse controlado por outro player. Os desenvolvedores parecem ter sido bastante críticos em querer que o player sentisse toda a emoção que o jogo transmite sem deixar passar nenhuma fisgada no peito. Atravessar montanhas com ajuda de trolls sensacionais. Cavalgar em bodes pelos estreitos da montanha. E o mais incrível dos cenários, é quando você se encontra entre uma recém batalha de gigantes, onde você precisa atravessar seus corpos e trechos do rio banhados em sangue.

 Você incorpora os dois personagens, você explora através das atitudes e situações, você conhece um pouco e totalmente cada um deles. Acaba por se tornar algo pessoal. Você é o irmão mais velho e mais novo, você salva e é salvo por si próprio, Você vive o drama de cada um ao mesmo tempo. É uma aventura inexplicável.

Com um final de partir qualquer coração, cheguei a conclusão de que o jogo realmente não precisaria ser mais longo ou ter que dividir coordenação dos irmãos em dois players. Fiquei honrada de ter vivido tudo aquilo com eles e sozinha. Embora seja só um jogo, a história é incrível e envolvente. Vale mais do que muitos filmes, muitos livros e o final de muitos games que já passaram diante dos nosso olhos. O jogo com certeza foi trabalhado com todo carinho do mundo para ser vivenciado de coração por qualquer Gamer.

Brothers: A Tale of Two Sons é o conto de dois filhos. O conto de um só coração.

Desenvolvido por Starbreeze Studios.
Avaliação

Terá a família Lambert finalmente se livrado das assombrações? Lógico que não. O que terá ocorrido a Josh após o final que ele teve no primeiro filme?

Já devo ter comentado sobre o quanto eu não gosto quando o diretor tenta esclarecer demais a história, principalmente quando se trata de filme de terror. O filme tem que deixar aqueles pontos de interrogação na cabeça da gente. Isso é excitante.

Não desmerecendo a sequência do filme, que não perde o ritmo da história e do terror e também a qualidade. Mas, é o que eu havia comentado, perde um pouco da essência conforme tudo vai se explicando demais, pois acaba ficando um pouco previsível.

O segundo filme  — assim como a franquia Atividade Paranormal, que seguem seus filmes contando a história meio que, de trás para frente  conta a história de Josh, o pai de Dalton, o "dorminhoco" do primeiro filme. Como ele desenvolveu esse dom e o mal que o assombrou durante boa parte da sua infância. Um espírito conhecido como "Bride", quando em vida, seu nome era Parker Crane, cuja infância foi aterrorizada por sua mãe que não aceitava que seu filho homem não fosse uma garota, fazendo-o se vestir como tal e decorando seu quarto como se fosse. Após seu crescimento, Parker se tornou um assassino psicopata, totalizando 15 vítimas, incluindo sua mãe. Quando envelheceu, foi parar no hospital em que trabalhava Lorraine, mãe de Josh.



De tanto que aparece detalhadamente o rosto de "Bride", ela acaba perdendo aquela estrutura assustadora que possuía no primeiro filme e que me congelava o fígado. Infelizmente, são esses pontos de frequência e explicação que acabam tirando o susto do filme, mas não deixa de ser um grande filme de terror e eu recomendo. "Dalton, vai salvar o papai, vai".

O que me irrita nos criadores do filme (Dos mesmos de Jogos Mortais e Atividade Paranormal) é que, como característica notável eles NÃO SABEM A HORA DE PARAR. De tantas sequências (já tendo Insidious: Chapter 3 confirmado para 2014) tenho medo que possam acabar com a essência dos dois primeiros filmes que, ao meu ver, foram bem legais e que talvez muitas sequências de encher linguiça e sem conteúdo possa estragar um dos melhores filmes de terror que eu assisti depois de anos.

Sobrenatural: Capítulo 2 (Insidious - Chapter 2)
Direção: James Wan.
Elenco: Barbara Hershey, Lin Shaye, Patrick Wilson, Rose Byrne, Ty Simpkins
Avaliação

Contracted se baseia nos longos e torturantes dias de uma jovem homossexual chamada Samantha, interpretada pela gatíssima e não muito conhecida Najarra Townsend, que, ao ter se envolvido em um sexo casual com um necrófilo esquisitão, conhecido pela polícia por BJ na festa da coleguinha lésbica, começa a lidar com reações esquisitas provocadas em seu corpo, vindo a suspeitar de uma provável doença sexualmente transmissível. Adorei a ideia de que infecção zumbi venha a ser tratada como DST. Ai, muita gente vai ficar sem transar um bom tempo, risos. Calma que a gente chega nos detalhes.

Eu particularmente acho que este filme devia se chamar "A Trepada Fatal", que foi praticamente isso o que aconteceu. O que tanto destacou o filme? O agonizante procedimento de decomposição e sofrimento da protagonista Samantha, que após sua primeira relação sexual com um homem e que por sorte era necrófilo, tem uma suposta hemorragia (apodrecimento) interna com direito à larvas, suas vistas que vão se dilacerando no decorrer do filme, suas unhas e dentes apodrecem e caem. Somando à isto, temos os problemas paralelos de Sam, como a paquerinha Nikki, que pouco faz questão dela e da coleguinha lésbica (linda Alice, interpretada por Alice Mcdonald).

O filme acaba por ser interessante pelo mesmo motivo que muitas pessoas o detestaram, a carência de explicações. A jovem Samantha acaba por ter um suposto falecimento ou desmaio no final do filme, vindo a retornar agressiva. Tipo um zumbi, mas a gente não sabe realmente o que aconteceu e o que ela teve.



Para alguns de nós, é só mais um filme de zumbi meio diferenciado pela forma de infecção e com muitas gafes. Para outros, premiado de diversos festivais, dentre eles New York City Horror Film Festival, Chicago International Film Festival, Sitges Film Festival, Cannes Festival.

“Se Tubarão foi o filme que fez as pessoas nunca mais quererem entrar na água, Contracted as fará pensar duas vezes antes de fazer sexo”. - James Shotwell,

Levando em consideração a declaração do crítico James, se quiser segurar sua filha virgem por mais um tempo, coloca esse filme para ela assistir. Será uma reação espontânea, eu garanto.

Mesmo premiado em festivais, recebendo declarações exclusivas de críticos famosos, o bom no "nosso cinema" (o cinema particular de cada um) é buscar aquilo que realmente nos interesse. E daí que não tem tantas explicações e o ginecologista ao qual a Sam busca para ajudá-la a descobrir o que merda está acontecendo com o corpo dela, é mais tapado que os médicos dos hospitais públicos aqui no nosso país? E daí se a gente não sabe o que realmente aconteceu à ela? O filme acaba onde normalmente os de zumbi começam. E são os buracos em filmes de terror que os tornam interessantes e agonizantes. Procure qualquer filme suspense ou horror que explique demais as histórias, veja se continuam interessantes como estavam antes de você não saber o que raios estava acontecendo. Assistam Contracted, cinéfilos, e passem a ter uma vida sexual mais cuidadosa.

Acho que o trailer desse filme devia ser passado em farmácias com sinopse e com camisinhas à venda logo abaixo, seria realmente incrível.



Contracted
Direção: Eric England.
Elenco: Katie Stegeman, Charley Koontz, Caroline Williams, Dave Holmes, Matt Mercer
Avaliação

Carrie é uma adolescente criada sob rígidos costumes religiosos por sua mãe obcecada e doentia, Margaret. Por entre os conflitos que tem com os colegas de escola por sofrer bullying, descobre que pode fazer coisas não muito comuns entre os jovens da sua idade. E após abusarem das brincadeiras, bom, talvez esta seja uma boa hora de fazê-los parar de caçoar dela.

Convenhamos que, o que vem estragando muito as coisas hoje em dia é a modernidade. E isso acaba se encaixando muito em filmes, — principalmente refilmagens, que acabam destacando as gafes. — É o que acontece com a terceira refilmagem de Carrie - A Estranha. Começando que, a Carrie era para ser uma menina totalmente escrota, mas aí eles colocam a Chloe Moretz, que é tão bonita, que mesmo esquisita e até com um membro do corpo a menos, seria difícil dispensar.

Eu gostei do fato de explorarem mais a personagem, sem deixá-la ser uma mera adolescente sonsa e esquisita. Carrie questiona sua mãe, do porquê não tê-la informado sobre a tal da menarca ou afrontá-la ao tentar impedir que vá ao baile de formatura com um rapaz. "Eu vou e acabou. E não tenta me impedir não, senão te lanço da janela".



A tal da telecinesia: O que pode ser assustador na versão de 1976 dirigida por Brian de Palma é que raios muita gente não sabia o que Carrie tinha/era na verdade, até certo ponto do filme. Nesta versão de 2013, Carrie além de ser uma garota meio petulante — terá Chloe trazido películas da arrogância de Hit Girl para Carrie? Brincadeira... — ela parece bem ciente do que sabe fazer.

Diferenciando o Gran Finale: Na versão citada de 1976, na famosa cena da formatura onde os colegas de escola de Carrie jogam sangue de porco sobre sua cabeça após ser nomeada a rainha do baile, Carrie por tamanha incredulidade e raiva parece ser tomada, sem nenhum controle próprio, por aquilo que sabe fazer, seu grande dom, não poupando qualquer um que esteja na sua frente, e tão pouco se importando com o seu par da formatura estatelado e com o cérebro metaforicamente espalhado pelo chão.
Na versão atual, após passar por tal humilhação, parece estar bem ciente da raiva e com tudo sob controle, escolhendo um por um a quem irá eliminar, tendo desta vez escapado até a professorinha legal que ajuda e aconselha o filme inteiro. Carrie domina seu poder, e o usa como bem achar melhor, até voar como o Superman ela voa, no meio do salão.

No que Kimberly Peirce — responsável pelo memorável "Meninos Não Choram" — me chateou, comparando sua visão cinematográfica com a de Brian de Palma, a mulher tem sempre seu lado materno bastante intenso, — algumas delas — o que ela demonstrou em Margaret White, interpretada pela maravilhosíssima Juliane Moore, que por mais doentia que ela pareça, ela tinha uma afeição superficial pela Carrie, diferente da Margaret do Brian de Palma, totalmente obcecada pela religião que seguia, à ponto de segurar a filha com vida até quando Deus achar que deve. Na verdade, Juliane Moore foi um espetáculo neste filme, eu nunca vi uma personagem demonstrar um envelhecimento espontâneo devido ao sofrimento criado estupidamente por ela mesma. O fato dela própria se torturar fisicamente, quando achava que estava desagradando Deus soou meio "O Albergue" até.



No que falhou este remake, que mesmo tão superficial acabou me surpreendendo, talvez pelo fato de eu não ter esperado absolutamente nada dele. Uma Carrie muito bonita e supermoderna pra uma personagem caçoadinha e problemática. Muitas explicações. O forte dos filmes de terror/suspense e qualquer película que siga este gênero é o mistério, é a curiosidade, é não compreendermos o suficiente o que raios está acontecendo ali. Por mais que conhecêssemos a história de cabo à rabo. Quando é bom, sempre é gostoso e inovador assistir. E Carrie não foi.

Carrie - A Estranha (Carrie)
Direção: Kimberly Peirce
Elenco: Chloë Grace Moretz, Julianne Moore, Alex Russell, Ansel Elgort, Karissa Strain, Gabriella Wilde.
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Depois de quebrar tanto a cara com comédias nacionais, sem nenhuma expectativa, apenas pelo ator Paulo Gustavo que já me tirou boas risadas, arrisquei assistir esse filme. Uma adaptação cinematográfica da peça propriamente dita.

Dona Hermínia é divorciada, mãe de dois jovens, que após ser trocada pelo marido por uma mulher mais nova e até mesmo pelos próprios filhos, decide tomar um rumo na sua vida e pensar em si mesma.

O que mais gostei nesse filme é a espontaneidade do próprio humor, da própria graça e da história. Dona Hermínia não é toda e qualquer mãe. Ela é A mãe, o instinto materno dentro de cada mulher. Sabe quando sua mãe fala: "se você não acordar eu te jogo um balde de água fria na cara"? ou "você não vai pra balada, você vem pra casa e se me desobedecer eu te busco na balada e vou fazer você passar vergonha". Todos os dilemas de mãe foram encorporados na Dona Hermínia, tanto os "se" quanto o amor, carinho e preocupação que existe dentro de cada coroa que mesmo não dividindo mais o lar ou não estando mais presente na Terra, continua sempre presente.



É uma comédia simples e com um elenco bem escolhido. E o filme me ganhou por isso. Embora eu tenha pego um certo ódio da personagem Marcelina, da sua infância até sua adolescência, vale muito a pena. Mesmo tão encrenqueira, a gente vê que por traz de todo furdúncio feito pela Dona Hermínia, existe a sinceridade e a busca pelo que é certo. A grosseria dela e as patadas e os motivos pela qual ela arruma confusão. Coisa de mãe mesmo! Que por traz da atuação maravilhosa do Paulo Gustavo que sempre me diverte. Por trás de todo o humor, existem os dramas familiares que é bem tratado em uma comédia. Como lidar com o filho que é homossexual desde criança. A filha que, além de obesa sempre "não demonstrou" ter afeição pela mãe, preferindo sempre o pai rico e a madrasta metida entre outros.

Uma comédia divertidíssima, que desbancou todos os comentários negativos que eu li sobre o filme.

Parabéns pra quem foi assistir à peça. Queria ter aproveitado esta oportunidade.

Direção: André Pellenz.
Elenco: Paulo Gustavo, Ana Karolina Lannes, Herson Capri, Ingid Guimarães, Mariana Xavier, Rodrigo Pandolfo
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Acredito que, uma das coisas mais inteligentes que eu fiz este ano foi ter parado numa loja de games e ter dito impulsivamente "por gentileza, tem o Tomb Raider?" À partir daí, minha semana não foi mais a mesma. Mas vamos falar de coisa boa, vamos falar do universo de Lara Croft.

A verdade é que eu sempre gostei de Tomb Raider, mas nunca fui capaz de finalizar o jogo da saga até então. Neste reboot, a Cristal Dynamics traz pra gente o mundo de Lara Croft, antes de se tornar o que conhecemos hoje, a "pica das galáxias". Inicialmente, nós a vemos como uma moça indefesa e assustada até o passar dos primeiros tenebrosos fatos. Todo o jogo como a própria capa já mostra, é bastante acinzentado e com baixo contraste, por conta da atmosfera do jogo. É quase tudo tão sombrio quanto os outros jogos da saga, se não for literalmente.

  A jovem é isolada numa ilha após o naufrágio de um navio onde tripulavam pesquisadores, seus amigos e conhecidos. Agora ela precisa lutar para sobreviver e encontrá-los. Em meio à floresta, na chuva e no frio, Lara encontra primeira parte do seu equipamento de sobrevivência: o arco e flecha. E ela não só irá utilizá-lo para caçar, mas também para eliminar o inimigos sem chamar a atenção quando orientado. O jogo têm alguns intervalos para os curtas e diálogos entre os personagens que complementarão a história. Os gráficos são incríveis e sem desperdiçar detalhes. A ambientação de cada parte da ilha, embora seja diferente uma da outra, vem sempre arrastando o pesadelo e as pendências na vida de Lara Croft.



O que diferencia tanto este jogo dos outros, é que nós conhecemos a humanidade de Lara Croft, onde ela sente frio, fome e dor. Nós a vemos sofrer, a vemos se sacrificar. Ter de caçar a própria comida para não morrer de fome. Se arrastar e tropeçar nas próprias pernas consumida pela cansaço e o desgaste de cada situação ou combate, seja ele corpo-a-corpo ou não. E mesmo temendo, ela não exita em avançar, em lutar, e demonstrar sua fascinação pelo desconhecido e pelos enigmas, o traço de Lara Croft.

O mais divertido em tudo isso, é que é como se estivéssemos sendo treinados e orientados para sobreviver de verdade. Diante de cada situação crítica, nós temos que encontrar a solução para Croft e para nós.  No decorrer do jogo, você vai encaixando as peças do quebra-cabeça, desvendando a história. Também encontra armas diferentes, deixadas por adversários que você acaba de derrotar, que podem ser aperfeiçoadas com materiais coletados durante o jogo.


O desenrolar da história é muito interessante. Mesmo com o clichê da heroína gostosona que enfrenta um monte de mal-caráter para sobreviver, salva os amigos e resolve todo e qualquer problema que apareça. Com mundo semi-aberto, incrível não só nos detalhes do gráfico, mas também na história. Você tem um foco para finalizar o jogo, mas você sabe que para chegar ao objetivo final, você precisa se concentrar em diversas situações ao mesmo tempo: eliminar alguns soldados, alguns indígenas amaldiçoados e se livrar um arqueólogo mala sem alça.

Após o término do jogo, você ainda pode explorar os mapas e voltar para finalizar a coleta de itens e destravar os achievements restantes.

Novas armas. Novos golpes.  Atmosfera sombria. Modo multiplayer. Realismo. Diversão. Gráficos incríveis. Segredos e mistérios. Tudo isso você vai encontrar jogando Tomb Raider. Ótimo divertimento.

Desenvolvido por Crystal Dynamics.

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Em tempos de reciclagem cinematográfica, o que vier, é prejuízo. Mas quando se trata de uma refilmagem com o roteirista da versão original na produção, acho que vale à pena dar uma conferida. Na verdade, nem sei se posso chamar esta versão de refilmagem, embora ele tenha estreado nesta posição. Fede Alvarez nos leva de volta ao mundo de Evil Dead, um Trash digníssimo de 1981, que marcou a vida de muitos cinéfilos. E principalmente fãs de um bom cine trash.

Mia é uma jovem que possui sérios problemas com drogas. À fim de tentar ajudá-la a superar este problema, seu irmão David e seus amigos a levam para uma cabana isolada na floresta. Até que encontram o Livro dos Mortos, e o que era pra ser umas férias na Rehab, acaba virando um final de semana no inferno.

Hoje em dia é quase impossível evitar os efeitos especiais. Comparada à versão dos 80', onde eram usados até purê de batata pra ajudar na porqueira. Mas devo admitir que fiquei muito satisfeita com a maquiagem e fotografia deste filme. Como se, ainda que fosse um terror com uma história levada um pouco mais à sério do que antigamente, eles quisessem manter essa ideia do Trash, a ideia de Raimi, como: "Curtiu a maquiagem? a gente usou uma parecida faz uns anos. Era um material barato, mas que te proporcionou bastante diversão. Melhorou um pouco a qualidade mas ainda assim, o mais barato te proporcionou bem mais diversão que este. Mas divirta-se novamente mesmo assim".  Então a violência, embora a nojeira continue a mesma – até piorada, eu acho, pela forma violenta que é mostrada – foi voltada para algo mais sombrio, do que divertido. O que, por favor, só deixou o filme mais divertido ainda.


Achei interessante também, Alvarez ter aproveitado a oportunidade do para expandir o roteiro e explicar um pouco mais sobre o processo descrito em Necronomicon. O verdadeiro despertar do mal. O processo que se segue para  libertar o mal e aprisioná-lo novamente. A oração e o sacrifício. As passagens da oração traduzidas do livro, ouvida pelos jovens na cabana isolada na floresta em 81'. A mesma oração "sussurrada" por Eric nesta mesma cabana em 2013. Como se a refilmagem completasse a versão original, com poucos mas interessantíssimos detalhes, ainda que com alterações nos nomes dos personagens e em alguns fatos.

Rolam boatos de que Ash (Bruce Campbell, o herói das sequências de Evil Dead) vai estar presente em uma suposta continuação. Fica aqui a nossa dúvida sobre uma refilmagem ou mais uma sequência. Como será que vão encaixar Ash nesta história? Será que esta versão de Evil Dead é uma sequência que se passa muitos anos depois do anterior? Ou só a estamos revivendo nos tempos modernos?

Evil Dead agora tira nossa distração do jovem Ash e suas "aventuras" na floresta, e a voltam para o bosque no meio do nada que abriga o um mal bem diferente do que conhecemos. Para quem assistiu a versão inesquecível de 81', tenho quase certeza de que vai gostar deste remake. O filme cumpre o que promete. E eu acho isso importante pra caramba! Ainda que o terror seja mais psicológico do que físico, tem um conteúdo suficientemente bom e nojento o bastante para você se contorcer nas poltronas do cinema. Não esquecemos que, ainda podemos contar com as vozes dos atores da versão original de 81'.

A Morte do Demônio (Evil Dead)
Direção: Fede Alvarez
Elenco: Elizabeth Blackmore, Jane Levy, Shiloh Fernandez, Lou Taylor Pucci, Jessica Lucas, 
Segue lista de filmes vistos em 2013. Alguns nomes se repetirão devido à quantidade de vezes que foram assistidos. Filmes fora da ordem em que foram vistos.

Lista
1. Wolverine - Imortal
2. A Caça
3. A Morte do Demônio
4. Suspiria
5. Mama
6. Oz: Mágico e Poderoso
7. João e Maria: Caçadores de Bruxas
8. Atividade Paranormal
49. Ted
10. Toy Story 3
11. Woody Allen: Um Documentário
12. A Serbian Film
13. Silent Hill - Revelação
14. Django Unchained
15. Anticristo
16. Velozes e Furiosos - Desafio em Tóquio
17. Homem de Aço
18. Cavaleiro Solitário
19. Thor: O Mundo Sombrio
20. Conselheiro do Crime
21. Noite dos Demônios
22. Os Suspeitos
23. As Bem Armadas
24. Elysium
25. Bling Ring - A Gangue de Hollywood
26. Homem de Ferro 3
27. Novo No Pedaço
28. Ghost World
29. Vai Que Dá Certo
30. Um Assaltante Bem Trapalhão.
31. Blade Runner, O Caçador de Andróides
32. Dredd
33. Looper: Assassinos do Futuro
34. Sereias (Documentário)
35. A Outra Terra
36. Cada Um Com Seu Cinema
37. Paris-Manhattan
38. Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer
39. Hitchcock
40. Da Vinci Decodificado
41. Burlesque
42. Amor Por Acaso
43. Guerra Mundial Z